Curtas da Construção

Incorporadora só deve registrar receita 'nas chaves', confirma órgão - Está praticamente certo que as incorporadoras imobiliárias brasileiras passarão a ter registrar a receita da venda de imóveis na planta para clientes de classe média e classe média alta apenas na entrega das chaves, e não mais ao longo da obra, em um método conhecido como POC (do inglês "percentagem of completion"), como é a prática história adotada no país. (Valor, 13/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Uma alternativa para os distratos - Há pelo menos dois anos a atividade imobiliária vem constantemente sofrendo reduções. Outrora, um mercado próspero e sadio, responsável por elevar os índices de emprego e desenvolvimento do país, atualmente, amarga uma gigantesca crise econômica, com indicativos que refletem uma realidade completamente diferente. O cenário está pior como um todo, com ênfase para a derrubada dos índices relativos a emprego e investimento. (Valor, 13/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Nunca antes - A incorporadora Melnick Even, joint venture da paulista Even no Rio Grande do Sul, entregou um resultado de vendas em um lançamento que há tempos não se via no mercado imobiliário, um dos mais atingidos pela crise no Brasil. Localizado em Porto Alegre, o empreendimento bateu recorde ao alcançar, em apenas uma semana, 95% dos apartamentos e das salas comerciais vendidos. Esse patamar é bem superior ao registrado pela Even no primeiro semestre, quando comercializou, em média, 22% das unidades de todos os seus empreendimentos. O projeto de Porto Alegre é composto por um prédio com 140 apartamentos de um dormitório e por outro edifício com 168 salas comerciais. Juntos, somam R$ 98 milhões em valor geral de vendas. Os atrativos do projeto serão a presença de um shopping center Bourbon, com supermercado Zaffari, além de uma unidade do hospital Moinhos de Ventos. (O Estado de S. Paulo, 14/09/17)

Menos tetos - As vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo tiveram uma queda de 33% em julho, na comparação com junho deste ano, segundo o Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário). A redução é normal em um mercado que tem flutuações significativas, às vezes causadas por um único empreendimento com muitas unidades, afirma Flávio Amary, presidente da entidade. O número de vendas cresceu de 8.000 para 9.100 unidades nos sete primeiros meses deste ano, uma alta de 14% na comparação com o mesmo período de 2016. "Os juros têm um impacto direto, e podemos creditar um pedaço significativo dessa mudança à expectativa de diminuição da Selic (taxa básica da economia)". O ritmo de alta não deverá se acelerar até o fim deste ano, afirma. A expectativa é que só no médio prazo - de seis meses a um ano - as compras excedam os lançamentos. (Folha de S. Paulo, 13/09/17)

Shoppings e galpões em alta - As vendas no varejo cresceram em junho pelo terceiro mês consecutivo, o que levou os analistas a acreditar que o setor começou uma trajetória de recuperação. O início de retomada já teve efeitos no mercado imobiliário. Os fundos que investem em shoppings, galpões e outros empreendimentos logísticos usados como centros de distribuição pelos varejistas valorizaram de 20% a 30% em 2017. O valor dos aluguéis dos galpões subiu do patamar de 2016, segundo dados da consultoria imobiliária SiiLA, mas a previsão é de melhora para o setor. "Como há poucas construções, se a demanda crescer um pouco, a vacância vai cair", afirma Giancarlo Nicastro, presidente da SiiLA. (Exame, 13/09/17)

Material de construção - As vendas de material de construção no país seguiram em alta em agosto, na comparação mensal, mas ainda mostram retração frente a 2016, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Em agosto, o faturamento total deflacionado do setor subiu 6,2% frente a julho. Na comparação com um ano atrás, porém, houve queda de 2,9%. (Valor, 14/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Venda de cimento pode subir até 1% em 2018 - A desaceleração da queda nas vendas domésticas de cimento, que ainda assim devem encerrar 2017 com retração de 7%, levou algum otimismo à indústria. Os fabricantes, reunidos no Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), já trabalham com um cenário de estabilidade ou crescimento de até 1% em 2018, desempenho que poderá confirmar o fim do ciclo de três anos de encolhimento das vendas. (Valor, 12/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Madeira tipo exportação - A exportação de madeira serrada de pinus, uma das mais usadas na construção civil e na indústria, aumentou 22% em volume no primeiro semestre deste ano, segundo a Abimci (do setor). A categoria foi a que mais cresceu no período. Houve alta na demanda do México e dos Estados Unidos, afirma Paulo Pupo, superintendente-executivo da entidade. "A mudança de foco do mercado interno para o externo, que já existia no ano passado, continua", diz ele. "A tendência é que, até dezembro, o crescimento se mantenha nesse patamar." Um possível aumento da demanda americana devido ao estrago dos furacões que passaram pelo país só deverá ocorrer em 2018, afirma. "Deveremos sentir algum efeito em fevereiro ou março. O processo de reconstrução das casas destruídas é lento, devido a demora dos repasses de seguros." A venda de outros produtos também subiu, com exceção das chapas de madeira tropical, que teve queda de 6,5%. (Folha de S. Paulo, 14/09/17)

