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Perfil | Márcia Menezes: Sem medo de inovar

3 de novembro de 2020

Há 29 anos no CTE, Márcia Menezes é arquiteta e urbanista formada pela FAU-USP, mestre em engenharia de produção pela Poli-USP. Atualmente na direção da Unidade de Inovação & Tecnologia, ela compartilha um pouco sobre sua evolução profissional nessa entrevista. Você verá uma trajetória que combina apreço pelo conhecimento, sensibilidade para compreender as necessidades das empresas, e uma boa dose de inquietude. Confira!

Conte-nos um pouco sobre o início de sua carreira. O que te levou à arquitetura?

Quando estava no colégio, fiz um teste vocacional que me recomendou seguir carreira na  engenharia ou na arquitetura. Ainda nessa época, fiz curso de auxiliar técnico em edificações. Foi quando comecei a me interessar por esse universo de plantas e projetos. Eu me formei na FAU-USP, mas sempre tive uma veia muito matemática e lógica. No terceiro ano, comecei a estagiar no IPT, na área de avaliação de sistemas construtivos.

Como o CTE entrou na sua vida?

Eu me formei em 1990, mesmo ano em que o CTE começou a ser criado. Foi uma época complicada porque havia o Plano Collor e ninguém tinha dinheiro para nada. Em 1991, o CTE iniciou um projeto grande de avaliação de sistemas construtivos para a prefeitura de Cubatão. Foi quando fui convidada para integrar a equipe, em um contrato de meio período.

Ao longo dessas quase três décadas muita coisa deve ter acontecido…

Sim! No começo a gente trabalhava com desempenho de sistemas construtivos. Depois começamos a atuar com gestão da qualidade e com gerenciamento. Ao longo dos anos, fomos desenvolvendo produtos e soluções. O CTE foi se fortalecendo e suas áreas foram se consolidando.

Como você evoluiu nesses anos nos âmbitos pessoal e profissional?

Nesse período eu me casei, tive uma filha que já tem 18 anos e está fazendo faculdade de arquitetura. Para me adaptar às demandas do mercado, fui realizando cursos de especialização em qualidade, mestrado em engenharia de produção, além de MBA em gestão de projetos e gestão ambiental, entre outros cursos.

Como você enxerga o CTE hoje?

Uma coisa que sempre esteve na nossa pauta foi a necessidade de mudar e melhorar o setor. Também temos uma questão de excelência. Somos muito exigentes com a gente mesmo e é isso que o mercado espera. Aliás, o mercado nos vê de um jeito muito singular, como uma empresa que combina a solidez do conhecimento acadêmico, com uma visão de mercado. Conseguimos ser ágeis nas respostas e compreender o que as empresas precisam.

“O mercado nos vê de um jeito muito singular, como uma empresa que combina a solidez do conhecimento acadêmico, com uma visão de mercado”.

Ao longo dos anos você trabalhou em quase todas as áreas do CTE, não é mesmo?

Toda vez que surge um projeto diferente, que não se encaixa em nenhuma área já estabelecida do CTE, ele cai na minha mão. Talvez seja porque eu tenha uma visão mais ampla e multidisciplinar. Talvez seja porque eu gosto de sair do meu quadrado e de me arriscar. É bastante desafiador desenvolver um projeto que explore produtos que ainda não existem. Mas, ao mesmo tempo, é bastante estimulante.

Márcia, em 2009, durante o Evento de Final do Ano do CTE

Sobre quais temas você tem se dedicado com mais ênfase no momento?

Há dois anos criamos a Unidade de Inovação & Tecnologia que tem se dedicado bastante às tecnologias construtivas e ao desenvolvimento de produtos ligados à gestão da inovação. Também estamos trabalhando com um assunto bastante quente, o ESG (environmental, social and corporate governance).

O que te dá mais satisfação nesse trabalho?

Com certeza a melhor parte é ajudar as empresas a se tornarem mais eficientes, a serem mais sustentáveis e a obterem melhores resultados. Notamos as construtoras melhorando e isso nos dá uma satisfação muito grande. Somos mais ou menos como um médico que ajuda a tratar as pessoas, sabe? Também é muito positivo interagir com tanta gente, com realidades diferentes. Criamos amizades e crescemos muito com isso. Por fim, o CTE nos dá a oportunidade de estar sempre trabalhando com assuntos novos. Não há espaço para tédio.

“Com certeza a melhor parte é ajudar as empresas a se tornarem mais eficientes, a serem mais sustentáveis e a obterem melhores resultados. Notamos as empresas melhorando e isso nos dá uma satisfação muito grande”.

Quais são as maiores dificuldades no dia a dia?

Um consultor precisa estabelecer uma relação de confiança com cliente. Novamente, há uma similaridade com a relação entre médico e paciente. Além disso, temos que estudar e nos atualizar o tempo inteiro. Mas o maior desafio talvez seja a necessidade de se reinventar constantemente porque as necessidades das empresas mudam e temos que buscar novos meios de agregar valor aos nossos clientes.

Que conselhos você pode dar para o profissional que está em início de carreira?

Uma empresa como o CTE é um jardim de oportunidades. Você pode entrar como estagiário e sair como diretor. Só que, para isso, as pessoas precisam se desenvolver e estudar muito. Não dá para ficar estagnado. Até porque o que vendemos é justamente o nosso conhecimento.

Márcia curtindo as férias junto com a sua família

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