Eficiência e rigor técnico no gerenciamento de obras logísticas no Nordeste

Parte do condomínio Cone Multimodal, no município de Cabo de Santo Agostinho (PE), o Galpão G3 conta com localização estratégica e acesso direto à rodovia que leva ao Porto de Suape. O empreendimento foi construído com mais de 71 mil metros quadrados de área bruta locável e 136 docas. 

O projeto nasceu com caráter especulativo, prevendo dois galpões paralelos. No entanto, ainda na fase de obras, o perfil do empreendimento mudou drasticamente com o fechamento do contrato de locação com o Mercado Livre. Essa guinada exigiu uma gestão extremamente ágil para absorver as inúmeras adequações de projeto demandadas pela gigante do e-commerce, gerando desafios críticos de prazo e logística.

Conversão de dois galpões em um

Contratado por um período de quinze meses, o gerenciamento de obras conduzido pela equipe do CTE foi determinante para que o projeto fosse concluído com sucesso, mitigando retrabalhos e alinhando entregas às expectativas do investidor. “Conseguimos paralisar a obra no ponto exato para que nenhuma frente precisasse ser refeita”, revela Julia Straforini, gerente de contratos do CTE.

Entre as principais exigências do novo locatário estava a conversão dos dois galpões em uma única nave, mais ampla. Outra demanda foi o dimensionamento para uma população de usuários muito superior ao padrão de galpões logísticos convencionais. Para comportar esse contingente, foi necessária a ampliação das estruturas de apoio — como vestiários e restaurante —, além da revisão completa das instalações hidráulicas e elétricas, incluindo o redimensionamento da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Controles rigorosos e foco na terminalidade

Para garantir que as novas exigências técnicas fossem implementadas sem comprometer a entrega final, o CTE atuou com uma equipe residente no canteiro, composta por um gerente de engenharia e um profissional administrativo. Enquanto o primeiro dedicou-se exclusivamente aos controles de qualidade e prazos, o segundo encarregou-se de validar a gestão financeira, incluindo contratos, medições e fluxos de pagamentos.

Todo o trabalho foi direcionado para minimizar os impactos orçamentários decorrentes de alterações de escopo e assegurar a máxima previsibilidade financeira. Como a obra adotou o regime de Preço Máximo Garantido (PMG), a atuação do gerenciamento foi crucial para garantir a saúde do fluxo de caixa e a conclusão do projeto dentro das metas, proporcionando total tranquilidade ao contratante. 

“O controle do PMG foi um desafio central nesse projeto, diante de variações relevantes em algumas contratações. Monitoramos cada detalhe por meio da aprovação rigorosa de fornecedores, medições e notas fiscais”, explica Julia Straforini.

A metodologia do CTE para esse modelo de gestão integra-se perfeitamente aos sistemas do cliente. O escopo de atuação abrangeu o controle de cronograma e qualidade, o monitoramento contínuo do orçamento até a entrega e a gestão de legalizações sob responsabilidade da construtora, do cliente ou de consultores terceirizados. Além disso, a equipe acompanhou de perto o efetivo de obra, os indicadores de segurança do trabalho e a conformidade da documentação trabalhista. O escopo incluiu, ainda, um robusto comissionamento de instalações, com auditorias in loco para certificar o perfeito funcionamento dos sistemas em relação ao projeto executivo.

Comunicação estratégica para tomada de decisão

Um dos pilares para o sucesso das obras no Galpão G3 foi a gestão da comunicação centralizada, garantindo transparência sobre custos, legalizações e documentação. 

Foi realizado um mapeamento detalhado de stakeholders para definir matrizes de responsabilidade e fluxos de aprovação customizados, respeitando o nível de participação desejado pelo contratante. Além disso, a comunicação técnica com a construtora foi estruturada por meio de relatórios semanais e reuniões de alinhamento.

“A grande importância do nosso trabalho é sintetizar o alto volume de dados e acontecimentos do canteiro em informações simples, claras e objetivas. Conseguimos destacar o que é um problema relevante, priorizar as demandas e separar o que deve ser reportado aos investidores daquilo que deve ser resolvido diretamente na obra. Em suma, traduzimos a complexidade técnica para garantir tomadas de decisão rápidas”, pontua Julia Straforini.

Eficiência e rigor técnico no gerenciamento de obras logísticas no Nordeste