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O segmento da Construção Civil diante da pandemia do coronavírus

26 de março de 2020

Estamos diante de uma crise econômica sem precedentes na história recente da humanidade. Essa é a constatação de especialistas do mundo todo em relação à crise provocada pelo novo coronavírus na economia mundial!

As principais bolsas de valores do mundo operam com quedas acentuadas – a Dow Jones, cerca de 23%, e as da Europa, uma média de 30% – e empresas já contabilizam prejuízos. Segundo a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o mundo deverá sofrer uma perda de US$ 2 trilhões em função da paralisia econômica provocada por esse inimigo invisível.

Nenhum setor está isento das consequências da crise que já se desenha e, por isso, a Construção Civil já acendeu a luz vermelha, temendo os impactos da pandemia.

O que esperar dos próximos meses? Há meios de se preparar para enfrentar os efeitos do COVID-19?

Esses e outras questões são o tema deste post. Continue a leitura e conheça o panorama que os especialistas traçam para a área da construção no Brasil. 

Efeitos do novo coronavírus na Construção Civil

Sem uma certeza em relação ao final da pandemia é difícil estabelecer um prazo para que a economia volte a girar – especialmente em um país, como o nosso, em que a economia já estava frágil antes dessa crise.

Uma das apostas para o crescimento econômico nacional, o setor da Construção Civil também vem sendo atingido em cheio por conta do novo coronavírus e agora precisa descobrir qual caminho seguir.

Após amargar cinco anos de dificuldade, entre 2013 e 2018, muitas empresas estavam otimistas em relação ao crescimento dos negócios. Mas esse cenário vem mudando nas últimas semanas, levando a maior parte das empresas de Construção Civil a adiar lançamentos e, até mesmo, suspender algumas obras já em andamento.

Na cidade de São Paulo, que recentemente aprovou uma Lei sobre licitações sustentáveis e onde há o maior número de obras, já há uma desaceleração na aprovação de projetos, provocada pelo Coronavírus.

Para quem atua na área, o momento não é bom para as construtoras e suas ações. Claudio Hermolin, presidente da Brasil Brokers, segunda maior rede imobiliária do Brasil, diz que se a crise se alongar e havendo perda de postos de trabalho, “o ano será perdido para o segmento de renda média“, responsável por uma fatia de cerca 45% do mercado.

A Tecnisa não pretende fazer lançamentos a curto prazo e os plantões de vendas estão funcionando com escala reduzida devido à queda de visitação, segundo o seu presidente, Joseph Nigri. Enquanto isso, a Cyrela está acompanhando a pandemia para definir os próximos passos e a Trisul vem investindo em atendimento online, já que cada vez mais consumidores  pesquisam imóveis pela internet – até o momento, a empresa não percebeu alterações em seu volume de vendas.

Rodrigo Osmo, presidente da Tenda, acredita que essa crise diminuirá a capacidade de compras de muitas pessoas e os bancos terão mais restrições no momento de conceder crédito. Para a maior incorporadora do Brasil, a MRV, as obras e os lançamentos seguem os cronogramas, mas as vendas estão sendo realizadas individualmente, através de agendamentos evitando aglomerações.

Para o presidente do Secovi-SP, Basílio Jafet, em caso de desaceleração acentuada da economia, é provável que ocorra o “adiamento real” da compra. Mesmo assim o Secovi-SP mantém a expectativa de estabilidade de vendas de 2020, quando comparadas ao ano de 2019.

Como a Construção Civil pode enfrentar essa crise?

O mercado de FIIs, fundos de investimento imobiliário, é a modalidade de investimento que mais cresce no Brasil. E enquanto o Ibovespa caiu 7% ou mais ao dia – por conta do COVID-19 -, o IFIX (principal benchmark de FIIs), teve queda bem menor: -1,5%, demonstrando a capacidade de resiliência do setor.

Sendo assim, para profissionais do mercado de investimentos, as perdas que devem ocorrer agora, poderão ser revertidas no prazo de 12 meses ou até dois anos, o que não deixa de ser um alívio diante de uma crise tão gigantesca – leia artigo sobre qualidade e crescimento na construção.

Mas qual o caminho dessa recuperação? Com a palavra executivos do setor.

Claudio Hermolin, da Brasil Brokers, aposta na propensão da classe média alta em investir em imóveis, vistos por eles como uma moeda forte, também em momentos de crise. Enquanto Rodrigo Osmo, da Tenda, acredita que o caminho é a aquisição de terrenos – a incorporadora quer reduzir a parcela paga em caixa e buscar melhores condições comerciais.  Além disso, acredita que a alta demanda da habitação popular fará com que esse segmento se recupere com mais agilidade.

Pela Trisul, Jorge Cury comunica que mantém as metas de lançamento e aposta na negociação e busca de terrenos. Segundo ele, a empresa ainda se mantém otimista em relação ao controle da pandemia. Já Raphael Sampa, da SF Consultoria Imobiliária, informa queda na visita a imóveis, mas aumento nas consultas pela internet, inclusive com aumento no recebimento de propostas.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por sua vez, apresentou ao governo federal sugestões de medidas – crédito, atraso de pagamentos, contratações, impostos. Também iniciou ações com o Sebrae sobre seguro desemprego e contratação de especialistas, tudo para apoiar a Construção Civil nesse momento delicado.

O novo coronavírus trouxe muitos desafios ao mundo, mas é possível enfrentar essa crise. E a Construção Civil – setor estratégico que gera milhares de empregos e impacta outros segmentos, fazendo girar a economia – terá papel essencial na retomada econômica brasileira.

O Centro de Tecnologia de  Edificações (CTE), empresa que estimula a produtividade e o crescimento sustentável na construção, está preparada para oferecer o apoio necessário para fazer frente à crise causada pelo novo coronavírus. Basta entrar em contato e estaremos à disposição para conversar sobre o assunto.

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