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Eventos climáticos extremos reforçam o valor da resiliência para as cidades

29 de junho de 2022

O aumento da intensidade e da frequência de eventos climáticos extremos tem colocado a população e a economia global diante de ameaças sem precedentes. O mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) estima que mais de 40% da população mundial está altamente vulnerável ao estado do clima.

Não estamos nos referindo a fenômenos que ocorrerão em um futuro distante, mas às tragédias contemporâneas. Na última década, como resultado das mudanças climáticas, a mortalidade provocada por eventos climáticos extremos foi 15 vezes maior em regiões mais desprotegidas. Entram nessa conta as mais de 230 vidas perdidas em Petrópolis (RJ) em fevereiro deste ano, em mais um caso de tempestade seguida de deslizamentos.

Na América do Sul, além de mortes diretas, a maior ocorrência de eventos climáticos graves deve gerar outras consequências devastadoras, de falhas no abastecimento de água e de energia a danos à produção agrícola e ao aumento da desigualdade social.

Esse cenário alarmante reforça a necessidade de mobilização global para uma redução drástica das emissões de gases do efeito estufa. Ele também enfatiza a necessidade de se adotar medidas imediatas para tornar as cidades mais resilientes perante esses fenômenos. 

Segundo as Nações Unidas, quatro bilhões de pessoas vivem nos centros urbanos. Até 2050, mais de dois terços da população mundial viverá nas cidades.

Como criar uma cidade resiliente?

De acordo com a ONU, as cidades resilientes são aquelas capazes de resistir, absorver, adaptar-se e recuperar-se dos efeitos de um desastre de maneira eficiente, preservando suas estruturas básicas e funções essenciais, minimizando as perdas humanas e evitando que o patrimônio seja destruído.

Myriam Tschiptschin, gerente da Unidade Smart Cities do CTE, explica que há múltiplas ações, com resultados comprovados, capazes de tornar as áreas urbanas mais preparadas para lidar com os desafios impostos e melhorar a vida de seus cidadãos. Todas elas nascem de um bom projeto urbano, preocupado em garantir às cidades condições para atravessar momentos de crise com o mínimo de danos.

As práticas podem envolver estratégias low-tech, focadas na recuperação e manutenção de ecossistemas e no planejamento urbano. 

Nesse grupo estão o desenvolvimento de espaços públicos multifuncionais, flexíveis e adaptáveis, que oferecem uma resposta melhor em situações de crise, e as soluções baseadas na natureza para resgatar o ciclo hidrológico das águas. Também merece destaque o movimento de valorização do pedestrianismo, com medidas para estimular a mobilidade ativa e os modais de transporte não poluentes. 

Há, ainda, as tecnologias digitais (high tech), a exemplo do uso de sensores de monitoramento, alerta e alarme para proteção da infraestrutura e das pessoas em áreas de risco.

A Unidade Smart Cities do CTE atua em projetos de escala urbana e de infraestrutura com consultoria técnica nas áreas de sustentabilidade, tecnologia, inteligência e inovação. Abordamos o desenvolvimento urbano considerando conectividade, pedestrianismo, conforto ambiental, biodiversidade, eficiência energética, conservação hídrica, gestão de resíduos, materiais sustentáveis, governança e desenvolvimento local da conceituação à construção e operação. Entre em contato para falarmos mais a respeito!

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