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ESG na construção: Responsabilidade ambiental, social e governança para a perenidade dos negócios

3 de dezembro de 2020

A pandemia de Covid-19 vem gerando e acelerando mudanças importantes na sociedade. Entre as mais marcantes está a valorização das empresas com atuação permeada por responsabilidade ambiental e social, além de boas práticas de governança.

Esse movimento, que agora chega ao mercado imobiliário, impulsiona a implantação de estratégias ESG na gestão corporativa das organizações. A sigla vem do inglês Environmental, Social and Governance, ou Ambiental, Social e Governança, em português.

“Os fundos de investimento já vinham realizando movimentos nessa direção com políticas para alocar capital em empresas identificadas com governança e responsabilidade ambiental e social”, conta Vitor Bidetti, sócio-fundador e CEO da Integral Brei. Segundo ele, a percepção dos grandes fundos de pensão e soberanos é a de que investir em empresas com carimbo ESG é mais seguro e rentável.

“O investimento ESG está deixando de ser uma tendência para virar algo mandatório. Uma mostra isso é a iniciativa da Black Rock, maior gestora de recursos do mundo, que colocou o ESG no centro de suas decisões de investimento”, comenta Bidetti.

POR QUE INVESTIR EM ESG?

Para as empresas, aderir aos padrões ESG é uma oportunidade de buscar sustentabilidade a longo prazo, conquistar mais eficiência nas operações e elevar a resiliência durante crises.

Na construção civil, em particular, o ESG é algo mais do que necessário, na visão de Hugo Rosa, fundador e CEO da Método Potencial Engenharia. “Precisamos melhorar a imagem do setor perante a sociedade porque, lamentavelmente, ela é ruim”, analisa o executivo. Segundo ele, isso se explica porque, de modo geral, as empresas do setor lidam mal com questões sociais, ambientais e relacionadas a compliance.

Rafael Tello, diretor da Watu Sustentabilidade e professor da Fundação Dom Cabral, concorda. “A indústria da construção precisa parar de ser associada a riscos elevados. Nesse sentido, o ESG pode ajudar, já que permite às empresas melhorar sua imagem perante investidores, ajudando a viabilizar projetos”, continua o professor.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

“Caminhamos para uma fase na qual o propósito é o grande gerador de valor de longo prazo para as companhias”, acredita Tello, ressaltando que o ESG tende a impulsionar os resultados positivos das empresas.

“Se olharmos para as demandas das novas gerações, não há futuro dissociado de responsabilidade social, ambiental e transparência corporativa”, complementa Katia Mello, sócia e co-presidente da Diagonal. Ela revela que, de olho nesse futuro, a Diagonal foi certificada, em 2019, pelo Sistema B. Alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU, a certificação trabalha governança, modelo de negócio, relação com colaboradores, além de avaliar os impactos ambientais e os impactos na comunidade.

COMO IMPLANTAR UM SISTEMA ESG?

A certificação empresarial é uma das estratégias que ajuda a identificar o atendimento aos requisitos do Sistema ESG. Há, também, outros referenciais nacionais e internacionais. Para as empresas do setor da construção, por exemplo, um apoio importante são as certificações e os selos ambientais (Leed, Aqua, Edge, Procel, Well, Fitwel, Cradle to Cradle, Sites, etc.). Para a avaliação de fundos de investimento sustentáveis, também há referenciais como os do GRESB e do Sitawi.

No que se refere à responsabilidade ambiental, ao implantar um Sistema ESG é preciso considerar aspectos como mudanças climáticas, gestão da água e da energia, riscos ambientais, qualidade urbana e uso do solo, entre outros pontos. Já no âmbito social, as empresas precisam estar atentas a aspectos como direitos humanos, relações de trabalho, diversidade e equidade, além de relações com a comunidade. Na dimensão da governança, por sua vez, são trabalhados temas como estrutura de compliance, gestão de crises e planos de contingência, segurança e proteção de dados, etc.

Para Roberto de Souza, CEO do CTE, uma adesão bem-sucedida ao Sistema ESG requer condução da alta administração das empresas, consolidada em um documento de referência, com o detalhamento das diretrizes, requisitos e indicadores. “A partir desse referencial, podemos estabelecer padrões e ferramentas de controle para garantir a implementação do ESG, a identificação de não conformidades e a adoção de ações corretivas, preventivas e de melhoria”, explica Souza.

Em outubro de 2020, o CTE/Enredes promoveu o webinar “Princípios ESG aplicados às empresas do setor da construção”. Clique aqui para assistir o evento na íntegra.

A equipe do CTE está preparada para apoiar as empresas na elaboração e implantação de um plano de ação para a efetiva implementação do Sistema ESG. Para saber mais, entre em contato conosco.

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TAGS: esg

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