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Sensores vestíveis e a nova geração de equipamentos de proteção

3 de novembro de 2021

A tecnologia vestível (wearable, do termo em inglês) abrange um conjunto de câmeras e sensores que podem ser incorporados a roupas, capacetes, relógios e outros acessórios. Estes dispositivos permitem captar uma série de informações sobre a saúde e a localização dos trabalhadores, além de facilitar a comunicação e o acompanhamento dos projetos. Com potencial para criar uma geração de equipamentos de proteção individual (EPIs), os vestíveis podem, ainda, agregar produtividade, elevar a qualidade das atividades, reduzir afastamentos e proporcionar maior satisfação dos colaboradores.

De botas a capacetes

Empresas dos setores automotivo, químico, mineração e petróleo & gás já utilizam os vestíveis para melhorar a segurança de seus colaboradores e aprimorar a qualidade e a eficiência do trabalho. 

Entre os mais utilizados há as botas e os coletes inteligentes. Desenvolvidos inicialmente para aplicações militares, esses equipamentos podem incorporar GPS (sistema de posicionamento global), RFID (identificação por radiofrequência), Wi-Fi e altímetro, entre outros recursos. 

De forma semelhante, os capacetes com sensores geram informações de localização para detectar, automaticamente, conflitos de planejamento ou riscos à segurança do usuário. 

Eles podem viabilizar a captação de dados como localização, temperatura corporal, fadiga ou níveis de estresse durante o trabalho. Uma vez repassados a um sistema de gestão em tempo real, essas informações auxiliam a tomada de decisão ágil, evitando acidentes. 

Os capacetes podem receber, ainda, câmera de alta resolução 3D, permitindo ao trabalhador documentar suas atividades, além de sensor para detecção de monóxido de carbono, algo bastante relevante em serviços realizados em espaços confinados.

Entre outros vestíveis aderentes à construção civil há os óculos inteligentes. Os equipamentos podem se valer de tecnologias como realidade aumentada e virtual integradas aos projetos em BIM (Building Information Modeling). Com isso, os profissionais têm a oportunidade de visualizar, dentro de uma estrutura pronta ou em construção, desenhos em 3D da planta e comparar um projeto modelado.

Em mercados mais desenvolvidos começam a crescer, também, as aplicações de exoesqueletos biônicos, para auxiliar os trabalhadores a erguer cargas pesadas, ter mais ergonomia e diminuir riscos de lesões. 

Custo de implementação e proteção aos dados

Os vestíveis ainda têm aplicação tímida na construção civil brasileira, sobretudo em comparação a soluções como os softwares backoffice, os aplicativos móveis e os drones. Um dos motivos para esse atraso é o custo das soluções, que decresce conforme mais empresas aderem à tecnologia. 

Além disso, à medida que os dispositivos vestíveis ingressam no local de trabalho, eles impõem uma série de desafios de segurança e privacidade para os departamentos de TI, sobretudo quanto ao manejo de dados pessoais confidenciais.  Ao oferecer dispositivos vestíveis a seus funcionários, é importante que as empresas desenvolvam códigos de conduta sobre a coleta, o armazenamento e o uso dos dados coletados. 

Apesar dos obstáculos, os vestíveis são uma tecnologia emergente. Segundo estudo da Deloitte publicado em 2018, a expectativa é a de que o mercado global de wearables corporativos cresça mais de 40% ao ano até 2025.

Por meio da Unidade Inovação & Tecnologia, o CTE apoia os diversos agentes do setor da construção na adoção de inovações aplicáveis a produtos ou a processos empresariais. O objetivo é otimizar os resultados com foco em produtividade, inovação, redução de custo, competitividade e industrialização. Entre em contato para falarmos mais a respeito!

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