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Perfil | Juliana Pasotto

8 de junho de 2021

Engenheira civil pós-graduada em administração e MBA em gestão de projetos, Juliana Pasotto venceu uma série de barreiras até chegar à posição de gerente de contratos no CTE. Celebrando dez anos de casa, ela compartilha nessa entrevista um pouco sobre sua trajetória profissional marcada por muito esforço, determinação e busca contínua pela evolução. Confira!

O que te levou à engenharia?

Eu sempre gostei muito de matemática e cheguei a participar de Olimpíadas na escola. Quando estava no ensino médio, meu plano era fazer matemática. Meus pais me levaram para fazer um teste vocacional, onde apareceram diversas áreas de exatas para que eu pudesse seguir. Foi quando surgiu a possibilidade de fazer engenharia! Como eu sempre achei a construção muito fascinante, a engenharia civil acabou sendo a minha escolha.  Entrei na faculdade com 17 anos. Morávamos em Peruíbe e a universidade mais próxima ficava em Santos, a cerca de 90 quilômetros de distância. Eu ia e voltava diariamente de ônibus fretado.

Como foi sua inserção no mundo profissional?

No segundo ano da faculdade, comecei a fazer estágio em uma construtora que realizava obras para a prefeitura de Peruíbe. Só que essa não foi a minha primeira experiência profissional. Comecei a trabalhar com 15 anos, como revendedora de catálogo. Eu era boa nisso, tanto que cheguei a ganhar alguns prêmios como revendedora do mês. Provavelmente eu herdei o gene comerciante do meu pai, que sempre trabalhou com vendas. Eu estagiei por dois anos nessa construtora e participei de obras de escola, mureta de praia e pavimentação. Depois também trabalhei diretamente na Prefeitura onde participei da reforma da rodoviária. Eu trabalhava o dia todo e à noite ia para a faculdade.

Depois disso você também trabalhou na Scania, certo?

Em 2005, iniciei estágio na Scania, em São Bernardo do Campo, para atuar na parte de manutenção das fábricas. Nessa época, fui morar em Santos e continuei no vai e vem dos fretados. Quando me formei, a empresa atravessava um momento atribulado e eu não fui efetivada. No último mês da faculdade, fui chamada para uma vaga de engenheira júnior na Hochtief (hoje, HTB). Assinei o contrato um mês antes de pegar o CREA. Na HTB atuei na construção do residencial Villa-Lobos. Para facilitar um pouco, eu me mudei para a casa dos meus avós em São Bernardo do Campo. Ainda assim, era uma pequena viagem (fretado novamente). Até que, seis meses depois, consegui dividir o aluguel de um apartamento no Butantã com uma amiga.

Como foi para uma engenheira jovem estar em uma construtora com obras de grande porte?

Foi um super desafio que durou por quase dois anos. Eu era a engenheira mais jovem da equipe e atuava no canteiro como apoio à obra. Eram nove torres e uma equipe enorme. Eu ainda atuaria em uma segunda obra pela Hochtief (comercial Cidade Jardim), mas eu queria mais. Eu tinha vontade de trabalhar como engenheira de produção. Foi quando mudei para a Gafisa que, na época tinha 300 obras no Brasil. Fui alocada na construção de um residencial com 2 torres de 25 pavimentos cada, em São Bernardo do Campo.

Você tinha 24 anos e já estava na linha de frente de uma obra?

Sim, foi bastante desafiador, principalmente porque eu era muito jovem. Mas fui aprendendo. Também tive a sorte de ter um mestre de obras, o José Wilson, que foi muito generoso e me ensinou muito. Além disso, eu estudava muito os projetos até como uma forma de compensar a minha pouca experiência em campo.

Juliana acompanhando a vistoria de uma obra.

Você sofreu dificuldades por ser mulher?

No começo eu ficava chocada com o comportamento de alguns homens. Durante serviços de terraplenagem, aconteceu de motorista de caminhão urinar no meio do terreno em vez de procurar um banheiro. Eu ficava indignada. Sim, era desafiador por eu ser mulher e ser jovem. Aconteceu de empreiteiro me destratar por julgar que eu não sabia nada. Com o tempo, fui conquistando meu espaço e criando uma relação de respeito e cuidado com o pessoal da obra.

Quando começa a sua história no CTE?