Batalha do lixo, agora, chega a condomínios comerciais - Além do aumento do IPTU, parte dos contribuintes cariocas terá mais uma despesa pela frente. Amparada por uma lei de 2001, a Comlurb decidiu deixar de fazer a coleta de lixo de condomínios comerciais e de uso misto que produzem grande quantidade de resíduos. A companhia alega que está apenas cumprindo à risca a lei de limpeza urbana nº 3.273, que estabelece o recolhimento de até 120 litros ou 60 quilos de lixo por contribuinte. (O Globo, 14/09/17)

Após o Cimento Social... - O prefeito Marcelo Crivella (PRB) quer construir um conjunto habitacional com 223 prédios que atenderia até 38 mil famílias no Rio das Pedras, via programa Minha Casa Minha Vida. A ideia é associar a revitalização do bairro, que incluiria a construção de área de lazer, à atual gestão. Por conta de questões técnicas, como alteração de gabarito, a medida precisará ser aprovada pela Câmara Municipal. (O Dia, 13/09/17)

XT Engenharia estuda modelo para disputar leilão da Ferrogrão - A carioca XT Engenharia, especializada na prestação de serviços de engenharia consultiva, gerenciamento e apoio à implantação de empreendimentos, está estruturando um modelo de negócios para participar do leilão da Ferrogrão, ferrovia de 1.142 quilômetros que conectará a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Estado do Pará. (Valor, 14/09/17). Leia mais no Valor Econômico

BRF investirá R$80 mi em novo centro de distribuição no Paraná - A BRF investirá 80 milhões de reais na construção de um novo centro de distribuição em Londrina, no Paraná, criando cerca de 600 vagas de emprego direta e indiretamente, informou nesta quinta-feira a empresa de alimentos. A previsão da companhia é de que as obras sejam concluídas até setembro de 2018. "O espaço será projetado para receber até 150 caminhões/dia, de diferentes portes, que irão movimentar até 15 mil toneladas de alimentos/mês", disse a BRF em nota. Segundo a empresa, o novo centro ocupará uma área com mais de 150 mil metros quadrados e será usado para armazenagem de produtos das marcas Sadia, Perdigão e Qualy, agilizando o atendimento a municípios do oeste paulista, do sul de Mato Grosso do Sul e do Paraná. Atualmente, a BRF já opera sete fábricas e dois centros de distribuição no Paraná, empregando mais de 17 mil funcionários na região. (Reuters, 14/09/17)

Mais fundos - O banco Ourinvest deve voltar a lançar fundos que investem em empreendimentos imobiliários. Os dois primeiros estão programados para sair até dezembro. O plano é captar cerca de 500 milhões de reais para investir principalmente em imóveis comerciais. O Ourinvest vendeu sua participação na empresa financeira-imobiliária Brazilian Finance & Real Estate ao banco BTG Pactual em 2011. (Exame, 13/09/17)

BRMalls pretende vender ativos ou montar fundo imobiliário - Por anos, a empresa de shopping centers BRMalls cresceu sustentada por um ritmo acelerado de aquisições, atingindo níveis de endividamento acima da média do setor, e por uma estrutura de governança corporativa que precisava avançar. Com pressão dos acionistas, há quatro meses houve mudança no comando. Dois meses atrás foi concluída a entrada de  recursos novos em caixa, com uma oferta de ações, que reduziu a alavancagem. Neste momento, a empresa discute a estratégia para seu portfólio. (Valor, 14/09/17). Leia mais no Valor Econômico

Juiz suspende ações e execuções contra PDG até assembleia de credores - O juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu ontem (13) manter a suspensão de ações e execuções contra a PDG, em caráter excepcional, além dos 180 dias previstos na lei de recuperação judicial e de falências (LRF), até a realização da assembleia de credores da empresa. Assim, foi determinado ofício aos juízos nos quais há restrições de valores da PDG, solicitando que eles sejam colocados à disposição do juízo ou devolvidos à companhia. A decisão destacou ainda que, durante o "stay period", tanto as ações e execuções contra a empresa devem ser suspensas, como não podem ser dadas decisões que retirem bens "essenciais" da companhia, em torno de créditos listados no artigo 49 da LRF, não sujeitos à recuperação judicial. (UOL, 14/09/17)

Nível de emprego na construção cresce pela primeira vez em 33 meses - O nível do emprego na construção civil subiu após 33 meses de queda. Em julho foram contratados 1.677 trabalhadores, cerca de 0,07% a mais do que no mês anterior – com destaque para o setor de infraestrutura, com aumento de 1,04%. Os dados são da pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE). No entanto, de acordo com o presidente da SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a melhora é pontual nos setores de obras de infraestrutura e preparação de terrenos. Nos outros segmentos o nível deve continuar a cair até o final do ano. “Tanto a atividade da construção imobiliária como a de infraestrutura seguirão em queda em 2017”, explica Neto. A análise do acumulado dos últimos 12 meses mostra que o resultado ainda é negativo, com eliminação de 10,31% das vagas. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, a baixa foi maior, de 12,63%. O setor que demitiu mais durante esse período foi o imobiliário, com - 13,66%. Três das cinco regiões do Brasil apresentaram aumento nos postos de trabalho: Norte (1,21%), Centro-Oeste (0,97%) e Nordeste (0,05%). Em contrapartida, o Sudeste (-0,16%) e Sul (-0,04%) registraram baixa em julho. (AEC, 13/09/17)

