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ESG: lideranças precisam desenvolver competências para atuar em novo contexto

29 de outubro de 2021

Os princípios associados ao ESG (Enviromental, Social, and Governance, da sigla em inglês) têm norteado cada vez mais as decisões de empresas no mundo todo. A ideia é basear os negócios e as tomadas de decisão em critérios sustentáveis do ponto de vista ambiental, em práticas socialmente responsáveis e em processos envolvidos por legalidade, ética e transparência com as partes interessadas e a sociedade. 

Tais fundamentos estão presentes, também, nas políticas de recursos humanos das companhias, pautando os valores e preocupações que devem ser identificados, estimulados, desenvolvidos e recompensados nos colaboradores. Como não poderia ser diferente, esse movimento atinge a alta liderança das empresas, que passa a ser exigida por habilidades alinhadas com o ESG.

Como são os CEOs ESG?

As competências mais esperadas dos gestores no cenário atual são aquelas que garantem fluidez na aplicação das diretrizes ESG. A consultoria Russell Reynolds Associates publicou um levantamento em parceria com o Pacto Global das Nações Unidas no começo de 2021 que apresentou quais são as características imprescindíveis em uma liderança ESG.

Ao todo foram ouvidos 55 diretores-executivos e integrantes de conselhos de administração em diversos países. O trabalho identificou algumas competências essenciais para os executivos conseguirem responder aos desafios contemporâneos.

A primeira delas é o pensamento sistêmico multinível. Gestores com tal característica são capazes de interagir com diferentes atores envolvidos em sua cadeia setorial, criando condições para o desenvolvimento de uma estratégia de negócio que considere a realização de parcerias com todos eles, incluindo universidades e órgãos públicos.

Os CEOs também precisam ser capazes de incluir os stakeholders no processo de transformação. Isso significa que o impacto das decisões de negócio em todos os envolvidos, inclusive nas comunidades locais, precisa ser profundamente compreendido e mediado pelo gestor. Pode-se concluir que o CEO ESG é uma figura empática, via de regra. É alguém hábil em transmitir autenticidade e transparência na expressão dos valores basilares de sua conduta gerencial.

Inovação e visão de longo prazo

Outra competência central para o processo ESG relaciona-se à disponibilidade para a inovação disruptiva. O CEO dos novos tempos não tem medo de questionar abordagens tradicionais e guia sua equipe na adoção de posicionamentos novos, que levem a companhia para o rumo desejado. 

Além de conhecimentos em torno de gestão de risco e sobre o impacto social e ambiental das organizações, a alta liderança precisa, ainda, dispor de pensamento de longo prazo, combinando coragem, ousadia e olhar para o futuro.

Empresas em transformação

Os princípios ESG fazem parte de uma nova cultura corporativa que não deve ser estimulada apenas pelo gestor. Pelo contrário, cabe a toda a empresa, inclusive aos stakeholders e membros do conselho administrativo, buscar continuamente a adesão aos novos paradigmas. 

Isso passa pela definição de uma cultura voltada à sustentabilidade e à responsabilidade social. As empresas devem estar dispostas a demonstrar a todo momento, de forma transparente e confiável, que suas práticas concretas correspondem a tais valores. 

A mudança em direção ao ESG também acarreta impactos em avaliação de desempenho e remuneração. A vivência cotidiana com a responsabilidade ambiental, social e com a governança deve determinar a progressão e os resultados financeiros dos colaboradores. 

Isso já vem ocorrendo. A pesquisa Global Impact at Scale: Corporate Action on ESG Issues and Social Investments 2020, realizada pelo Chief Executives for Corporate Purpose (CECP), mostrou que mais da metade as empresas entrevistadas já integram critérios para avaliação de desempenho e remuneração a metas ESG, sobretudo para profissionais de nível sênior.

O CTE iniciou, em fevereiro de 2021, um movimento para apoiar as empresas da construção civil em suas jornadas ESG. Foram desenvolvidas várias soluções de consultoria, com destaque para o  Programa de Capacitação de Empresas do Setor da Construção em ESG, composto por 16 oficinas  realizadas em grupos, além de oito reuniões de consultoria individualizada. Clique aqui para obter mais informações.

Para aprofundar seus conhecimentos, não deixe de baixar gratuitamente os E-books “Como aderir aos princípios ESG” e “Os objetivos do desenvolvimento sustentável e sua aplicação no setor da construção”, desenvolvidos pelo CTE. 

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