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Novo programa vai impulsionar a adoção do Sistema B na construção civil

1 de junho de 2022

Acompanhando um movimento global rumo ao capitalismo de stakeholders, as empresas do setor da construção têm feito uma jornada importante em direção ao ESG (Environmental, Social and Governance). “Mais do que uma onda, trata-se de uma nova forma de pensar os negócios com transparência e comprometimento com a promoção de impactos sociais e ambientais positivos”, explica Roberto de Souza, CEO do CTE.

Comprova esse argumento o fato de mais de 60 empresas, incluindo construtoras, incorporadoras, fabricantes de materiais e fundos de investimento, terem se envolvido na capacitação em ESG promovida pelo CTE desde o início de 2021. Agora, mais uma oportunidade se abre para as organizações do setor com a criação de um programa para apoiar as empresas em suas jornadas para o Sistema B

O que é o Sistema B?

O Sistema B vem ajudando as empresas, em todo o mundo, a atingir altos padrões de impacto positivo e a identificar o atendimento às práticas ESG. 

O Movimento Global de Empresas B foi criado em 2006 nos Estados Unidos e no Canadá para impulsionar o compromisso das companhias com práticas ambiental e socialmente responsáveis. 

Atuante no Brasil há oito anos, o Sistema B é uma entidade sem fins lucrativos que busca proporcionar conhecimento e ferramentas de metrificação para as empresas. “Definimos padrões, políticas e oferecemos ferramentas e programas para que os negócios mudem sua forma de operar, sua cultura e a estrutura do capitalismo”, comenta Rodrigo Gaspar, líder da área de programas da organização. 

Mais de cinco mil empresas de mais de 80 países já aderiram ao sistema. No Brasil são apenas 238 empresas B. Entre elas, está a Viana & Moura, construtora que atua no segmento residencial voltado para famílias com renda entre 1 e 3 salários mínimos no interior de Pernambuco. 

Whilma Lacerda, gerente de sustentabilidade, conta que a motivação da Viana & Moura para aderir ao Sistema B foi o desejo de mensurar o quão sustentável era sua operação e compreender a relação entre sustentabilidade e desempenho econômico. Primeira companhia pernambucana a ser certificada no Sistema B, a Viana & Moura obteve 118,2 pontos em uma trilha que durou cerca de um ano e oito meses. O trabalho em prol da redução do deficit habitacional brasileiro, bem como estratégias de educação ambiental, reflorestamento de árvores nativas e reaproveitamento de resíduos ajudaram a construtora a obter tal desempenho.

Como funciona o Sistema B?

A certificação B é dedicada às empresas com mais de 12 meses de operação, que atuam em mercados competitivos, ou seja, com concorrência. O selo é concedido após verificação da obtenção de uma pontuação mínima de 80 pontos na ferramenta de Avaliação de Impacto B (BIA). Disponível gratuitamente, a plataforma pode ser utilizada por qualquer organização que queira mensurar, gerir e traçar caminhos mais assertivos para se tornar cada vez melhor para a sociedade.

O processo de certificação exige que os interessados adicionem cláusulas B em seu contrato social para assegurar o compromisso do negócio de atuar para além de interesses puramente financeiros. O objetivo é proteger e estabelecer responsabilidades sobre questões sociais e ambientais atreladas à operação.

Segundo Gaspar, há vários motivos que explicam o interesse crescente das empresas pelo Sistema B. A melhora na gestão e na governança, o diálogo mais estreito com o ESG e um melhor posicionamento de marca são alguns deles. “Há, também, outros benefícios associados, como a atração e retenção de talentos e a oportunidade de fazer parte de uma comunidade de líderes”, destacou ele.

CTE e Caminho + B

O desenvolvimento sustentável pressupõe crescimento econômico acompanhado da proteção aos recursos naturais. “Essa filosofia encontra sinergia com o Sistema B, que não pretende tratar de ações sustentáveis ou sociais isoladamente. O objetivo é entender como usar o poder das empresas em prol do desenvolvimento sustentável de forma ampla”, explica Márcia Menezes, diretora de Inovação & Tecnologia no CTE.

Ela conta que a identificação de propósitos comuns entre o CTE e o Sistema B culminou na formatação de um programa destinado às empresas da construção civil. A parceria alia o conhecimento do CTE sobre o segmento da construção com o projeto Caminho+B, iniciativa que auxilia as empresas a compreender melhor a  metodologia do Sistema B através da Avaliação de Impacto B (BIA).

Com seis meses de duração, o programa será oferecido a grupos de empresas. A programação prevê a realização de treinamentos, consultoria individualizada e mentorias. A proposta de valor da jornada é disponibilizar conhecimento sobre conceitos, metodologias e ferramentas, auxiliando os interessados a se tornarem empresas B.

Quer obter mais informações sobre o programa de consultoria para a obtenção da certificação B? Então acesse aqui!

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