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Sustentabilidade

Edifício Jatobá

Projeto

Com um desenho vanguardista e marcante concebido pelos arquitetos do escritório Aflalo Gasperini, o edifício Jatobá, em São Paulo, mostra como as estratégias de sustentabilidade podem prover eficiência à operação e satisfação dos usuários. O triple A desenvolvido pela Engeform e pela Bratke Colle recebeu a certificação LEED EBOM (Operação e Manutenção) nível Platinum. A conquista, obtida com a consultoria do CTE, se somou a outro selo já obtido pelo empreendimento, o LEED BD+C (Liderança em Energia e Design Ambiental) focado no desenvolvimento de projeto e obra.

O Jatobá possui lajes de 1.698 m² de vão livre e é composto por dois blocos de oito pavimentos com formatos diferentes — um retangular e outro curvo. Desde as etapas iniciais, o projeto foi conduzido visando alguns objetivos. O primeiro deles era aliar a alta tecnologia de um edifício corporativo de alto padrão com a preservação do meio ambiente, visando tornar a operação mais eficiente, reduzir custos e gerar economias. 

O bem-estar dos ocupantes era outra meta a ser atingida. Tal preocupação fica clara no projeto que permite aos usuários a contemplação do horizonte e o aproveitamento da luz natural através de amplas aberturas transparentes. 

USO RACIONAL DA ÁGUA

As múltiplas estratégias utilizadas no Jatobá buscaram o uso racional da água e da energia, o cuidado com a geração e destinação de resíduos, além da promoção de uma ótima experiência aos usuários.

Para reduzir o consumo de água, foram instaladas bacias com caixa acoplada e com descarga de duplo-acionamento, torneiras e mictórios hidromecânicos (de pressão) e restritores de vazão. 

Há, também, um sistema de águas pluviais, que compreende captação de águas superficiais, drenagem subterrânea, caixa de retenção e reuso. O paisagismo com espécies nativas ou adaptadas é totalmente suprido por água não potável, assim como o espelho d’água e a lavagem dos subsolos. 

A inserção de pavimentos permeáveis no térreo foi outra medida interessante, que contribui para a redução de alagamentos e enchentes na cidade. 

Espelho d’água do edifício Jatobá.

ENERGIA E QUALIDADE DO AR INTERNA

A arquitetura se baseou em um sofisticado estudo de insolação para otimizar o funcionamento do sistema de ar condicionado e da iluminação, reduzindo significativamente o  consumo de energia. As fachadas voltadas para leste e oeste possuem aberturas fechadas em vidro, compostas com metade da altura do seu pé-direito. As superfícies opacas são revestidas com vidro branco leitoso, material com alto poder de reflexão. Por receberem o sol mais ameno, as aberturas voltadas para o norte têm o dobro de altura. Revestidas com faixas de vidro incolor, são transparentes e protegidas com brises horizontais.

Além da análise da envoltória, o edifício Jatobá utiliza ar-condicionado setorizado tipo VRV (volume de refrigeração variável) individualizado. Livre de gases CFCs, o sistema garante a renovação de ar nos pavimentos, mantendo a concentração de dióxido de carbono nos limites estabelecidos por legislações e normas vigentes.

Soluções adicionais foram incorporadas, também, para reduzir o efeito térmico das ilhas de calor no entorno. Entre elas, destacam-se as coberturas com telhados verdes que contemplam árvores frutíferas e geram um espaço de descompressão para os ocupantes.

Cobertura do edifício Jatobá

O mix de tecnologias instaladas associadas a revisões de práticas operacionais garantiram ao Jatobá um desempenho 11% superior à média do mercado, quando comparado a edifícios de tipologia similar.

GESTÃO DE RESÍDUOS E MOBILIDADE

No Jatobá, o controle da geração de resíduos acontece mensalmente, por meio da declaração ambiental fornecida pela empresa gerenciadora. A informação é avaliada em peso e por classe de resíduo, de modo a identificar desvios na coleta seletiva e promover o engajamento dos ocupantes sobre o tema. Segundo a plataforma Arc, utilizada para monitoramento dos indicadores, a geração de resíduos por ocupante e a taxa de desvio dos aterros sanitários classificam o edifício como 9% mais eficiente que a média. 

No quesito mobilidade, o empreendimento se beneficia do fácil acesso à rede ferroviária e de vários pontos de parada de ônibus. Também há bicicletários, estação de bikes e patinetes. O entorno, na região da avenida Luiz Carlos Berrini, é farto em serviços básicos, acessíveis a pedestres, incluindo bancos, escolas, padarias, academia, igreja e restaurantes.

A promoção de ações que agreguem conforto e saúde aos usuários dos edifícios tem funcionado como um elemento diferenciador entre os ativos disponíveis no mercado. No caso do edifício Jatobá, uma pesquisa realizada com usuários detectou uma taxa de satisfação de 94,8%, refletindo a preocupação do condomínio, com o bem-estar desse público.

Espaço que funciona como bicicletário no edifício Jatobá.

 

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