Curtas da Construção

Bancos veem aumento de risco com mudança na administração da Gafisa - As mudanças anunciadas na administração  Gafisa na sexta-feira foram vistas por analistas do mercado como um elemento extra de risco aos papéis da companhia. A visão do mercado é de que, o ajuste na empresa é necessário, mas que a inexperiência da nova administração pode pesar contra a incorporadora de imóveis. (Valor, 01/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Fundo GWI troca presidente da Gafisa - O conselho de administração da Gafisa aprovou, reunião realizada ontem, o nome de Mu Hak You como presidente do colegiado da companhia. O investidor coreano, dono da GWI, assumiu o cargo após destituir o antigo conselho na terça-feira. A empresa também modificou a presidência executiva da companhia, colocando à frente da construtora a executiva Ana Recart, que também atuava no fundo GWI. O cargo era anteriormente ocupado por Carlos Calheiros. Além da principal posição executiva, Ana Recart assumirá, interinamente, as diretorias financeira e de relações com investidores da empresa. A GWI é vista no mercado como uma espécie de investidor ativista - que compra grande quantidade de ações em Bolsa com o objetivo de influenciar a administração. Companhias como Marfrig, Saraiva e Lojas Americanas já tiveram o empresário como sócio. (O Estado de S. Paulo, 29/09/18)

Governo contrata mais de 61 mil unidades do 'Minha casa' - O governo abriu nova seleção para contratação de 61.659 unidades habitacionais através do programa "Minha casa, minha vida". Essa fase do programa vai atender famílias de baixa renda, na faixa 1, com ganho mensal de até R$ 1.800. A lista de propostas habilitadas para contratação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas ainda não há prazo para conclusão das obras. No Rio, a proposta contempla dois condomínios em São Gonçalo, na Região Metropolitana, com total de 500 unidades habitacionais. As construtoras interessadas deverão apresentar toda a documentação necessária à análise das operações às instituições financeiras em até 30 dias. As contratações das propostas selecionadas ocorrem em até dois meses. Mas ainda não há prazo para finalização dos projetos. Para o ministro das Cidades Alexandre Baldy, as novas moradias representam mais investimentos e geração de empregos no país. De acordo com a pasta, 34.118 mil unidades habitacionais serão construídas para atender famílias com renda mensal de até R$ 1.800 integrantes de grupos associativos e residentes em áreas urbanas, e 27.541 mil destinadas às famílias com renda anual bruta de até R$ 17 mil, residentes em áreas rurais. As famílias participantes serão selecionadas em etapa posterior, segundo o Ministério das Cidades. (Extra, 29/09/18)

Crescem os lançamentos - Os lançamentos de imóveis cresceram 21,4% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período do ano passado. O levantamento foi feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Segundo o estudo, os lançamentos de imóveis novos somaram 45.113 unidades nos sete primeiros meses deste ano. Nos últimos doze meses encerrados em julho, 90.463 unidades foram lançadas, representando uma expansão de 23,9%. No acumulado deste ano, os lançamentos de imóveis de alto e médio padrão cresceram 103,6%, já os enquadrados no Minha Casa Minha Vida (MCMV) subiram 1,5%. (O Estado de S. Paulo, 30/09/18)

Expansão - A imobiliária Lopes está expandindo o seu modelo de franquias e pretende abrir mais 40 lojas até o fim de 2018. Neste ano, 25 unidades já foram inauguradas. Neste modelo de negócios, as franqueadas pagam à Lopes um royalty, isto é, um porcentual sobre as intermediações, em troca do uso da marca e do acesso a um banco de dados mais detalhado sobre o mercado imobiliário. Com mais lojas, as vendas do grupo subiram. No segundo trimestre deste ano, as franquias venderam imóveis correspondentes a um valor de R$ 586 milhões, 130% a mais que no mesmo período no ano passado, gerando R$ 2,3 milhões de royalties à Lopes. (O Estado de S. Paulo, 30/09/18)

Excessos simples - O arquiteto paulistano Luciano Dalla Marta comemora 20 anos de carreira com um desafio: assina sua primeira linha de mobiliário, que ele descreve como "simples e arrojada, com alguns excessos calculados." Suas peças, de formas minimalistas, mesclam elementos naturais, como mármore e madeira, alinhados e sobrepostos com acabamentos em metal. Na linha de poltronas e sofás, o arquiteto - e agora, designer - usou e abusou do veludo em cores fortes. "Já desenho peças para meus projetos há anos, mas agora senti uma forte vontade de criar uma história completa", explica. "A arquitetura estará sempre em primeiro lugar na minha vida, mas acredito que é sempre bom arriscar novas frentes." As peças estarão expostas no Estúdio LDM. (O Estado de S. Paulo, 30/09/18)

