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Connected Smart Cities: o impacto das cidades inteligentes na sustentabilidade

28 de maio de 2020

Até 2050 as áreas urbanas devem concentrar 68% da população mundial segundo o estudo World Urbanization Prospects 2018, produzido pela ONU – Organização das Nações Unidas, exigindo um esforço para que as pessoas possam viver com saúde e qualidade de vida nas cidades.

Afinal, qual o conceito de Smart Cities?

De acordo com a definição da ISO 37.122, as Smart Cities respondem a desafios como mudança climática e instabilidade política e econômica, melhorando a forma como engaja a sociedade e aplica métodos de liderança colaborativos e trabalhando interdisciplinarmente, sendo a tecnologia e o Big Data ferramentas para promover melhores serviços e qualidade de vida para as pessoas no cenário atual e futuro, sem prejudicar outras cidades ou degradar o meio ambiente.

Para o IESE Business School na Espanha, existem nove itens que indicam o quão inteligente é uma cidade: governança, planejamento urbano, tecnologia, meio-ambiente, economia, conexões internacionais, coesão social e capital humano.

Mesmo sendo relativamente novo, por sua relevância, o tema já entrou para a pauta global, levando poder público, empresas e pessoas a buscarem opções para tornar seu espaço inteligente e sustentável.

O que torna uma cidade inteligente?

Como já vimos, o conceito de cidade inteligente envolve vários fatores, entre eles sustentabilidade, tecnologia e inovação. Além disso, cada cidade inteligente tem suas próprias características e, enquanto para uma o foco deve ser a mobilidade urbana, outra pode se concentrar em melhorar a eficiência hídrica, por exemplo.

Em outras palavras, as Smart Cities solucionam problemas do cotidiano da população, dos simples aos mais complexos. Vemos casos de criação de ciclovias integradas ao metrô ou trem até o uso de sensores e de inteligência artificial (IoT e AI), para coleta de dados em tempo real, ajudando na tomada de decisões assertivas e rápidas, relacionadas a padrões de tráfego ou qualidade do ar.

Há duas maneiras de criar as Smart Cities: investindo em comunidades planejadas, incluindo itens essenciais para sua inteligência desde o planejamento e reavaliando os processos de comunidades existentes – na cidade de Nova York, por exemplo, as lixeiras receberam sensores que avisam quando a coleta precisa ser feita, diminuindo a circulação de caminhões de coleta pela cidade.

Exemplos de estratégias Smart Cities pelo mundo

Songdo (Coreia do Sul)

Construída do zero, suas edificações são planejadas para a eficiência energética e  hídrica e a cidade possui sensores que monitoram temperatura, consumo de energia e trânsito, permitindo, por exemplo, que os semáforos sejam reprogramados a partir dessas informações. Além da geração de dados e a instalação de grandes companhias de tecnologia, que tem a cidade como laboratório, Songdo se destaca pelo sistema pneumático de coleta seletiva e gestão de resíduos sustentável, que abrange toda a cidade.

Singapura

As iniciativas de Singapura para melhoria da qualidade de vida de seus habitantes através do uso de tecnologia são uma referência mundial: a cidade ocupa o 2º lugar no ranking de Smart Cities Government 2018/19.  A utilização de sistemas de IOT, Big Data e Inteligência Artificial na gestão pública e na infraestrutura urbana é fomentada pelo governo através da iniciativa Smart Nation e, a partir dela, estão sendo implantadas, por exemplo, luminárias públicas com reconhecimento facial e análise de vídeo para melhoria da segurança pública. A cidade também está testando veículos autônomos como forma de responder à demanda do deslocamento do último trecho do trajeto casa-trabalho.

Copenhague (Dinamarca)

Muito se fala dessa Smart City por seu foco em mobilidade, considerando a expansão de seus espaços verdes para pedestres, o uso da bicicleta, que é o veículo utilizado por mais de 60% dos seus habitantes no trajeto casa-trabalho, além da sua rede eficiente de transporte público. Mas outra estratégia que já foi incorporada pela cidade é a criação de Fazendas Urbanas, que produzem localmente alimentos orgânicos, já presentes em aproximadamente 68% das refeições das lanchonetes e instituições. A partir de outras estratégias como essas, a cidade tem como meta ser a primeira capital mundial neutra em carbono até o ano de 2025.

C

Medellin

Medellín é um exemplo de centro urbano populoso como São Paulo e outras metrópoles brasileiras, mas se diferencia pelo foco dado à mobilidade como forma de requalificação da cidade, priorizando pedestres, ciclistas e transporte público. Além da integração gerada a partir da criação dos BRTs, ciclovias e um sistema público de bicicletas compartilhadas, os teleféricos para acesso aos morros da cidade foram pensados de forma integrada com equipamentos públicos de segurança, educação, cultura e lazer.

Cidades inteligentes no Brasil

O Brasil ainda tem muitos desafios a superar para tornar suas cidades Smart Cities, mas já existem algumas fazendo a lição de casa. Conheça 2 delas.

Curitiba (PR)

A cidade foi pioneira na transformação de ruas voltadas apenas para pedestres e na criação dos corredores exclusivos para ônibus, cuja frota tem modelos híbridos que podem reduzir a poluição em até 90%, se comparados aos modelos tradicionais. Curitiba também é conhecida pela enorme quantidade de parques, bosques e praças, oferecendo área verde a curtas distâncias para a população e maior qualidade ambiental.

São Paulo (SP)

A capital paulista se destacou nos últimos anos por suas ações de melhoria na mobilidade, principalmente  pelo seu Plano Diretor Estratégico revisado em 2014, que implementou diversos instrumentos com foco no pedestre, no ciclista e no transporte público, garantindo a primeira posição nesse tema no Ranking Connected Smart Cities, e a segunda posição na avaliação geral das cidades, nas edições de 2018 e 2019.

São Paulo também se destaca pelo acesso a dados, disponibilizados no Site Gestão Urbana e no Portal Geosampa, que recentemente liberou o acesso e download de modelos 3D da cidade, incluindo terreno, arborização e edifícios. A conectividade na cidade também é estratégia Smart City de destaque, contemplando 28,4 pontos de acesso à internet por 100 habitantes e 47,3% das conexões de banda larga com velocidade superior a 34mb. 

Smart cities e a sustentabilidade em projetos urbanos

Projetos urbanos comprometidos com o desenvolvimento sustentável e com a criação de Smart Cities deve incorporar no seu desenvolvimento conectividade, pedestrianismo, conforto ambiental, biodiversidade, eficiência energética, conservação hídrica, gestão sustentável de materiais e resíduos, governança e desenvolvimento local, desde sua conceituação até as etapas de construção e operação.

Esses requisitos são avaliados pelo CTE nos trabalhos em que são aplicadas metodologias próprias, como o Compromisso com o Desenvolvimento de Smart Cities, e também através das Certificações Ambientais, tais como LEED for Neighborhood Development, Sites, Ecodistrict, Fitwell e Well Community, que oferecem parâmetros técnicos e reconhecimento na implementação dessas estratégias.

O Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), possui uma equipe especializada para ajudar na construção de Smart Cities. Seja na criação de um novo projeto, seja em requalificações urbanas que possam ajudar a tornar cidades mais inteligentes. Conte conosco!

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