Curtas da Construção

Mercado imobiliário cresce no primeiro semestre de 2018, diz CBIC - De acordo com a pesquisa de indicadores imobiliários da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), realizada em parceria com o Senai Nacional, a quantidade de lançamentos e vendas de imóveis residenciais cresceu consideravelmente no segundo trimestre de 2018. Na comparação com o trimestre anterior, o número de vendas teve alta de 17,3%, com 29.951 unidades comercializadas. Frente ao mesmo período do ano passado, o aumento foi de 32,1% -o que, segundo o CBIC, indica uma nítida melhora do mercado imobiliário no agregado de 2018. Em relação aos lançamentos, os valores foram ainda mais expressivos. O número de unidades lançadas chegou a 25.485, aumento de 119,7% em relação ao trimestre anterior, e de 19,9% face ao mesmo trimestre de 2017. Para o CBIC, estes "dados apontam que não apenas há uma recuperação no ano, mas também um incremento relativo ao mesmo período, o que significa, malgrado o humor do mercado, um primeiro semestre de 2018 com mais atividade no setor." O estoque de imóveis disponíveis, por sua vez, registrou queda de -1,1% (124.715 unidades) comparando ao trimestre anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve queda de 14,35%. A pesquisa aponta que a redução mais tímida do estoque é resultado do grande acréscimo de unidades lançadas, em proporção maior do que as vendas no período. O CBIC explica ainda que os resultados positivos do primeiro semestre de 2018, indicam, possivelmente, um fechamento do ano com melhor performance para o mercado imobiliário, mas que o aspecto da variável eleitoral pode afetar esse desempenho. (AECWeb, 11/09/18)

Santander faz ofensiva no crédito imobiliário - De olho em abocanhar uma fatia maior no crédito imobiliário, o Santander Brasil está fincando de vez os pés na linha pró-cotista, que financia imóveis com taxas menores para trabalhadores com recursos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Depois de ingressar neste segmento no início de agosto para obras financiadas pelo próprio banco, agora, o espanhol foi além e passou a mirar também os demais imóveis. Assim, o Santander passa a atuar na linha pró-cotista em unidades, cujas obras estão sendo financiadas pela concorrência. As condições incluem cota máxima de até 80% do valor do imóvel, prazo máximo de 30 anos e taxa de juros de 8,4% ao ano. Procurado, o banco Santander não se manifestou sobre sua ofensiva na linha pró-cotista. Além do banco Santander, o Bradesco também se prepara para atacar a linha pró-cotista no ano que vem, a partir de janeiro. Já o Itaú Unibanco não pretende explorar este segmento ao menos no curto prazo. A chegada dos bancos privados à linha pró-cotista, na qual já avaliavam o ingresso desde o início do ano, ocorre em meio ao esgotamento desses recursos nos pares públicos no caso de imóveis usados. Já para moradias novas, tanto a Caixa Econômica Federal quanto o Banco do Brasil ainda possuem recursos disponíveis. Procurado, o Bradesco confirmou a data de seu ingresso no pró-cotista. A Caixa informou que a linha para imóveis usados ainda está suspensa. O BB ressaltou que "os clientes podem financiar imóveis residenciais novos pelo pró-cotista". (O Estado de S.Paulo, 11/09/18)

Mais recursos para o crédito à habitação - Agosto foi o melhor mês do ano para os depósitos de poupança, que registraram captação líquida de R$ 4,4 bilhões no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de R$ 5,9 bilhões, se forem incluídos os depósitos na caderneta rural do Banco do Brasil. O aumento da captação permitirá que os bancos possam ampliar a oferta de crédito imobiliário para atender à demanda que, historicamente, tende a crescer nos finais de ano. Quase a metade da captação líquida deste ano no SBPE, de cerca de R$ 9 bilhões, ocorreu no mês passado. Incluída a poupança rural, o ingresso líquido dos primeiros oito meses de 2018 atingiu quase R$ 17 bilhões. A demanda de crédito no SBPE está em recuperação. Entre janeiro e julho, foram financiados no SBPE 118,5 mil imóveis, no montante de R$ 30,2 bilhões, incluídas as operações com mutuários finais e incorporadores. O crescimento em relação a igual período de 2017 foi de 19,7% no número de unidades e de 21,9% no montante financiado. (O Estado de S.Paulo, 11/09/18)

