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ESG na construção: abordagem ampla e atual é um desafio para implementação

7 de junho de 2022

A indústria da construção no Brasil tem feito avanços importantes para alinhar-se aos princípios ESG (Environmental, Social and Governance). No pilar ambiental, por exemplo, pelo menos nos grandes centros, é possível notar um movimento consistente entre incorporadores e construtores por soluções mais eficientes para os projetos e por certificações que atestem a sustentabilidade dos empreendimentos. 

“Mas ainda há muito o que avançar, sobretudo se considerarmos a amplitude do ESG, que além da esfera ambiental, engloba práticas de desenvolvimento social e de governança”, comentou Márcia Menezes, diretora da unidade de Inovação & Tecnologia do CTE. Ela participou do BW Talks ESG: A Nova Ordem no Setor da Construção, evento on-line promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema) em maio.

Na ocasião, Menezes lembrou que, para as empresas, aderir aos padrões ESG significa uma oportunidade de buscar perenidade e relevância, conquistar mais eficiência nas operações e elevar a resiliência durante crises. 

Ela também ponderou que, em uma jornada para implementação ESG, as empresas devem valorizar as boas práticas já adotadas. Segundo ela, é possível começar reforçando e ampliando essas ações positivas e, na sequência, identificar as oportunidades para evoluir mais e mais rumo ao capitalismo de stakeholders.

Em comparação com outras indústrias, um ponto forte da construção é a possibilidade de levar habitação e infraestrutura para famílias que, muitas vezes, não têm acesso a esses recursos tão essenciais. Outro ponto favorável, ainda no tripé social, é a intensa geração de emprego. “Isso, porém, não pode ser um impeditivo para trazer tecnologia e industrializar o setor”, disse Menezes, reforçando a importância de as empresas buscarem estratégias para produzirem com menos recursos, mais qualidade e sustentabilidade, proporcionando melhores condições de saúde e segurança para os trabalhadores.

Transparência e estrutura anticorrupção

Entre os pilares do ESG, a governança corporativa talvez seja o mais desafiador para as empresas da construção. É fato que as companhias de capital aberto já são obrigadas a cumprir regras rígidas de compliance. Ainda assim, considerando o elevado grau de pulverização do mercado, há um grande número de empresas sem estrutura interna capaz de evitar problemas com prestação de contas, comportamento ético e atendimento às normas anticorrupção. “As empresas crescem sem implantar internamente uma organização de governança sólida, o que é fundamental para garantir uma boa reputação”, disse a diretora do CTE. 

Márcia Menezes destacou que o mercado mantém algumas práticas que não fazem sentido nos dias atuais. Por exemplo, na abordagem de áreas contaminadas. “Por medo de uma possível rejeição do cliente, os empreendedores não divulgam claramente que o empreendimento será construído em uma área recuperada. Mas, hoje, já se sabe que construir em um terreno devidamente remediado traz um benefício enorme para a sociedade. O empreendedor precisa, portanto, aprender a comunicar essa situação, sempre com muita transparência e o respaldo de dados técnicos”, explicou Menezes.

Segundo ela, em uma indústria sempre associada a ciclos longos e a riscos elevados, o ESG chega para agregar mais estabilidade, além de permitir criar uma conexão com as novas gerações para as quais o propósito tornou-se o grande gerador de valor. 

A equipe do CTE vem apoiando as empresas na elaboração de um plano de ação para a efetiva implementação do Sistema ESG. Desde 2021, mais de 60 companhias, incluindo construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e fundos de investimento, se envolveram com a capacitação em ESG promovida pelo CTE. Para saber mais, entre em contato conosco!

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