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E-book traz recomendações para as empresas enfrentarem os desafios em 2021

11 de dezembro de 2020

Após um ano atípico e transformador, que exigiu das empresas muita resiliência, o que esperar para 2021? Como aproveitar as oportunidades trazidas pelo novo ano?           

A diretoria do CTE se reuniu para responder essas perguntas, mapear oportunidades e traçar recomendações para uma jornada de sucesso no setor.  “Reunimos o nosso time para preparar um conjunto robusto de reflexões e práticas capazes de contribuir para a solidez dos negócios”, diz Roberto de Souza, CEO do CTE.          

Início de ciclo virtuoso

A baixa taxa de juros e o acesso mais fácil ao crédito são fatores que criam um ambiente favorável ao mercado imobiliário, com aumento do número de lançamentos e expansão dos negócios para renda. No setor de infraestrutura, o marco regulatório do saneamento e a revisão das leis de parcerias público-privadas e concessões também permitem vislumbrar um horizonte promissor para 2021.

Mas há ameaças capazes de gerar instabilidades. Entre elas, a dívida pública e a inflação em alta, as incertezas sobre a aprovação das reformas tributária e administrativa e o aumento do desemprego. Setorialmente, também há riscos. “A falta de qualificação de profissionais, o aumento dos custos dos insumos, a baixa industrialização e a pouca adesão às tecnologias digitais são algumas fragilidades”, cita Souza.

Qualidade crítica

Se por um lado o contexto aponta para o início de um período próspero, por outro, o aumento do volume e da complexidade das obras requer cautela, especialmente das áreas de gestão e qualidade.

“O aquecimento traz riscos como baixa eficiência dos processos de produção e problemas de desempenho no produto final, indutores de custos elevados de assistência técnica e de desgastes à imagem da construtora”, alerta Maurício Hino, diretor da Unidade de Qualidade e Desempenho do CTE. Daí a importância de controles que minimizem riscos de desconformidades e melhorem a qualidade. “As mudanças estão cada vez mais rápidas. As equipes de controle de qualidade precisam utilizar sistemas de gestão que acompanhem esse dinamismo”, acrescenta Hino.

Planejamento e gestão

O aumento da demanda, os problemas com a cadeia de suprimentos e as dificuldades para repassar o aumento dos custos de construção para o preço dos imóveis também enfatizam a necessidade de se investir em um bom planejamento.  “Diante do acirramento da competição, o planejamento e a gestão farão a diferença para a sobrevivência das empresas e sua expansão no mercado”, analisa Giancarlo De Filippi, diretor da unidade de Gestão do CTE.

Entre os pontos de atenção que ele destaca, estão a execução do planejamento com a incorporação de metodologias ágeis e a estruturação de modelos de negócios mais flexíveis, que permitam ampliar a equipe técnica de forma rápida, seja com pessoal próprio, seja com parceiros.

“Outra prática recomendada é a construção de parcerias com fornecedores, visando garantia de fornecimento, redução de custos, aumento da produtividade e minimização de riscos”, orienta De Filippi.

Sustentabilidade: foco em saúde e em ESG

Um movimento que vem ganhando corpo em vários setores da economia, e também na construção civil, é o ESG (Environmental, Social and Governance). Isso porque os detentores e gestores têm buscado alocar capital em empresas identificadas com governança e responsabilidade ambiental e social.

“A expectativa é que, para o ciclo que começa em 2021, os conceitos de ESG comecem a ser aplicados nos ativos imobiliários por meio do monitoramento dos indicadores ambientais, sociais e de governança”, aposta Wagner Oliveira, diretor da unidade de Operação Sustentável. Segundo ele, a redução de custos operacionais continuará a ser uma preocupação para os administradores. “Nesse contexto, sugerimos o uso de tecnologias embarcadas para elevar a eficiência e a revisão dos sistemas prediais para a nova realidade do mercado”, diz Oliveira.

Ainda no campo da sustentabilidade, a pandemia de Covid-19 acelerou processos que já estavam em curso, como a valorização da saúde e bem-estar nos espaços construídos. “Isso aponta para a necessidade de adotarmos práticas como aumento das taxas de renovação de ar, possibilidade de abertura de caixilhos, dispositivos touchless e monitoramento de qualidade do ar”, cita Rafael Lazzarini, diretor da unidade de sustentabilidade do CTE. Ele reforça que o cenário cria oportunidades para a adoção maior de certificações como Fitwell, Well e o Well Health Safety.

Em projetos de escala urbana e de infraestrutura, a pandemia também evidenciou a importância de temas como resiliência, saúde à população, economia colaborativa e equilíbrio com a natureza. “Para os próximos anos, vemos como tendências o aumento de estratégias como empreendimentos abertos que produzam alimentos (fazendas urbanas), a priorização da mobilidade ativa (ciclistas e pedestres), projetos mais preocupados com a qualidade do ar e da água, além da digitalização das cidades visando uma operação mais inteligente”, diz Myriam Tschiptschin, gestora da unidade de smart cities do CTE.

Industrialização, inovação e tecnologia

A análise do cenário setorial para o período que começa em 2021 indica que as obras terão cronogramas mais enxutos, seja em função do modelo de negócios, seja porque se tratam de imóveis para renda. Além disso, haverá um acirramento da competição entre as empresas com possível redução das margens de lucro.

“Atuar nesse contexto é muito complicado com sistemas construtivos artesanais”, diz Márcia Menezes, diretora da unidade de inovação e tecnologia. Por isso, segundo ela, o futuro aponta para tecnologias industrializadas e pré-montadas, que representam uma oportunidade para reduzir as atividades no canteiro e controlar melhor a qualidade.

Essa industrialização não precisa ser, necessariamente, disruptiva. Ela pode ocorrer em partes da obra, com a adoção de kits hidráulicos e elétricos de componentes pré-fabricados (escadas, vigas  de borda, pré-lajes, etc). “O mais importante é que haja uma mudança de mindset para que as empresas possam enxergar as possibilidades e oportunidades trazidas pela industrialização”, destaca Menezes.

Uma mudança na forma de pensar também é decisiva para que a inovação se torne uma ferramenta estratégica para as empresas. “Esse processo precisa começar com a identificação de quais dores precisam ser resolvidas e continua com a implantação de programas de criatividade, iniciativas de empreendedorismo interno e conexões com ecossistema de startups”, indica Menezes.

Transformação digital

Na construção civil, entre os diversos processos acelerados pela pandemia de Covid-19, a absorção de tecnologias digitais foi uma das mais impactantes, especialmente em áreas como marketing, vendas e jurídico. Soluções como assinatura digital de documentos e reuniões remotas foram implementadas de forma irreversível.

Segundo Roberto de Souza, esse processo deve continuar, especialmente com tecnologias como as ferramentas de marketing digital e a realidade virtual em substituição ao apartamento modelo. “Também nos canteiros de obras, há uma série de soluções que podem proporcionar segurança e eficiência. É o caso das catracas inteligentes para controle de acesso, e dos softwares para planejamento e controle de prazos e custos de obras”, menciona Souza.

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Esse post trouxe parte das recomendações dos diretores do CTE para as empresas da construção civil. Se quiser se aprofundar no assunto e obter mais dicas para enfrentar o que vem pela frente, não deixe de baixar o e-book  “Tendências e agenda 2021 para a construção civil”.

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