Venda de imóvel usado cresce 38,52%

Depois de três meses no vermelho, as vendas de imóveis usados cresceram 38,52% em julho na cidade de São Paulo. Esse foi o melhor resultado registrado este ano pela pesquisa feita mensalmente pelo CRECISP. De janeiro a julho, o saldo acumulado de vendas é positivo em 34,29%.

A faixa de preços preferida dos compradores foi a de até R$ 6 mil o metro quadrado: 69,62% dos imóveis vendidos se encaixaram nesse valor.

Os proprietários forneceram descontos que variaram sobre os preços inicialmente pedidos. Na Zona A da Pesquisa CRECISP, o percentual de abatimento ficou em 10,04%. Na Zona B, de 9,67%; na C, de 9,75%; na D, de 6,7%; e na Zona E, de 12%.

As casas e apartamentos vendidos em julho distribuíram-se entre as Zonas A (36,57%); D (21,97%); C (17,08%); Be E (ambas com 12,19%).

O presidente em exercício do Cofeci – Conselho Federal de Corretores de Imóveis, José Augusto Viana Neto, acredita que o bom desempenho das vendas veio de “tratativas que estavam em andamento há meses. Com as férias, os pretensos compradores obtiveram um tempo maior para finalizar as negociações.” Ele acrescenta que a decisão de compra não é imediatista e que, neste caso, julho foi o mês do desenlace de prospecções e conversações que vinham se alongando.

“Não há uma regra geral nem um mês preferencial para o fechamento de vendas no mercado de usados, e o que aconteceu em julho pode ou não se repetir no ano que vem ou final do ano”, esclareceu Viana Neto. A estabilidade no mercado de imóveis só virá, destaca ele, com o crescimento da Economia e dos empregos, além da melhora nas condições do crédito imobiliário.

O presidente do Cofeci enfatizou que “não se pode falar em normalidade de mercado quando se tem a maioria das vendas sendo feitas à vista, como aconteceu em julho”. Segundo a pesquisa, 62,2% dos imóveis foram vendidos dessa forma e somente 32,92% com financiamento bancário. Houve ainda 3,66% de negócios fechados com pagamento parcelado pelos donos de imóveis e 1,22% por meio de consórcios.

Mas, enquanto as vendas ofereceram motivos para comemoração, o mercado de locação sofreu queda de 6,98% na Capital, em julho.

Mesmo assim, o saldo acumulado no ano está positivo em 5,06%. Os aluguéis novos aumentaram em média 0,81% em julho, também na comparação com o mês anterior.

A maioria dos novos contratos esteve limitada a um aluguel mensal de até R$ 1.200,00, faixa que alcançou um índice de 53,41% do total alugado.

O aluguel mais barato que a pesquisa CRECISP encontrou na Capital em julho foi de R$ 509,52 por casas de 2 cômodos situadas em bairros da Zona D, como Água Rasa, Penha e Pirituba. O aluguel mais caro – R$ 6.120,00 em média – foi o de apartamentos de 4 dormitórios em prédios de bairros da Zona B, como Chácara Flora, Brooklin e Sumaré.

O fiador foi figura dominante nos novos contratos de locação, presente em 38,35% do total, segundo a pesquisa do Conselho. Mas faltou pouco para que as locações garantidas pelo depósito de valor equivalente a três aluguéis o alcançassem – essa modalidade foi a adotada em 34,53% dos contratos.

As outras formas de garantia utilizadas em julho foram o seguro de fiança (16,37% do total de contratos), a caução de imóveis (8,24%), a cessão fiduciária (1,79%) e a locação sem garantia (0,72%).

Fonte: O Estado de S. Paulo, Economia, 08/09/2018