Confiança do setor industrial diminui pelo 3º mês seguido

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) caiu 0,7 ponto e chegou a 52,4 pontos em fevereiro. Embora o setor ainda continue confiante, já que valores acima de 50 pontos representam perspectiva positiva, esta é a terceira queda consecutiva do índice.

O Icei, calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), deste mês ficou 5,7 pontos abaixo do número registrado no segundo mês de 2013. A média histórica do indicador é de 58,3 pontos.

Os três setores da indústria - extrativa, transformação e construção - tiveram queda no Icei entre janeiro e fevereiro. Esse movimento foi encabeçado pela indústria extrativa, cujo indicador passou de 55,8 pontos em janeiro para 53,7 pontos em fevereiro (-2,1).

Em seguida vem a indústria da construção, ao passar de 55,1 pontos em janeiro para 54,6 pontos em fevereiro. Já a indústria de transformação apresentou um Icei de 51,8 pontos em fevereiro ante 52,2 pontos no início.

O relatório destacou que "chama atenção que a queda na confiança em fevereiro se deve aos industriais das empresas de maior porte, sobretudo as grandes". O Icei das médias empresas recuou 0,6 ponto e o das grandes, 1,1 ponto. Por outro lado, o índice de confiança dos empresários das pequenas empresas manteve-se praticamente estável, registrando crescimento de 0,1 ponto.

Também caíram as expectativas dos empresários industriais em relação aos próximos seis meses. O indicador passou de 57,2 pontos para 56,5 pontos e foi puxado pelas esperanças relativas à economia brasileira, que passou de 49,8 pontos para 48,3 pontos.

Já a expectativa em relação à própria empresa, o outro componente do indicador de expectativa geral, teve uma queda de 0,4 ponto, ao passar de 61,0 pontos para 60,6 pontos no mesmo período.

Em relação aos ramos industriais, observa-se que os setores de veículos automotivos e derivados de petróleo foram os que puxaram a queda no Icei de fevereiro. O Icei deste mês no setor de veículos ficou 3,2 pontos abaixo do número registrado em janeiro. Em derivados de petróleo, foi registrada a maior queda, de 4,3 pontos.

Por Vandson Lima | De Brasília 

Fonte: Valor Econômico Online, 18/02/14