Em síntese
- O long stay é um modelo de aluguel flexível voltado para quem busca praticidade, oferecendo apartamentos mobiliados com contas inclusas e áreas de lazer.
- Para quem investe, o modelo permite maior previsibilidade de receita e menor rotatividade operacional em comparação ao short stay (curta temporada).
- A viabilidade desses projetos depende de um gerenciamento de obras rigoroso. Como as unidades são compactas e padronizadas, qualquer atraso ou erro técnico impacta diretamente o retorno financeiro.
O setor imobiliário vive um momento de reinvenção contínua, impulsionado pela necessidade constante de agregar valor, inovar e fidelizar um público cada vez mais exigente. Nesse cenário de transformações, uma modalidade vem se destacando por redefinir a relação entre moradia e flexibilidade: o long stay.
O que é long stay?
O long stay é uma modalidade de locação imobiliária intermediária, situada entre a hospedagem de curta duração (como o aluguel de temporada ou hotéis) e o contrato de locação tradicional de longo prazo. Ele se traduz na locação de imóveis por períodos estendidos, geralmente a partir de três meses, sem as amarras dos contratos tradicionais de longa duração.
Essa solução vai de encontro às demandas de nômades digitais, estudantes e profissionais em fase de transição, que buscam praticidade e agilidade.
Em 2022, o mundo já contava com 35 milhões de nômades digitais, profissionais que, ao trabalharem de forma remota, desvinculam-se da obrigatoriedade de estar em um local específico. Segundo o Relatório Global de Tendências Migratórias, da Fragomen, esse contingente pode chegar a 1 bilhão de pessoas até 2035.
Como funciona o modelo de long stay na prática?
Os empreendimentos para long stay são usualmente desenvolvidos em bairros consolidados, com boa infraestrutura de transportes e oferta de empregos e serviços.
Mobiliados e decorados, os apartamentos são prontos para a ocupação imediata do cliente, muitas vezes integrados a condomínios com áreas de convivência completas (coworkings, lavanderias compartilhadas e academias).
Além da alta qualidade, as unidades estão associadas aos serviços pay-per-use e à gestão profissional das unidades. Em muitas delas, as contas de consumo (água, luz, internet, condomínio e IPTU) estão incluídas em uma única fatura, o que garante previsibilidade financeira para o locatário.
O segmento depende fundamentalmente da oferta de estúdios e apartamentos de um dormitório, os preferidos para esse tipo de ocupação.
Long stay como oportunidade para incorporadoras e investidores
O modelo long stay não é necessariamente uma novidade. Este tipo de empreendimento já existe há décadas nos Estados Unidos, sendo que grande parte está concentrada na estrutura de REITs (Real Estate Investment Trust), similares aos Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) brasileiros.
Para os investidores, o long stay significa uma forma de diversificar a carteira com algumas vantagens:
- Menor rotatividade: Comparado ao short stay, exige menos manutenção operacional.
- Previsibilidade de receita: O ticket médio costuma ser mais alto que o do aluguel residencial comum, equilibrando a rentabilidade em relação à ocupação constante.
- Gestão profissional: Gestoras de propriedades que cuidam de todo o ciclo (manutenção, limpeza e cobrança) estão cada vez mais profissionalizadas, facilitando a vida do proprietário.
Desafios e pontos de atenção no desenvolvimento de projetos long stay
Para quem constrói empreendimentos voltados a estadias de longa duração, o gerenciamento de obras é fundamental para a viabilidade financeira. Diferente de um prédio residencial comum, no qual a entrega é feita ao proprietário final, nessa modalidade a entrega ocorre para uma operação hoteleira. Qualquer falha de execução se traduz em perda de receita futura e em aumento do custo operacional.
Outros aspectos que tornam o gerenciamento de obras tão crítico nesse mercado são:
- Padronização: Como o long stay depende de escala, o gerenciamento precisa garantir que todos os estúdios sejam entregues com precisão e uniformidade.
- Margem de lucro: O gerenciamento de obra atua diretamente no capex e é fundamental para evitar aditivos contratuais. Em projetos de multipropriedade ou prédios de unidades compactas, atrasos na entrega podem significar o pagamento de multas ou o adiamento da entrada de receita.
- Compatibilização de projetos: Em prédios compactos, a densidade de instalações é altíssima. Um bom gerenciamento de obras evita que interferências comprometam prazos e custos.
- Atendimento às normas: Os edifícios precisam cumprir normas específicas de acessibilidade, segurança contra incêndio e isolamento acústico entre unidades. Um bom gerenciamento de obras garante a conformidade com as normas técnicas e exigências dos Bombeiros.
A atuação do CTE no mercado de long stay
Quando há falhas na gestão de obras, as consequências se manifestam na forma de prazos não cumpridos, descolamento de custos em relação ao orçamento e comprometimento da qualidade final.
Com mais de três décadas de atuação, o CTE apoia construtoras e incorporadoras na gestão técnica de todo o processo de implantação de empreendimentos, desde a concepção de produtos, discussão de soluções técnicas, engenharia de custos, coordenação e compatibilização de projetos até o gerenciamento da obra. Quer estruturar seu projeto de long stay com inteligência? Então, não deixe de falar conosco!
Jogo rápido: perguntas frequentes sobre empreendimentos long stay
O que é um empreendimento long stay?
É uma modalidade de locação imobiliária por períodos estendidos, geralmente a partir de três meses.
Quais são as principais vantagens para o morador?
Menos burocracia, mais comodidade e flexibilidade de contrato.
Como funciona a questão contratual?
Ao contrário dos aluguéis tradicionais regidos pela Lei do Inquilinato, os empreendimentos long stay operam sob a égide da Lei Geral do Turismo, caracterizando-se como contratos de hospedagem. Isso garante a agilidade na reserva e a saída descomplicada.
O que impulsiona o mercado de long stay?
Mais do que uma alternativa de moradia, o long stay vem se consolidando como uma resposta estratégica às novas dinâmicas do mercado imobiliário, que prioriza a fluidez, a experiência do usuário e o uso eficiente do capital.


