Conforto acústico: importante para o desempenho das edificações e bem-estar dos usuários

Soluções simples podem reduzir os níveis de ruído nos ambientes construídos e impactar positivamente na qualidade de vida das pessoas

 

Há uma máxima popular que diz que a melhor forma de se conseguir silêncio absoluto em um restaurante lotado é espatifando um prato no chão. Quem já presenciou uma situação dessas sabe muito bem como é. O som da louça se partindo em pedaços atravessa as mais densas conversas entre famílias, brigas de casais e confraternizações de trabalho. Em uma fração de segundos, o pandemônio da hora do almoço é substituído por um silêncio de biblioteca marcado por olhares curiosos, bocas entreabertas diante de garfos suspensos no ar, garçons prendendo o último fio de ar e criancinhas largando talheres para tampar os ouvidos enquanto fazem uma careta de quem sabe que vai levar bronca do pai. 

O exemplo acima dá uma pequena noção do que um incômodo sonoro pode causar. No dia a dia, moradores de qualquer cidade são atormentados por uma sinfonia de ruídos contínuos que, se não causam o mesmo impacto do “case” do restaurante, definitivamente ajudam a trazer uma série de malefícios. Irritabilidade, insônia e falta de concentração são apenas alguns deles – basta se imaginar tentando estudar enquanto o dentista da casa ao lado realiza uma obturação para ter noção do mal que sons indesejados podem causar. O assunto é tão sério que a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o ruído uma questão de saúde pública. 

Para combater o problema, o setor da construção lançou mão de suas armas e iniciou um processo de normatização sem volta. Em julho de 2013, tornou-se obrigatória a aplicação da NBR 15.575 nos edifícios residenciais projetados e construídos a partir desta data. Conhecida como ‘Norma de Desempenho’ das edificações, alguns de seus requisitos tratam exatamente da qualidade acústica dos edifícios para maior conforto e bem-estar dos usuários. Para auxiliar mais ainda na redução de ruídos, em novembro de 2017 foi publicada uma nova edição da NBR 10.152, que estabelece procedimentos a serem adotados para a realização de medições e valores de referência para fins de avaliação sonora de ambientes internos a edificações.

Ao longo dos anos, também foram desenvolvidas pela indústria da construção civil infinidades de soluções visando garantir maior conforto acústico para ambientes internos e externos. No caso do exemplo do restaurante, um bom tratamento acústico jamais evitaria que os estilhaços do prato deixassem de fazer ruído, mas certamente dificultaria a sua propagação, reduzindo significativamente o incômodo causado. Seria como comparar os efeitos de um grito dado a plenos pulmões dentro de uma caverna ou dentro de uma loja de tapetes orientais. Se no primeiro caso a reverberação deixa no ar um déjà-vu sonoro que parece não ter fim, no segundo a tapeçaria espalhada pelo ambiente absorve as ondas de som, fazendo com que o mesmo desapareça diante das barreiras persas. 

 

 

Problemas x Soluções

Um dos segmentos que mais buscam conforto acústico em suas dependências é o educacional. O motivo é bastante evidente. Salas de aula barulhentas dificultam a concentração dos alunos e exigem esforço redobrado dos professores para que sejam ouvidos, algo que, a longo prazo, pode trazer vários problemas às cordas vocais. 

“Aplicações de placas acústicas em paredes e tetos são certeiros para resolver esse tipo de situação”, explica Rodrigo Ratão, Gerente Técnico e Marketing da Isover. A empresa, uma multinacional líder global em materiais para isolamento térmico e acústico, tem inclusive uma linha de produtos que alinha eficiência e estética: a Decorsound. “Temos uma variedade de formatos e cores, que além de melhorarem a acústica do ambiente, o torna bastante atraente. Em escolas, uma boa combinação de cores deixa a sala de aula ainda mais amigável”, comenta.

O mesmo ocorre em residências. Um bom tratamento evita que o som da sala de TV chegue ao quarto bebê, melhora o conforto de uma sala de estar e ainda pode evitar que o tradicional som da descarga do vizinho chegue aos ouvidos de quem não deve. Fábricas, hospitais e vários outros segmentos estão cada vez mais atentos à questão. “Não estamos falando de mero requinte. Trata-se de uma questão de saúde”, salienta Ratão.

As empresas também já se atentaram à questão. “Ser produtivo em um escritório é praticamente impossível quando o ruído fornece uma distração indesejada”, observa Adriana Hansen, gerente de projetos sustentáveis do CTE. Essa afirmativa, segundo Hansen, é subsidiada por um estudo desenvolvido em 2005 por Wright, sobre produtividade humana no trabalho, no qual 99% das pessoas entrevistadas informaram ter sua concentração afetada por conversas de fundo e ao telefone.

A má acústica das edificações e de seus ambientes internos é uma das principais causas de insatisfação entre os ocupantes, e está comprovado que ambientes ruidosos interferem diretamente no conforto acústico dos usuários e no desempenho de suas atividades. “Por isso, orientamos nossos clientes na elaboração de projetos que atendam às normas técnicas, especificando materiais e equipamentos que colaboram no atendimento de níveis aceitáveis de ruído”, ressalta Hansen.

 

 

Sustentabilidade

A tecnologia vem se aprimorando a cada ano e ganhando novos benefícios. Agora, além de garantir qualidade acústica, colaboram com o meio ambiente. 

A indústria vem aderindo ao movimento da sustentabilidade na construção – que se fortaleceu no Brasil com as certificações LEED de edificações –, tanto para melhorar seu posicionamento no mercado quanto de seus produtos em relação a este tema. “Temos orientado os fabricantes em consultorias diferenciadas, que vão desde análises do ciclo de vida de um produto, dos impactos ambientais de sua composição, até a possibilidade de se obter certificações reconhecidas internacionalmente; e este trabalho vem no sentido de alinharmos toda a cadeia produtiva da construção com a ideia de edificações e ambientes realmente sustentáveis”, afirma Hansen.

A própria Isover utiliza 65% de material reciclado na composição de suas principais soluções, o que rendeu à empresa o título de única brasileira do segmento com certificação EPD (Declaração Ambiental de Produto). O selo é concedido após rigorosa verificação de uma série de critérios e ainda contribui com pontuação nos critérios de avaliação para a certificação LEED.

“A lã de vidro, que é a principal matéria-prima de nossos produtos, tem origem sustentável”, recorda Ratão. O material também possui um alto desempenho térmico, podendo ser utilizado em sistemas como Light Steel Frame, Construção em Container e principalmente na própria alvenaria convencional, melhorando o conforto térmico das construções e com isso, gerando uma grande redução no uso de ar condicionado, levando à economia de energia elétrica e redução do consumo de recursos naturais utilizados na geração de eletricidade.

Como visto, muitos problemas aparecem de onde menos se imagina. O bom é que uma solução simples, analisada e prevista em projeto, é capaz de trazer resultados incríveis, impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas.

Fontes: Isover e CTE

 

Para conhecer as soluções para isolamento termoacústico da Isover, acesse: http://www.isover.com.br

Para saber mais sobre consultorias do CTE para conforto acústico, fale com
Adriana Hansenadriana@cte.com.br