Sinal positivo - Um sinal positivo para a demanda de imóveis usados foi registrado em julho pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Crecisp). Após três meses negativos, as vendas de imóveis usados cresceram 38,52% na cidade de São Paulo, melhor resultado do ano. Comparando os primeiros sete meses de 2017 e de 2018, o saldo acumulado de vendas avançou 34,29%. O crescimento da oferta de recursos traz efeitos visíveis. Por exemplo, vem estimulando a competição entre os bancos para contratar operações de crédito. As maiores instituições do setor, públicas e privadas, anunciaram nas últimas semanas reduções nas taxas de juros cobradas dos clientes. Se a tendência se sustentar favorecida pela inflação contida, mais famílias se sentirão motivadas a contratar financiamentos de longo prazo. O estoque de recursos depositados nas cadernetas de poupança do SBPE alcançou R$ 590 bilhões em agosto, com crescimento de 4,7% em relação a dezembro de 2017 e de 10,6% em 12 meses. Haverá, assim, um colchão de recursos nas cadernetas para financiar a moradia, notadamente destinada à classe média. Se o horizonte econômico do País se desanuviar com as eleições do mês que vem, com predomínio da racionalidade da política macroeconômica, o setor imobiliário poderá ser muito beneficiado em 2019. (O Estado de S.Paulo, 11/09/18)

Venda de materiais de construção no Brasil cresce 0,5% em agosto, diz Abramat - O faturamento deflacionado da indústria brasileira de materiais de construção em agosto subiu 0,5 por cento ante igual mês do ano passado e 1,2 por cento sobre julho, informou nesta quarta-feira a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de materiais de base, que cresceram 2,1 por cento sobre agosto de 2017, enquanto as de itens de acabamento caíram 1,6 por cento na mesma comparação, mostrou o levantamento. No acumulado do ano até agosto, o setor faturou 1,2 por cento a mais que nos oito primeiros meses de 2017, apurou a Abramat. Em 12 meses, o crescimento é de 1,9 por cento, segundo a associação. "Observamos um mês de estabilidade nos nossos indicadores, mantendo a tendência de retomada do crescimento. Nossa expectativa é de continuidade para essa recuperação do setor até o final do ano", disse Rodrigo Navarro, presidente da Abramat, em nota. A associação manteve a expectativa de fechar 2018 com um crescimento de 1,5 por cento no faturamento deflacionado, citando expectativa de retomada de obras paradas e continuidade da boa participação do varejo nas vendas. A Abramat ainda citou estabilidade em agosto no nível de emprego do setor de materiais de construção ano a ano. Na comparação com julho, contudo, o indicador registrou variação negativa de 0,1 por cento. Em 2018, a queda chega a 0,8 por cento. (Extra, 12/09/18)

Vendas de cimento no Brasil caem 2,4% em agosto, diz Snic - A indústria brasileira de cimento teve queda de 2,4 por cento nas vendas em agosto em relação ao mesmo mês de 2017, para 4,903 milhões de toneladas, informou nesta segunda-feira a entidade que representa o setor, Snic. No acumulado do ano, as vendas de cimento no país acumulam baixa de 1,7 por cento ante mesmo período do ano passado, somando 34,89 milhões de toneladas. Em 12 meses, as vendas totalizaram 52,7 milhões de toneladas, volume 2,6 por cento inferior aos 12 meses anteriores. Para 2018, a Snic manteve a previsão de que setor deve registrar uma queda entre 1 por cento e 2 por cento, engatando o quarto ano seguido de baixa e acumulando retração de 26 por cento desde 2014. Segundo o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna, o fraco desempenho dos indicadores econômicos aliado ao efeito da greve dos caminhoneiros e o tabelamento do transporte vêm contribuindo para a piora dos resultados do setor. Penna destacou ainda que o frete vem pressionando cada vez mais o custo da fabricação de cimento. "O frete respondia por cerca de 30 por cento da receita líquida do produto. Após a recente elaboração de uma tabela que não obedeceu aos requisitos técnicos necessários, a situação se complicou. Com a publicação de sua correção na última quarta-feira, o custo do frete será elevado em aproximadamente 120 por cento, agravando ainda mais o quadro do setor", disse Penna, em nota. (Extra, 11/09/18)

Fundo imobiliário bate recorde de cotistas - Segundo os dados mais recentes divulgados pela B3, entre janeiro e julho deste ano, houve um salto no número de cotistas de fundos imobiliários, que passou de algo em torno dos 100 mil para os atuais 166,5 mil —recorde histórico. A corrida tem explicação: os fundos imobiliários estão em alta há dois anos e devem fechar 2018 também no azul. Especialistas recomendam os fundos imobiliários como uma alternativa para diversificar a carteira de investimentos. Eles são aplicações de renda variável, mas, diferente das ações, investem em imóveis em vez de empresas. O investidor compra cotas que têm participação em lojas de shoppings ou escritórios de um prédio, por exemplo. Assim como um imóvel próprio alugado, as cotas garantem uma remuneração mensal ao investidor. Porém, o retorno dos fundos pode ser maior, pois o gestor pode diversificar os investimentos e tem acesso a grandes empreendimentos. Outra vantagem dos fundos imobiliários é a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Porém, a venda das cotas com lucro é taxada em 20%. Além disso, esses fundos podem cobrar taxas de administração, gestão e performance. (Exame, 11/09/18)

