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Mercado imobiliário em transformação no pós-pandemia

27 de agosto de 2021

De forma sem precedentes, o novo coronavírus impôs uma nova realidade aos ambientes de negócios e à sociedade. No mundo corporativo, empresas de diferentes setores tiveram que recorrer à tecnologia e à inovação para manterem-se ativas e relevantes em um mercado em transformação.

Após quase um ano e meio do início da pandemia, a KPMG realizou um estudo para analisar os padrões de retomada dos principais setores da economia brasileira. Na visão da consultoria, no caso do setor imobiliário, o momento é “de transformar para reemergir”. Isso significa que as empresas do setor podem se recuperar após um período prolongado que exigirá: 1) reservas de capital e 2) modificar modelos operacionais e de negócios para garantir alinhamento com as mudanças das prioridades e dos padrões comportamentais dos consumidores.

Modelos de negócio

Diante da nova realidade, o relatório da KPMG  vislumbra algumas tendências. Para as empresas de incorporação, há um ambiente favorável à regionalização nas iniciativas de construção, com prioridade para a margem operacional em vez do volume de lançamentos.

Para as empresas de gestão de ativos, os modelos de negócios tendem a ser baseados em agilidade, capacidade de adaptação às mudanças, velocidade no desenvolvimento de novas tecnologias que proporcionem melhor experiência aos usuários dos ativos imobiliários e máxima rentabilização.

A consultoria também identifica propensão à maior oferta de ativos imobiliários como geradores de renda. Aqueles que antes investiam seus recursos diretamente nos ativos imobiliários passam a ter possibilidades cada vez mais amplas de aportar recursos através de fundos. “Um dos pontos de destaque são as mudanças nos hábitos dos investidores, com a possibilidade de transferir o papel burocrático das atividades administrativas aos gestores dos fundos imobiliários”, avalia o sócio líder do setor de Real Estate da KPMG no Brasil, Eduardo Tomazelli.

Modelo operacional

Na visão da KPMG, o modelo operacional no mercado imobiliário deve focar em inovação, agilidade estratégica e eficiência. Nesse sentido, são práticas recomentadas às empresas:

  • Estabelecer uma base de dados analíticos robusta para apoiar a tomada de decisões estratégicas;
  • Usar modelos preditivos para a escolha das características dos produtos e sua estratégia de colocação;
  • Adotar plataformas eletrônicas para divulgação e comercialização de imóveis;
  • Acelerar a automação para obtenção de eficácia operacional e no relacionamento com clientes;
  • Revisar as estruturas atuais e da forma de trabalho com atenção ao home office;
  • Aplicar novas tecnologias para eficiência operacional do backoffice de olho em reduções da força de trabalho.

Gestão de riscos e ESG

Também há uma tendência de fortalecimento e/ou implementação da política de gestão de riscos e ESG (Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança, em português). A ideia é que essas estratégias favoreçam o enfrentamento de cenários de crises, como os efeitos causados pelo aumento do desemprego e da desigualdade social. 

“Observamos uma ênfase na necessidade de melhor entendimento e implementação da gestão de aspectos sociais, ambientais e de governança em todos os setores. A demanda vem não somente da crescente necessidade de toda a sociedade, mas também de reguladores e investidores cada vez mais compelidos em criar um modelo de desenvolvimento marcado pela economia circular, de baixo carbono, inclusiva e regenerativa”, analisa a KPMG.

O CTE apoia as empresas da cadeia da construção na implementação do Sistema ESG, oferecendo suporte necessário em todas as etapas do processo. Clique aqui para saber mais sobre como podemos ajudar a sua empresa.

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