Inventário de gases de efeito estufa confere à Âncora Engenharia o Selo Prata do GHG Protocol
A Âncora Engenharia é uma construtora com 33 anos de atuação e experiência em diferentes tipologias de empreendimentos, desde os segmentos industrial e logístico até o residencial e comercial. Sua atuação se estende desde as etapas iniciais dos empreendimentos, com a elaboração de estudos que apoiam os clientes na avaliação de áreas, análise de viabilidade e desenvolvimento inicial de projetos, até a execução das obras.
Diante dos desafios climáticos e da necessidade de minimizar os impactos de suas atividades, a empresa vem consolidando uma jornada de responsabilidade ambiental. Um marco importante nessa trajetória foi a elaboração do seu primeiro inventário corporativo de Gases de Efeito Estufa (GEE). A iniciativa, que rendeu à Âncora o Selo Prata no Programa Brasileiro GHG Protocol, também atende à demanda crescente do mercado, especialmente de grandes contratantes, por práticas ESG na cadeia de fornecedores.
O Selo Prata é concedido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces) às organizações que publicam, no Registro Público de Emissões, um inventário de GEE com 100% das fontes de emissão dentro do limite organizacional estabelecido no ciclo reportado.
“O reconhecimento atesta que a empresa mantém governança e rastreabilidade sobre suas fontes diretas e indiretas, gerando dados confiáveis para reportes como CDP, ISE B3, GRI e outras divulgações regulatórias”, explica Renato Salgado, consultor de Sustentabilidade no CTE.
Ao permitir conhecer, mensurar e gerenciar os impactos, o inventário também impulsionou a estruturação da agenda ESG da Âncora. “Em sintonia com o nosso Relatório de Sustentabilidade, o levantamento estabeleceu uma linha de base para orientar nossos próximos passos e fundamentar nossas metas de redução em dados reais” diz Matheus Caetano dos Santos, gerente comercial da Âncora Engenharia.
Mapeamento de emissões e cadeia de valor

Para viabilizar a quantificação de GEE, foi necessário definir a metodologia de cálculo, identificar as fontes emissoras e coletar dados de consumo de energia, água, geração de resíduos e transporte.
Elaborado em parceria com a consultoria do CTE, o inventário da Âncora abrangeu as emissões de Escopo 1 (diretas), Escopo 2 (indiretas pelo consumo de energia elétrica) e Escopo 3 (indiretas da cadeia de valor, incluindo materiais e serviços contratados).
O estudo, referente às operações em 2025, revelou que as emissões de Escopo 3 correspondem a aproximadamente 99,5% do total da empresa, o que reforça a necessidade de ir além das operações diretas e de engajar toda a cadeia de fornecimento na execução das obras.
Desafios, governança e próximos passos
Um desafio comum na elaboração de inventários de GEE é consolidar informações, sobretudo as provenientes de terceiros. Na Âncora, o processo exigiu reunir dados nem sempre padronizados, demandando um esforço significativo de organização, rastreabilidade e integração intersetorial.
“Por ser uma iniciativa inédita para nós, tivemos uma curva de aprendizado para compreender a metodologia, estruturar os controles e definir quais informações precisariam ser acompanhadas de forma contínua nos próximos ciclos”, diz Matheus Caetano.
Segundo ele, o suporte técnico da consultoria do CTE trouxe a segurança necessária para conduzir o processo até a publicação no Programa Brasileiro GHG Protocol. O acompanhamento facilitou a estruturação dos dados, a disponibilização de ferramentas de controle e o esclarecimento de premissas metodológicas. Além de viabilizar a entrega dos resultados, essa parceria consolidou um fluxo interno de gestão e capacitou as equipes para os próximos ciclos.
Mais do que um marco isolado, a elaboração do primeiro inventário e a conquista do Selo Prata marcam o início de uma nova etapa na Âncora. Com os dados levantados, a empresa poderá dar continuidade às medições periódicas, aprimorar a governança de dados e fortalecer iniciativas como compras sustentáveis, avaliação de fornecedores e escolha de materiais de baixo impacto ambiental. O objetivo é usar esses diagnósticos para identificar oportunidades concretas de redução e estabelecer metas quantitativas.
A jornada de evolução ESG da Âncora prevê a submissão dos futuros inventários a uma auditoria externa acreditada, visando alcançar o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. “Posteriormente, avaliaremos a possibilidade de estabelecer metas alinhadas à SBTi (Science Based Targets initiative) e participar de outras iniciativas ambientais. Mais do que uma ação pontual, queremos que esse processo seja incorporado cada vez mais à nossa gestão e às decisões tomadas no planejamento, nos projetos e na execução das obras, dando continuidade à construção de uma atuação cada vez mais responsável do ponto de vista ambiental”, conclui gerente comercial da Âncora.