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Por que é tão importante descarbonizar a operação dos edifícios?

2 de maio de 2022

As etapas de execução e uso das edificações têm um impacto enorme nas emissões de gases do efeito estufa. Em todo o mundo, somente a operação dos edifícios responde por 28% das emissões globais. Se somarmos a isso, o carbono incorporado nos materiais de construção, a taxa sobe para 38% de GEE, segundo dados da IEA (International Energy Agency). 

A expectativa é a de que esse percentual aumente ainda mais com o crescimento das cidades e a expansão das áreas edificadas no decorrer das próximas décadas. É natural, portanto, que qualquer ação visando a descarbonização da economia, considere a eficiência e o consumo energético dos edifícios.

Discurso e prática

Gestores de patrimônio, consultorias imobiliárias e fundos de investimento já estão atentos à necessidade de reduzir as emissões de gases do efeito estufa em seus portfólios. Esse movimento é impulsionado pela tendência de crescimento dos desafios regulatórios e do desenvolvimento de mecanismos de taxação de emissões de carbono. Há, também, a exigência de usuários e locatários, não apenas motivados por consciência ambiental, mas principalmente interessados em ocuparem locais com custos de manutenção mais baixos. Além disso, diante do aumento do movimento ESG (Environmental, Social and Governance), os projetos ambientalmente corretos se transformam em verdadeiros ímãs para investimento de capital.

Uma pesquisa realizada pela JLL globalmente detectou que mais de 25% dos ocupantes corporativos têm metas de carbono zero. O trabalho também mostrou que, embora a maioria dos líderes afirme que a redução de emissões esteja entre suas estratégias empresariais, somente 18% deles estão implementando ativamente alguma ação de sustentabilidade. Daí tira-se a conclusão de que uma coisa é aspirar à neutralidade de carbono e outra totalmente diferente é chegar lá. 

O que é o carbono operacional?

De forma bem simples, o carbono operacional consiste no volume de carbono que uma estrutura emite durante seu uso, ao longo de sua vida-útil.  

As ações visando a redução desse carbono devem começar antes mesmo da construção. Afinal, concepção e projeto têm impactos significativos na eficiência das edificações. 

Uma construção de baixo carbono inevitavelmente possui um projeto que se aproveita de estratégias passivas e das melhores tecnologias de simulação computacional visando máxima eficiência. Ela também é implantada em locais que contribuam para a diminuição de emissões operacionais, por exemplo, próximo à infraestrutura de transporte público ou acessíveis por modais de transporte sustentáveis.

Em edifícios já construídos, uma ferramenta valiosa é o inventário de carbono. A partir desse diagnóstico, a organização conhece seu perfil de emissões e assim pode dar o passo seguinte, estabelecendo planos e metas para gestão e redução das emissões de GEE.

Estratégias de descarbonização

Segundo Wagner Oliveira, diretor da Unidade Operação Sustentável do CTE, ao longo de seu ciclo de vida, os edifícios representam uma excelente oportunidade para promover reduções visando diminuir impactos ambientais e gerar economias. Ele explica que as estratégias de descarbonização em edifícios existentes passam por ações para aumentar o desempenho operacional e substituir o uso de combustíveis fósseis por fontes de energia renovável.

No quesito eficiência energética, as ações podem ir desde a substituição de equipamentos ao uso de tecnologia digital, como Internet das Coisas, Big Data e Inteligência Artificial para gestão de consumos. Esse case da São Carlos, uma das maiores properties do país, mostra como a modernização dos sistemas prediais pode trazer resultados importantes quando se busca maximizar o desempenho.

No campo das energias renováveis, as práticas podem contemplar, por exemplo, a utilização de sistemas de produção eólica, solar ou geotérmica.

Outra estratégia importante quando se fala em diminuir as emissões de gases do efeito estufa é a adoção de um compromisso net zero carbon emissions (zero emissões líquidas de carbono). As metas net zero envolvem reduzir ao máximo a emissão de carbono e neutralizar as emissões residuais, ou seja, aquelas que não foi possível eliminar. Elas exigem, inclusive, o envolvimento de partes da cadeia de valor nas quais a empresa exerce influência.

A Unidade de Operação Sustentável do CTE identifica e implementa soluções integradas para otimização de toda a área operacional das edificações, atendendo a aspectos como gestão de resíduos, água, energia, engajamento com os ocupantes e governança corporativa para a sustentabilidade. Desenvolvemos programas completos com estratégias ambientais, sociais e de governança (ESG) que ajudam as empresas a alinhar metas corporativas e métricas de sustentabilidade, criando valor a longo prazo. Entre em contato para falarmos mais a respeito.

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