Crédito imobiliário ganha força e atinge R$ 4,24 bilhões em julho - O financiamento imobiliário ganhou força em julho, registrando o maior valor do ano. O montante de financiamentos com recursos das cadernetas de poupança do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizou R$ 4,24 bilhões, alta de 11,7% em relação a junho e de 10,9% comparativamente a julho do ano passado. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), no acumulado do ano, foram financiados R$ 24,79 bilhões, montante 6,2% menor que o apurado em igual período de 2016. (SindusCon-SP, 12/09/17)

Ministério cria grupo para formular novo programa habitacional - O Ministério das Cidades criou nesta quinta-feira um grupo de trabalho para "formular e propor um novo programa do governo federal destinado a viabilizar empreendimentos habitacionais em benefício preferencial de famílias de baixa renda". A decisão está no "Diário oficial da União (DOU) desta quinta-feira. De acordo com a portaria, as unidades habitacionais seriam oferecidas "na modalidade de aluguel social, a serem ofertados pela iniciativa privada". O grupo tem 30 dias para concluir seus trabalhos. Esse prazo pode ser prorrogado por igual período e será composto por três funcionários da pasta. (UOL, 14/09/17)

Feirão de imóveis aceita até carro como entrada na compra de apartamento - Na tentativa de aquecer o mercado imobiliário da Zona Norte do Rio, construtoras e incorporadoras vão promover, no próximo sábado, dia 16, o 1º Festival Imobiliário da Zona Norte. Serão comercializadas 70 unidades com preços a partir de R$ 389 mil, em bairros como Cachambi, Engenho de Dentro, Irajá e Vila da Penha. Para aumentar as chances de fechar o negócio, os vendedores vão oferecer a possibilidade de o comprador ofertar o próprio carro, que será avaliado por até 90% da tabela Fipe, como entrada na compra do apartamento, ou ainda utilizar até 90% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Segundo a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), a Zona Norte foi a segunda região que mais cresceu em número de unidades lançadas no primeiro semestre, chegando a 296 imóveis. “Os apartamentos têm lazer completo, acabamento, segurança e preços que cabem no bolso”, afirma Sanderson Fernandes, diretor da Avanço. Além de facilitar as condições de pagamento, as construtoras e incorporadoras também tentam seduzir os possíveis compradores com benefícios nos imóveis. De acordo com a ArtLar Engenharia, o residencial “Funtastic Easy”, no Engenho de Dentro, por exemplo, terá imóveis de dois quartos com armários, piso e rodapés de porcelanato. Já o consumidor que está de olho em unidades na planta terá a opção de construções no bairro do Cachambi. Serão 168 imóveis de um, dois e três quartos, com preços a partir de R$ 286 mil. “A procura por residenciais de um e dois quartos, com ou sem suíte, cresceu na região”, afirma Luis Felipe Correa, gerente comercial e de marketing da construtora Even. (Extra, 13/09/17)
 
IGP-10 sobe 0,39% em setembro e interrompe cinco meses de queda - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) interrompeu uma sequência de cinco meses em deflação e subiu, em setembro, 0,39%. Em agosto, havia registrado queda de 0,17%. A alta no indicador foi impulsionada por commodities como o minério de ferro e bovinos e pelos preços de combustíveis, que, além de afetar o consumidor final, também pesaram nos custos dos produtores. No ano, porém, o IGP-10 registra queda, de 2,03%; em 12 meses, tem baixa de 1,66%. (Valor, 14/09/17). Leia mais no Valor Econômico

'Prévia' do PIB cresce 0,41% em julho e 1,41% em um ano, diz BC - A atividade econômica em julho cresceu 0,41% na comparação com junho, segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto). O resultado foi melhor que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters (0,1%). O número considera o chamado ajuste sazonal. Quando são comparados dados de períodos diferentes (ex: julho em relação a junho, ou 2º trimestre em comparação com o 1º trimestre), analistas costumam descontar as diferenças sazonais.  Em relação a julho do ano passado, a economia cresceu 1,41%. Quando são analisados períodos iguais, mas de anos diferentes (ex: junho de 2017 e junho de 2016), não é necessário aplicar o ajuste sazonal. Considerando o acumulado do ano, o indicador subiu 0,14%, mas em 12 meses, caiu 1,44%. Economistas ouvidos pelo Banco Central esperam que o PIB cresça 0,6% neste ano, enquanto o governo prevê crescimento de 0,5%. (UOL, 14/09/17)