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O ESG e seus impactos no mercado financeiro

25 de março de 2021

As transformações decorrentes da pandemia de Covid-19 aceleraram a percepção dos investidores de que aplicar em empresas comprometidas com compliance e com responsabilidade socioambiental é mais seguro e rentável. Esse movimento conferiu um novo status aos princípios ESG (Environmental, Social and Governance, em inglês), tornando-os condição para acessar investimentos, diminuir riscos nas operações e garantir resiliência aos negócios.

O entendimento é o de que companhias com boas práticas administrativas, de sustentabilidades e sociais evitam perdas financeiras ocasionadas, por exemplo, por disputas trabalhistas ou multas por danos ambientais. Além disso, essas empresas têm uma presença mais forte e positiva perante seus stakeholders, gerando valor no longo prazo para o acionista.

Hoje a indústria de investimento responsável já chega a US$ 31 trilhões no mundo, o que representa 36% dos ativos financeiros totais sob gestão, segundo a Global Sustainable Investment Alliance.

Lucro associado a propósito

Diferente do que alguns pensam, o ESG não é uma onda passageira, mas uma mudança consistente impulsionada por movimentações de gigantes do mercado. Alguns dados ajudam a corroborar esse argumento:

  • Relatório recente publicado pela PwC mostra que 77% dos investidores institucionais pesquisados planejam parar de comprar produtos não ESG em um intervalo de dois anos. 
  • Segundo dados do NN Investment Partners, a oferta global dos chamados green bonds deve aumentar 50% em 2021.
  • Entre 2016 e 2018, o percentual de ativos ESG no portfólio do maior fundo de pensão do mundo (do Governo do Japão) quadruplicou. 
  • “Propósito, acima de tudo, é o motor da lucratividade no longo prazo”, escreveu em 2019 Larry Fink, presidente da BlackRock, maior gestora de investimentos do mundo, com US$ 7,8 trilhões sob seu guarda-chuva.
  • Em 2019, 181 CEOs de empresas americanas, entre elas Amazon, J.P.Morgan, Apple, Pepsi e Walmart, divulgaram num manifesto indicando que a era da supremacia dos acionistas está chegando ao fim dando lugar a um modo de fazer negócios que valoriza consumidores, funcionários, fornecedores e as comunidades onde estão inseridas.

Como o capital se movimenta?

O termo ESG refere-se a ativos que, além de aspectos financeiros, consideram os impactos ambientais, sociais e de governança. 

Cada gestor utiliza critérios próprios para analisar os ativos sob a ótica ESG. A metodologia mais usual é a elaboração de uma lista negativa, a partir da exclusão de empresas que não se encaixam nas práticas responsáveis. Uma evolução desse modelo é a elaboração de uma lista positiva, na qual entram para a seleção apenas os melhores ativos. 

Mais recentemente, os gestores passaram a adotar a estratégia do investimento de impacto. Isso significa que, em vez de só observar o que as empresas estão fazendo, as gestoras e grandes investidores passaram a cobrar e a atuar ativamente para as companhias melhorarem suas práticas. 

O ESG no Brasil

Por aqui, o movimento ESG se reflete na elaboração de índices relativos a questões ambientais e de governança, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), o Índice Carbono Eficiente (ICO2) e o Índice CDP Brasil — Resiliência Climática (ICDPR-70).

A preocupação com os aspectos ambientais, sociais e com a transparência também se mostra na atuação da Comissão de Valores Mobiliários. Em 2021, a CVM passou a solicitar mais informações das empresas listadas sob o argumento de atender à crescente demanda de investidores por informações de caráter ambiental, social e de governança, e alinhar a regulamentação brasileira aos avanços que o tema vem apresentando em todos os mercados desenvolvidos.

Com uma equipe multidisciplinar, o CTE possui um portfólio de soluções para auxiliar as companhias da cadeia da construção em suas jornadas ESG. Se sua empresa ainda não está alinhada ao sistema ESG, fale com um de nossos especialistas! Fomos pioneiros no desenvolvimento de soluções de impacto ambiental positivo, melhoria da qualidade de vida de usuários, certificações internacionais para práticas sustentáveis, entre outras inovações. 

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