Agenda produtiva da construção

Qualificação profissional, planejamento e gestão das empresas e de seus empreendimentos fazem parte da Agenda Setorial proposta pelo CTE

 

No primeiro evento realizado pelo CTE em 2013,  Caminhos para o Planejamento, Gestão e Qualificação Profissional, alinhado à estruturação de uma Agenda Produtiva da Construção, 250 profissionais discutiram os principais desafios e caminhos o planejamento e a gestão de empresas e de obras e para a formação e qualificação de engenheiros, arquitetos, empreiteiros e profissionais da construção.

 

Os desafios quanto ao planejamento e gestão das empresas e de seus empreendimentos

Os resultados observados ao longo de seis anos (2006 a 2012), após a abertura de capital de grandes incorporadoras, que ampliaram significativamente seus negócios tanto em quantidade como em diversidade regional e tipologia, não foram tão satisfatórios quanto se acreditava no início do 'boom imobliário'.

A rentabilidade média (margem líquida) das 17 empresas incorporadoras de capital aberto caiu significativamente em 2012, o ROE (retorno sobre o capital) ficou abaixo da variação do CDI e o endividamento de grande parte das empresas é grande.

O crescimento acelerado do setor, sem uma visão ampla e em longo prazo, não foi acompanhado por investimentos no planejamento e na gestão das empresas e de seus empreendimentos. A queda da produtividade e o estouro de prazos e custos de obras impactaram negativamente o resultado dos empreendimentos e das empresas (não só as de capital aberto), e a queda da qualidade do produto final gerou prejuízos na imagem das incorporadoras perante os seus clientes finais.

Os desafios quanto à qualificação profissional

Os resultados insatisfatórios e a queda da produtividade do setor estão também diretamente ligados às deficiências na formação e qualificação em todas as faixas de profissionais da construção.

Há uma discrepância entre o que o mercado exige do profissional, seja ele de qualquer nível, e o conteúdo dos cursos de formação. Não há profissionais suficientes da construção civil que supram a demanda e os que estão no mercado muitas vezes não têm conhecimento e experiência para encarar os desafios da nova dinâmica do setor.

Hoje a necessidade vai além do conhecimento específico do engenheiro e arquiteto e passa por formação também generalista, com experiências vinculadas à capacidade de gestão, de inovação e relacionamento com pessoas.

Há falta de integração entre a universidade e o setor para formar engenheiros e arquitetos de acordo com as necessidades do mercado. A falta de qualificação também se estende entre os empreiteiros e profissionais de obras, que não foram formados ou atualizaram seu conhecimento e estão aquém das necessidades das empresas, que necessitam racionalizar e gerir a produção, aumentando assim a produtividade.

Caminhos apontados para a Agenda Produtiva da Construção

Para os debatedores do evento, ainda há um longo e trabalhoso percurso para que o mercado estabilize, as empresas gerem resultados mais consistentes e consigam manter um patamar de eficácia, produtividade e competividade.

Para enfrentamento dos desafios e demandas futuras do mercado, os debatedores apontaram caminhos para as empresas e setor, de modo que ações possam ser estruturadas para a Agenda Produtiva da Construção proposta este ano pelo CTE.

Para saber da Agenda Produtiva da Construção e dos Caminhos para o planejamento, gestão e qualificação profissional, acesse:  www.eventoscte.com.br/agenda-produtiva