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Conheça mais sobre o Gresb, sistema de benchmarking para fundos ESG

30 de agosto de 2021

A agenda ESG, sigla que advém do termo em inglês Environmental, Social and Governance, vem sendo impulsionada em todo o mundo por pressão de investidores e consumidores por transparência e maior responsabilidade social e ambiental das empresas.

Diante do avanço dos debates relacionados a esse tema, uma preocupação pertinente é evitar a maquiagem ESG, ou sejam ações mais direcionadas ao marketing e à publicidade e menos à transformação e à melhoria das práticas das empresas. Para distinguir o discurso vazio de ações com impactos efetivos, não há outro caminho a não ser mensurar os resultados e a sustentabilidade de cada uma das iniciativas. Nesse contexto, ferramentas de bechmarking e certificações de terceira parte devem a adquirir maior protagonismo.

“A tendência, é que surjam cada vez mais normas e ferramentas de gestão e de quantificação das questões de governança, ambientais e sociais permitindo ter maior confiabilidade quanto o impacto das práticas ESG”, analisa Rafael Lazzarini, diretor de Sustentabilidade no CTE.

O Sistema GRESB

Entre os instrumentos que se destacam para analisar as estratégias das corporações está o GRESB (Global Real Estate Sustainability Benchmark). Trata-se de um padrão global de benchmarking para empresas imobiliárias listadas publicamente, fundos de propriedade privada, incorporadores e investidores. O GRESB mensura, avalia e compara o desempenho ESG da carteira de ativos, fornecendo dados padronizados e validados para o mercado de capitais.

Para Dan Winters, head para as Américas do GRESB, quem não faz benchmarking, não tem como saber como se posiciona no mercado. “Não existe uma definição absoluta do que é ser sustentável. Daí a importância de comparar o desempenho das empresas e buscar alinhamento”, destacou o executivo em evento realizado pela Rede Construção Sustentável em maio. 

Como funciona?

O GRESB Real Estate Assessment é uma avaliação anual que valida, pontua e ranqueia as informações fornecidas pelas empresas. O processo está estruturado em três componentes principais:

  • Gestão — Mede a estratégia da empresa com relação à liderança, política, gestão de risco e engajamento dos stakeholders;
  • Desempenho — Analisa o desempenho do portfólio de ativos da instituição, compreendendo as informações coletadas no nível do ativo e do portfólio. Esse componente contempla indicadores como consumo de água e de energia, emissões de gases do efeito estufa, geração de resíduos e certificações verdes.
  • Desenvolvimento — Mensura os esforços realizados com relação ao ESG na parte de projeto, construção e renovação dos edifícios. Este componente é adequado para entidades envolvidas em novas construções e/ou grandes projetos de renovação, com projetos em andamento ou concluídos durante o período do relatório.

A avaliação gera dois benchmarkings de acordo com os componentes abordados: o Gresb Imobiliário e o Gresb Development.

Em 2020, entre as quase 1300 instituições que aderiram ao sistema de benchmarking, 330 eram norte-americanas e somente nove eram brasileiras. Isso mostra o potencial de crescimento desse processo no país para que se tenha uma indústria de ativos mais sustentável e resiliente.

O CTE está preparado para auxiliar as empresas em suas jornadas ESG, oferecendo o suporte necessário em todas as etapas do processo, incluindo a adesão ao GRESB e a outros referenciais de sustentabilidade. Entre em contato para conversarmos mais a respeito!

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