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Conheça a tecnologia de produção por trás da madeira engenheirada

18 de agosto de 2021

A madeira engenheirada é uma solução estrutural que tem atraído a atenção de construtores e desenvolvedores imobiliários por dois motivos principais. O primeiro deles é a sustentabilidade. “A madeira é renovável e, em vez de emitir gases de efeito estufa, como ocorre com o aço e o cimento, ela estoca carbono”, explica Cíntia Valente, diretora de marketing na Noah. Ela conta que a substituição do aço por perfis de CLT (cross laminated timber ou madeira laminada cruzada, em português) pode reduzir a pegada de carbono de uma construção em até 20%.

Outro ganho associado a essa tecnologia é a eficiência decorrente da industrialização. Vigas, pilares, lajes e paredes de madeira engenheirada são produzidos em pátios fabris — ou seja, em ambientes controlados — longe do canteiro de obras, viabilizando a construção off-site. 

“A madeira engenheirada transforma a construção em um processo de montagem muito mais rápido e menos intensivo em mão de obra. Esse processo construtivo é capaz de chegar a taxas de desperdício perto de zero, uma vez que uma série de controles e tecnologias são aplicados para garantir precisão em todo o processo, desde a fabricação das peças até a montagem no terreno”, continua a executiva da Noah. 

TECNOLOGIAS INDUSTRIAIS

A produção dos produtos de madeira engenheirada se apoia em tecnologias e conceitos industriais. Estamos falando especialmente de métodos e processos de design como BIM (Building Information Modeling) e o DfMA (Design for Manufacture and Assembly). Esse último se baseia na ideia de que desde os estágios iniciais de criação, as decisões de projeto devem procurar evitar problemas durante a construção e melhorar a eficiência do sistema.

Já o BIM adiciona precisão ao permitir a extração automática das informações do projeto para as máquinas CNC (comando numérico computadorizado) que fazem a usinagem das peças. A modelagem da informação também permite a visualização e compatibilização prévias de todas as interferências nos projetos, proporcionando um entendimento mais claro e reduzindo problemas decorrentes de falhas na interpretação de desenhos.

Quando se fala em sistemas industrializados off-site, como é o caso da madeira engenheirada, a fase de montagem no canteiro é meramente mecânica. A parte mais complexa e que demanda maior esforço dos envolvidos é o projeto, etapa para a qual o BIM é um aliado de primeira ordem. 

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

A arquiteta Ana Belizário, gerente de negócios da Amata, explica que produtos como o CLT e o MLC (madeira laminada colada) são fabricados a partir de lamelas extraídas de pinus produzidos em florestas plantadas sob rigoroso controle tecnológico. 

Uma vez na fábrica, essas lamelas são submetidas a um acurado processo de tratamento por autoclave e a ciclos de secagens em caldeiras e estufas até atingir a taxa de umidade ideal. Depois disso, a madeira é analisada por escaners que fazem a classificação mecânica peça a peça. A linha de produção tem sequência com processos de finger joint, aplainamento, cola e prensa.

O rigor nesse processo de fabricação é o que permite garantir que edifícios erguidos com madeira engenheirada tenham vida útil análoga à esperada para os demais sistemas construtivos, como o aço e o concreto, conforme determina a ABNT NBR 15.575: Edificações habitacionais: Desempenho. 

O tratamento em autoclave, por exemplo, permite impregnar profundamente a madeira com produtos inseticidas e fungicidas. Já o rigoroso processo de secagem das toras em estufas tem o papel de maximizar a proteção contra parasitas e fungos.

O CTE, por meio da Unidade Inovação e Tecnologia, vem acompanhando de perto todo o processo de introdução da madeira engenheirada no Brasil. Clique aqui para saber mais sobre a utilização dessa matéria-prima ecológica e industrializada em edifícios comerciais.

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