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Perfil | Wagner Oliveira

28 de maio de 2021

Diretor da Unidade Operação Sustentável do CTE, Wagner Oliveira é engenheiro ambiental com mestrado em tecnologia ambiental pelo IPT. Nesse bate-papo, ele compartilha conosco sua jornada muito particular que inclui muitos ajustes de rota até chegar à satisfação profissional. Você terá a oportunidade de saber mais sobre uma pessoa de personalidade marcante, que sempre buscou estar preparado para as oportunidades e os desafios trazidos pela vida. Confira!

Como teve início sua trajetória profissional?

Eu comecei cedo, aos 14 anos. Trabalhei em múltiplos segmentos, de locadora de vídeo à pizzaria. Quando tinha entre 16 e 17 anos fiz um curso de manutenção de computadores e passei a trabalhar com suporte técnico. Entrei em uma grande companhia  de internet banda larga onde fiquei por cerca de oito anos. Ao longo desse período fui ocupando posições de gestão. Virei coordenador, até que me tornei responsável por todo o call center. Eu já estava trabalhando, mas precisava me qualificar. Isso me levou a buscar a graduação em ciências da computação no Mackenzie. 

Você mudou depois de curso, não?

Sim. Eu logo percebi estar no curso errado, prestei vestibular novamente e iniciei uma nova faculdade, dessa vez, engenharia de telecomunicações. Eu morava no Grajaú, extremo sul de São Paulo, e levava duas horas e meia de carro até chegar ao campus em São Bernardo do Campo. Eu só comecei a fazer faculdade quando tive condições de pagar por ela. Por isso meu ingresso foi mais tardio, aos 20 e poucos anos.

Você ainda faria uma outra mudança…

Eu trabalhava no turno das 18h à meia-noite e fazia faculdade pela manhã. Um dia eu fui promovido para trabalhar durante o dia. Como já não estava plenamente satisfeito, interrompi o curso e prestei vestibular pela terceira vez.  Eu queria fazer algo que me representasse e que me permitisse contribuir para a sociedade. Um amigo comentou que a engenharia ambiental tinha a minha cara. O problema é que só havia essa graduação em uma universidade menos renomada. Acabei optando por engenharia de materiais no Mackenzie, imaginando trabalhar com materiais sustentáveis. Infelizmente o curso não tinha o que eu esperava e, mais uma vez, precisei parar e recomeçar. A essa altura, o que eu mais queria era me formar. Então mergulhei de vez no curso de engenharia ambiental e, finalmente, me encontrei.

Você tinha uma carreira em ascensão em telecomunicações. Como foi migrar para outra área?

Fiz uma transição planejada. No último ano da faculdade, larguei o trabalho e fui estagiar na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Eu ainda morava com a minha mãe e reduzi meu salário drasticamente. Mas valeu a pena.

Na Cetesb, eu atuava em uma área que se dedica a reduzir o impacto ambiental na indústria. A gente buscava informação, construía guias e colocava boas práticas no mercado. Foi quando eu me deparei com a consultoria e com essa ideia apaixonante de desenvolver conhecimento para melhorar um setor.  Paralelamente ao trabalho na Cetesb, eu atuava em uma ONG dedicada à bioconstrução. A gente construía com estruturas de bambu, capacitava as pessoas e, literalmente, amassava barro.

Como o CTE entrou na sua vida?

Quando o estágio terminou e, finalmente, me formei, eu estava com 28 anos. Poucos meses depois eu soube de uma vaga no CTE para a área de sustentabilidade. Fui contratado após um processo seletivo. Isso aconteceu há 13 anos. Foi interessante porque o pessoal do CTE, de modo geral, tem um perfil um pouco diferente do meu. Na maior parte das vezes, são engenheiros formados da Poli-USP, com uma formação muito sólida. Eu vinha de outra área de atuação e com uma formação distinta. Felizmente deu match e a diversidade acabou construindo um time muito forte.

Wagner junto com Roberto de Souza, CEO do CTE e Rafael Lazzarini, Diretor da Unidade de Sustentabilidade, no Stand do CTE na Feira do Green Building em 2018.

Em determinado momento você passou a se dedicar mais à operação sustentável… 

A Unidade de Sustentabilidade cresceu muito e a gente começou a dividir as atividades em núcleos. A minha angústia era que enquanto consultores, nós trabalhávamos muito e aplicávamos tecnologia de ponta. Mas, na prática, os prédios não eram sustentáveis como poderiam ser. Era como se os operadores tivessem uma Ferrari nas mãos, mas dirigissem como um Fusca. Paralelamente, fui assumindo responsabilidades gerenciais no CTE, chegando à diretoria. Em 2018 a gente decidiu ir além, montando uma unidade independente focada na operação sustentável dos edifícios.

“Enquanto consultores, nós trabalhávamos muito e aplicávamos tecnologia de ponta. Mas, na prática, os prédios não eram sustentáveis como deveriam ser. Era como se os operadores tivessem uma Ferrari nas mãos, mas dirigissem como um Fusca”.

Como tem sido desde então?

Iniciamos as atividades como uma unidade de negócio independente no primeiro trimestre de 2019. Começamos com uma mentalidade de startup e com a ideia de aplicar tecnologia, além da nossa expertise em consultoria. Com o desenvolvimento de softwares e parcerias, o nosso trabalho baseia-se em infraestrutura de tecnologia de IoT (Internet das Coisas). Já temos sensores para medição de consumo de energia e água embarcados em mais de 100 edifícios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Utilizamos Business Intelligence (BI) para compilar dados, gerar informações para os clientes e externalizar os resultados de forma expressiva. O desafio é gigante, assim como os benefícios proporcionados. Estamos fazendo algo muito novo, sem similar no mercado. 

“Já temos sensores para medição de consumo de energia e água embarcados em mais de 100 edifícios em São Paulo e no Rio de Janeiro. Utilizamos Business Intelligence (BI) para compilar dados, gerar informações para os clientes e externalizar os resultados de forma expressiva”.

Qual é a parte mais estimulante no seu trabalho? 

Eu amo desafios e não gosto de ficar muito tempo fazendo a mesma coisa. O CTE é uma empresa que me permite explorar novas possibilidades e me dá autonomia. Também é muito bacana perceber que, ao longo desses anos, eu construí relações sólidas e de confiança com o mercado. Manter esse respeito também impõe desafios. Afinal, é preciso manter as entregas com excelência, sempre.

O que você faz em suas horas de lazer?

Até por ser muito agitado, preciso praticar esporte. Eu gosto de surfar e de andar de skate. Por muito tempo, joguei basquete. Mais recentemente, por conta da pandemia, comecei a andar de bicicleta. Eu também sou uma pessoa que precisa viajar, especialmente para destinos com praia. No mais, eu tenho um armário de ferramentas em casa e sou adepto da bricolagem.

Wagner praticando um de seus esportes favoritos, o surf.

Na sua visão, que habilidades foram importantes para a construção de sua carreira?

Minha mãe sempre me disse que precisamos contar com a sorte, mas que também temos que estar preparados para as oportunidades. Eu acredito muito nisso. Eu tive a sorte de ser contratado por uma empresa como o CTE e de encontrar pessoas com as quais tive a oportunidade de aprender e que me apoiaram muito. Ao mesmo tempo, precisei estudar muito para não ficar aquém dos meus colegas e adquirir conhecimentos para compartilhar e colaborar com eles.

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