Expansão - A NOVI Soluções Financeiras, especializada em crédito com garantia de imóvel, registrou um aumento de 30% no volume de crédito originado entre junho e setembro, após a fusão com a Barigui Promotora de Crédito. No acumulado do ano até setembro, as originações somaram aproximadamente R$ 40 milhões. A nova empresa manteve a marca NOVI e tem atualmente uma carteira de crédito de R$ 300 milhões, com mais de 800 parceiros em todo o Brasil. A expectativa da companhia é de que a carteira de crédito imobiliário ultrapasse R$ 1 bilhão nos próximos três anos. (O Estado de S. Paulo, 29/09/18)

Eleições têm efeito negativo para infraestrutura, indica pesquisa - O afunilamento do cenário eleitoral reduziu o ânimo dos investidores em infraestrutura neste segundo semestre, ampliando a leitura do efeito negativo das eleições para o desenvolvimento do setor. A visão é que os efeitos podem continuar, inclusive, no médio prazo. Segundo levantamento do GRI Club, associação que reúne líderes dos setores de infraestrutura e imobiliário, 47,3% dos cerca de 110 investidores, empresários e altos executivos entrevistados apontaram que a corrida eleitoral traz impacto negativo para os negócios. Para outros 31,3%, os efeitos são positivos, e 21,4% dizem ter efeito neutro nos negócios. (Valor, 01/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Inadimplência no mercado imobiliário pode prejudicar bancos - De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinícius Costa, a rapidez no procedimento de execução da dívida pode ser um tiro no pé da instituição financeira. Isso porque o banco trabalha com dinheiro, que no caso é um bem móvel. Empresta para terceiros e remunera seu capital emprestado através de juros e demais taxas cobradas. “A partir do momento que se tem a tomada da propriedade de um imóvel como forma de pagamento de uma dívida, o banco deixa de receber dinheiro e passar a receber o bem imóvel. Nessa situação, cabe à instituição financeira c olocar o imóvel à venda novamente para transformar o bem imobilizado em capital e como isso emprestar o valor a outra pessoa que o remunerará conforme o contrato firmado”, afirma. O problema é quando o mercado não está propício para aquisição de imóveis. Nesse caso, o capital imobilizado representa verdadeiro prejuízo, pois, além de não poder "emprestar" o imóvel a juros, muitas das vezes o banco terá custos com a sua desocupação, taxas inerentes ao próprio imóvel (condomínio e IPTU), custos para divulgação da venda e honorários de eventual leiloeiro. “Isso tudo é contabilizado como prejuízo para instituição financeira, já que o retorno do capital só se dá através da venda do próprio bem”, pontua Vinícius Costa. Não há dúvidas de que um financiamento habitacional é um contrato seguro para instituição, seja porque tem uma remuneração consideravelmente elevada se comparada a taxa de juros empregadas em outros países, seja porque o empréstimo é garantido pelo próprio imóvel o que reduz o risco do negócio. “Contudo, a inflexibilidade das instituições em negociar as dívidas dos mutuários pode se tornar o pior cenário para uma instituição financeira, pois ela pode acabar tendo mais capital imobilizado que mobilizado, dificultando o giro no mercado”, finaliza o presidente da ABMH. (Investimentos e Notícias, 01/10/18)

Fundo imobiliário Mérito cai mais 10% na sexta-feira após perder 23% - O fundo de investimento imobiliário Mérito Desenvolvimento caiu mais 10% hoje, acentuando as perdas em dois dias de negócios após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizar a volta das cotas ao mercado. A negociação das cotas do Mérito foi suspensa em 18 de julho, sob suspeita de fraude e pirâmide financeira. Ontem, primeiro dia de negociação após o fim da suspensão, a cota caiu 23%. A administradora do fundo, a Planner Corretora, e a gestora Mérito Investimentos tiveram de modificar a forma de cálculo dos rendimentos e reapresentar os balanços de todos os meses deste ano e explicar a forma como estimaram os ganhos da carteira. O resultado foi uma queda de 10% do patrimônio do fundo após a revisão dos cálculos. O fundo também passará a distribuir rendimentos trimestralmente, e não mais mensalmente. E devolveu parte das taxas cobradas dos investidores nas ofertas públicas de cotas para aumento de capital. A cobrança de taxas nas ofertas de cotas foi vista pela CVM como um risco de pirâmide financeira, já que os investidores novos pagavam parte do rendimento dos antigos. A CVM estima que 23% dos rendimentos distribuídos pelo Mérito vinham dessas taxas. O fundo também distribuía rendimentos de forma regular, apesar de ser uma carteira de desenvolvimento imobiliário, comprando terrenos para construir ou revender, situação que não garante muita previsibilidade dos retornos. Um modelo diferente de outros fundos imobiliários, que compram ou constroem imóveis para alugar e, assim, ter um ganho previsível e estável para distribuir, os chamados fundos de renda. O cálculo do rendimento era feito pela valorização dos imóveis, estimada pela administradora. A CVM entendeu que os valores deveriam ser os históricos de compra acrescidos das despesas e investimentos. E os rendimentos deveriam vir do ganho de capital nas vendas dos projetos. A distribuição regular dos rendimentos e o percentual elevado atraíram muitos investidores pessoas físicas. O Mérito tem 8 mil investidores, um dos mais populares do mercado. (INVESTING, 01/10/18)