Mercado corporativo mantém-se ileso à crise

 

De São Paulo
04/11/2008

Nem parece que o mundo vive uma de suas piores crises. O último trimestre foi o melhor da história para o mercado de locação de imóveis corporativos, segundo pesquisa da Cushman & Wakefield, consultoria imobiliária. O estudo começou a ser feito em 1999.

Em São Paulo, foram ocupados 188 mil metros quadrados no período - alta de 974% em relação ao segundo trimestre e de 623% na comparação com o mesmo período de 2007. No Rio, foram alugados 79,2 mil metros quadrados de edifícios de primeira linha, os chamados classe A, 543% acima do trimestre anterior. O fato de vários edifícios terem sido entregues no período contribuiu para o movimento fora da curva.

O descompasso entre os números e o cenário atual acontece porque as empresas fecham os contratos de locação entre três e seis meses antes de mudar de espaço. Com exceção da Sadia, que iria alugar sete andares de um novo edifício da W Torre, não há outros casos de desistência de contratos já assinados. Os efeitos da crise nos aluguéis corporativos, na opinião de Milena Morales, gerente da Cushman, devem aparecer apenas no próximo ano. "Muitas empresas que tinham planos de mudar estão esperando para ver o que acontece." (DD)