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Atenção ao impacto social é uma das tendências ESG para 2022

7 de março de 2022

As rápidas transformações que as empresas vivenciaram desde o começo da pandemia de Covid-19 tiveram impacto em diferentes frentes, inclusive na percepção que gestores e investidores passaram a ter sobre seus próprios negócios. Se nos últimos anos já era claro que os princípios ESG (Environmental, Social, and Governance) vieram para ficar, agora eles parecem mais urgentes e necessários do que nunca. 

Diferentes índices foram criados para listar companhias alinhadas aos critérios ESG em suas operações. Em 2020, a B3 estabeleceu o Brasil ESG, em parceria com a S&P Dow Jones, composto por 96 companhias. Ele se soma a outros dois índices lançados anteriormente pela Bolsa: o ISE, voltado à sustentabilidade das empresas, e o ICO₂ (Índice de Carbono Eficiente).

Tal movimentação demonstra ampla disseminação dos princípios ESG entre os agentes do mercado. Para 2022, a expectativa é a de que esse movimento assuma protagonismo inédito em vários segmentos econômicos, sobretudo naqueles com impacto socioambiental elevado, como é o caso da cadeia da construção. 

A seguir elencamos algumas tendências relacionadas ao ESG que têm tudo para se consolidar em 2022:

Transparência e comprovação

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) criou uma norma para classificar fundos ESG, definindo um prazo para aqueles que utilizam termos como “sustentável” ou “verde” se adequarem aos novos critérios. O objetivo é refinar o conceito de sustentabilidade e garantir confiabilidade e transparência aos fundos que se apresentam como ESG. Agora, eles precisam apresentar documento público em que definem estratégia, governança e métricas que garantam que suas carteiras são realmente constituídas por negócios ESG.

Tal medida está repercutindo entre as companhias, instadas a também ampliar a transparência de seus fundamentos ESG. Não basta mais adotar algumas medidas aparentemente “verdes”. Em 2022, será mais necessário comprovar que as operações são consistentemente alinhadas aos princípios ESG.

Impacto social

A duradoura crise social causada pela pandemia, que continuará afetando o mundo em 2022, colocou as pessoas no centro das preocupações de gestores públicos e empresas. O reflexo disso para a adoção e consolidação dos critérios ESG por companhias é que o pilar S (social) deve assumir proeminência este ano.

Não se trata mais de demonstrar apenas que as atividades da companhia são “ecologicamente responsáveis”, sem considerar os impactos sociais dos negócios. Será preciso fortalecer as estratégias da empresa para lidar positivamente com as comunidades por ela atingidas, definindo mais claramente o propósito do negócio.

Novas oportunidades

O estabelecimento de critérios ESG mais sólidos têm criado um ambiente de novas oportunidades de investimento. Muitas empresas têm reconfigurado suas estratégias e operações para se encaixarem melhor nos novos modelos, estimulando inovação em procedimentos e produtos. Em 2022, temas como a economia circular e o uso mais racional de insumos continuarão tendo destaque na construção.

ESG para todos

Não apenas grandes companhias listadas na Bolsa devem aderir aos fundamentos ESG. Com a consolidação de tais conceitos, chegou a hora de empresas menores também reformularem suas estruturas e operações para adotar princípios de sustentabilidade socioambiental. Em 2022, esse movimento seguramente se expandirá, sendo importante também para a geração de novos negócios e para a captação de investimentos. Empresas pequenas e médias que não fizerem parte dele ficarão para trás. A capacitação de gestores em estratégia ESG será fundamental.

Pesquisas recentes demonstraram que os consumidores estão prestando mais atenção às práticas sociais e ambientais das empresas, sobretudo na hora de tomar a decisão por adquirir um produto ou serviço. Um trabalho desenvolvido em 2021 pela consultoria Walk The Talk by La Maison para avaliar o comportamento dos consumidores brasileiros reforça essa tese. No estudo, 94% dos entrevistados afirmaram acreditar que as empresas precisam fazer algo em prol do planeta e dos seres humanos. Em 2022, será mais comum que os clientes indaguem as empresas de construção sobre suas práticas ESG, o que trará impactos às vendas e à imagem das companhias.

O CTE desenvolve uma série de iniciativas para auxiliar o setor da construção na incorporação de princípios ESG. O programa de Capacitação de Empresas da Construção para atendimento aos requisitos do Sistema ESG é uma delas. Mais recentemente, o CTE lançou a AZO Empreendimentos ESG, joint venture com a Jensen Desenvolvimento Imobiliário dedicada à concepção, estruturação e governança de empreendimentos imobiliários alinhados aos princípios ESG. Entre em contato para saber mais sobre essas e outras atividades.

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