Morador e visitante - A incorporadora BBC Boulevard Business vai iniciar neste mês a construção de um complexo hoteleiro e residencial em Holambra (SP). A obra deverá durar 20 meses e demandará, ao todo, cerca de R$ 40 milhões de investimentos. "A cidade recebe um milhão de visitantes ao ano devido ao mercado de flores, mas tem poucos hotéis", diz o presidente da marca, José Carlos de Oliveira Lima, que também dirige o Sinaprocim (da indústria de produtos de cimento). A empresa prevê desembolsar ao menos R$20 milhões nos primeiros 12 meses de obras. O hotel terá cem quartos divididos em duas torres, e o condomínio terá 60 apartamentos. O terreno onde o empreendimento será instalado tem 30 mil metros quadrados de área. Aparelhos como piscina e academia de ginástica serão usados tanto por hóspedes quanto por moradores. "Vamos usar o sistema de condo-hotel [em que são vendidas cotas do empreendimento a investidores]. A ideia é atrair pessoas físicas e também empresas", afirma o executivo. O condomínio deverá ser finalizado primeiro, após 18 meses de construção. (Folha de S.Paulo, 12/09/18)

Vila Galé compra terreno em São Paulo e planeja novo resort no NE - A rede portuguesa de hotéis Vila Galé acertou a compra de um imóvel em São Paulo por R$ 35 milhões, para abrir seu primeiro empreendimento na capital paulista, e planeja um novo resort no litoral baiano, orçado em cerca de R$ 150 milhões. Dona de 31 resorts e hotéis em Portugal e no Brasil, a companhia tem faturamento anual de EUR 175 milhões. (Valor, 11/09/18). Leia mais no Valor Econômico

Piso novo no pedaço - A fabricante de pisos e revestimentos Castelatto vai inaugurar uma nova linha de produção de itens de concreto arquitetônico em sua fábrica, em Atibaia (SP). O investimento total para a instalação é de R$ 30 milhões. Os recursos vêm do caixa da companhia, de financiamentos do BNDES (banco nacional de desenvolvimento) e instituições privadas. "Estamos no processo de instalação do maquinário, que vem de países como Alemanha, Espanha e Itália. A préprodução será iniciada em outubro", diz Gabriel Bertolacci, diretor da empresa. "Tínhamos capacidade ociosa na planta, mas decidimos implementar o novo sistema porque ganharemos em acabamento e resistência do material", afirma o executivo. A produção da companhia hoje se destina majoritariamente ao segmento de luxo. Cerca de 70% das vendas são ao mercado interno, e a exportação se dá para Estados Unidos e países da América do Sul, Europa e Oriente Médio. A empresa estima crescer 10% em receita neste ano. (Folha de S.Paulo, 11/09/18)

Impasse nas negociações coletivas - Como representante das empresas do setor imobiliário, o Secovi-SP conclui negociações coletivas de trabalho com 17 sindicatos do Interior, ABC, da Baixada Santista e com a Fethesp (Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado de São Paulo) – data-base 1º de maio de 2018. Todavia, as empresas das cidades de São Paulo, Barueri, Diadema, Guarulhos e São Caetano do Sul ainda não contam com uma norma específica definindo o reajuste salarial de seus empregados. Isso porque, persiste o impasse na negociação coletiva com o Seecovi, motivada principalmente por questões relacionadas à contribuição assistencial do sindicato de trabalhadores e por sua intransigência em firmar a Convenção Coletiva. Diante dessa indefinição, sugere-se às empresas aplicar a título de antecipação de reajuste, por mera liberalidade, de índice correspondente ao INPC acumulado até a data-base (1,69%), nos salários até R$ 5.500,00, e o valor fixo de R$ 92,95 para os salários de maior valor, tal como praticado em outras regiões do Estado. Mais informações em www.secovi.com.br, onde também é possível imprimir a guia de contribuição especial voluntária, com vencimento em 15/10. (O Estado de S. Paulo, 12/09/18)

Preço em agosto cai mais para baixa renda, diz Ipea - Em todos os níveis de renda houve deflação no mês passado. A deflação registrada entre as famílias mais pobres foi menor que a observada no mesmo mês de 2017 (-0,22%). No caso das famílias de renda alta, ocorreu o inverso: em agosto do ano passado, houve inflação, de 0,53%. Na perspectiva dos últimos 12 meses, a inflação acumulada pelas famílias de menor poder aquisitivo acelerou. Ela passou de 3,45% em julho para 3,55% no mês passado. (Valor, 12/09/18). Leia mais no Valor Econômico

IPC-Fipe registra alta de 0,40% na 1ª quadrissemana de setembro - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou alta de 0,40 por cento na primeira quadrissemana de setembro, depois de ter encerrado agosto com avanço de 0,41 por cento, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira. O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos. (Extra, 12/09/18)