Quando saí da Gafisa, voltei para Santos para trabalhar com um amigo da faculdade. Sempre tive vontade de viver no litoral e fiquei uns seis meses trabalhando com laudos, marquises, reforma de escola, supermercado. Eu já conhecia o CTE. Quando soube de uma vaga, me inscrevi na hora. Após fazer entrevista, comecei minha trajetória como engenheira de planejamento na antiga Unidade PGP (Planejamento e Gestão da Produção). Fiquei no vai e vem dos fretados por mais um tempo. Até que, finalmente, me mudei para São Paulo. 

Como foi esse início?

As coisas aconteceram de forma muito rápida. Em dois meses eu já cuidava de onze obras. Aos poucos fui assumindo novas atribuições e me destacando. Depois de um tempo houve um rearranjo organizacional e foi criada a posição de coordenador, viabilizando minha promoção. O CTE é uma empresa que dá oportunidade às pessoas. Além disso, tive o privilégio de trabalhar com profissionais que me ensinaram muito, me deram autonomia e espaço para crescer.

“O CTE é uma empresa que dá oportunidade às pessoas. Além disso, tive o privilégio de trabalhar com profissionais que me ensinaram muito, me deram autonomia e espaço para crescer”.

Juliana junto com o #timeCTE no curso da Fundação Dom Cabral, em 2014.

Ao longo desses anos muitas transformações devem ter ocorrido no CTE, no mercado e em você…

Com certeza. Entrei como engenheira de planejamento, me tornei coordenadora e, mais recentemente, assumi como gerente de contratos. O CTE também cresceu nesse período. A Unidade de Gerenciamento aumentou em faturamento, em colaboradores e em número de projetos. A pandemia foi bastante desafiadora porque não paramos e ainda expandimos. Iniciei 2020 com uma equipe de nove pessoas e terminei o ano com 16. 

Inauguração do novo escritório do CTE, em 2019. Juliana com parte do time da Unidade de Gerenciamento

O que mais te atrai nesse trabalho?

Gosto de trabalhar com gestão de projetos, com planejamento e orçamento. A nossa rotina é bastante dinâmica e temos a oportunidade de atuar em diversas frentes. Cuido da parte operacional, mas também vou atrás de cliente, faço apresentação. É prazeroso e recompensador quando vemos que o nosso trabalho ajuda outras empresas a serem bem-sucedidas e a crescerem.

Quais são os maiores desafios?

O principal desafio é lidar com pessoas, sejam equipes internas, sejam clientes. Não há receita de bolo. O caminho passa por tratar as pessoas com respeito, em saber ouvi-las e em alcançar um equilíbrio entre o racional e o emocional. Um bom líder se cerca de pessoas boas, bem preparadas e de caráter.

Como você se imagina no futuro?

Quando você tem proatividade, chama a responsabilidade e assume as coisas como dono, você vai se tornando referência e, naturalmente, cresce. Eu não penso no cargo ou no salário. Eu quero estar sempre evoluindo como pessoa e profissional. Cargo e salário são consequências. 

Quando você tem proatividade, chama a responsabilidade e assume as coisas como dono, você vai se tornando referência e, naturalmente, cresce”.

Juliana junto com Roberto de Souza, nosso CEO e Fabiana Nakayama, Gerente Técnica, no evento “Prêmio Master Imobiliário”, em 2018.

É verdade que você conheceu seu marido no trabalho?

Sim! Eu o conheci fazendo uma diligência em uma obra em Salvador. Namoramos por um tempo à distância, até que ele veio morar em São Paulo.

O que você gosta de fazer em seus momentos de folga?

Leio bastante, não apenas livros técnicos e de gestão, mas também romances. Também gosto de assistir séries, de andar de bicicleta, de visitar meus pais em Peruíbe, de viajar. Adoro caminhar na praia e estar com a minha família, incluindo os integrantes de quatro patas. Além disso, depois de tantos anos acordando muito cedo e morando em lugares diferentes, valorizo muito poder tomar meu café da manhã tranquila e estar na minha casa.

Conte-nos sobre sua paixão por pets…

Tenho dois gatos que resgatei das ruas. Um deles, inclusive, encontrei abandonado em uma obra que acompanhava pelo CTE. Na casa dos meus pais também tenho uma cachorrinha que eu e meu marido resgatamos de uma outra obra. Desde a adolescência, resgatei muitos gatos e cachorros. Essa é uma causa de família. Hoje, meus pais fazem uma revista, a Toy e Mel & Cia, onde tem como principal objetivo o apoio a causa animal e a educação das pessoas, incentivando a adoção dos animais ao invés da compra. É um trabalho socioeducativo, com distribuição gratuita e que se mantém com o auxílio de anunciantes.

Juliana com uma das suas maiores paixões, os animais 🙂

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