Curtas da Construção

Caixa ainda tem 42 mil contratos ativos do 'Minha Casa Melhor' - Depois de três anos, a Caixa Econômica Federal ainda convive com os resquícios do programa Minha Casa Melhor, linha de crédito subsidiado para atender mutuários do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para compra de móveis e eletrodomésticos, com limite de R$ 5 mil. Criada em 2013 por medida provisória editada pela ex-presidente Dilma Rousseff, a linha foi suspensa dois anos depois, sendo que uma das justificativas dada na ocasião foi a elevada inadimplência. Segundo dados levantados pela Caixa a pedido do Valor, dos 710 mil contratos firmados nessa modalidade de crédito, com a liberação de R$ 3 bilhões, 42 mil continuam ativos, o que correspondem a R$ 28 milhões. (Valor, 11/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Vendas de materiais têm aumento de 1,2% até setembro - O faturamento das vendas consolidadas de materiais de construção teve crescimento real de 1,2% de janeiro a setembro, na comparação anual, conforme dados da Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat). O desempenho foi puxado pela comercialização de materiais da indústria para o varejo. A entidade mantém a expectativa de que o faturamento deflacionado crescerá 1,5% em 2018, interrompendo sequência de três quedas consecutivas. "O desempenho do setor será melhor em 2019 do que neste ano", afirma o presidente da Abramat, Rodrigo Navarro. Há expectativa, de acordo com o representante setorial, que haja continuidade da expansão da demanda de materiais para reforma, aumento na procura de produtos para edificações e, no segundo semestre, retomada das obras de infraestrutura. Navarro diz esperar que essa retomada ocorra seja qual for o novo presidente eleito - Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). (Valor, 11/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Fundo imobiliário ganha investidor e é boa opção - Os fundos imobiliários vêm ganhando maior destaque entre os brasileiros, mostrando-se uma boa opção de investimento no mercado financeiro, inclusive em cenários turbulentos, como o atual período eleitoral. De acordo com os dados mais recentes, em agosto de 2018, foram registrados 159 fundos na B3, avanço de 2,30% ante o mesmo período de 2017, que contabilizou 130 fundos. (DCI, 11/10/18)

Índice usado em contratos de aluguel acumula 10,99% em 12 meses - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 1,06% na primeira prévia de outubro deste ano. A taxa é superior ao 0,79% da primeira prévia de setembro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado da prévia, o IGP-M acumula taxas de inflação de 9,44% no ano e de 10,99% em 12 meses. A alta de setembro para outubro foi provocada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, passou de 1,2% na prévia de setembro para 1,4% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, registrou uma inflação de 0,44% na prévia de outubro, ante uma deflação (queda de preços) de 0,04% no mês anterior. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu de 0,1% em setembro para 0,31% em outubro. (Diário de Pernambuco, 11/10/18)

MRV prevê 'volume grande' de lançamentos no 4 tri - A MRV Engenharia terá "volume muito grande de lançamentos" no quarto trimestre e mantém a expectativa que o Valor Geral de Vendas (VGV) apresentado no acumulado deste ano vai superar o de 2017, de acordo com o diretor executivo de finanças, Leonardo Corrêa. A empresa tem 81% dos alvarás necessários para fechar o ano com 50 mil unidades. No terceiro trimestre, o VGV lançado pela MRV aumentou 18,5%, na comparação anual, para R$ 1,675 bilhão. Poderia ter havido mais lançamentos se não fossem atrasos na liberação de licenças de projetos por parte de algumas prefeituras e o período eleitoral, segundo Corrêa. Os distratos aumentaram 5,5%, para R$ 279 milhões. A MRV gerou caixa de R$ 233 milhões no terceiro trimestre e de R$ 421 milhões no acumulado de janeiro a setembro. Em nove meses, houve aumento de 5,9% dos lançamentos, para R$ 4,19 bilhões. As vendas líquidas cresceram 5,3%, para R$ 3,68 bilhões até setembro. Os distratos da incorporadora caíram 3,4%, para R$ 790 milhões. Assim como ocorreu há um ano, tem faltado recursos do FGTS para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, o que leva à necessidade de remanejamento de outros estados e outras finalidades a que se destina o fundo.  (Valor, 10/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Votorantim vai seguir com estratégia de diversificação - Em uma ação defensiva, a Votorantim Cimentos vai manter a estratégia de diversificação geográfica de suas operações e também do portfólio de negócios. Foi isso, afirma o presidente da cimenteira, Walter Dissinger, que garantiu à empresa equilíbrio nos momentos de crise nos mercados em que atua, principalmente no Brasil, a partir de 2015. O país tem um peso grande nos seus resultados: da capacidade instalada de produção, dois terços estão aqui, onde é líder de mercado com mais de 30%. Em entrevista ao Valor, pouco antes de se reunir com líderes da empresa para definir o planejamento estratégico dos próximos cinco anos, o executivo disse que o modelo de diversificação da VC buscou proteção contra a imprevisibilidade dos mercados, tanto no Brasil como no exterior. Agora, Estados Unidos estão bem. Europa e África, de maneira geral, também. O Brasil vive quatro anos de forte retração. Antes, foi o contrário. "Como trabalhar e crescer em cenários assim?", diz. (Valor, 10/10/18). Leia mais no Valor Econômico

VC assume fábrica da Ceme - A VC, líder no mercado brasileiro de cimento e outros materiais de construção, acaba de chegar a um mercado aonde não tinha presença - o do Estado do Amazonas. E por tabela, também ao de Roraima. A empresa vai disputar vendas anuais estimadas em 1 milhão de toneladas. Com a aprovação do Cade, órgão antitruste do nacional, a empresa adquiriu as instalações de beneficiamento e portuárias da mexicana Cemex na cidade de Manaus. Recebeu também o sinal verde da Antaq, agência reguladora de transportes aquaviários. O valor aplicado no negócio, informou Walter Dissinger, presidente da VC, será de R$ 120 milhões - inclui a aquisição e investimentos novos nas instalações. A cimenteira ficará capacitada a comercializar 300 mil toneladas ao ano, competindo com outros fabricantes locais e também com material importado.(Valor, 10/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Setor imobiliário pede clareza em propostas econômicas de Bolsonaro e Haddad - Os empresários do setor da construção esperam dos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) que demonstrem mais clareza em suas propostas na esfera econômica durante o segundo turno, principalmente em temas como as reformas tributária e da previdência, além das medidas para incentivo ao mercado imobiliário. "Esperamos que os candidatos sejam capazes de apresentar suas agendas de forma clara, para restabelecer a confiança da sociedade brasileira e da indústria imobiliária", afirmou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. "A confiança ficou perdida nos últimos anos diante das incertezas políticas e da volatilidade econômica", completou. Amary lembrou que o presidente Michel Temer citou que pretende buscar a aprovação da reforma da previdência ainda neste ano, em votação no Congresso após as eleições, o que, na sua opinião, deveria ter o apoio de Bolsonaro e Haddad. "É importante que ambos os candidatos declarem que gostariam que isso foi feito", defendeu o dirigente. "Não precisa esperar o início do novo mandato", emendou. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, disse estar seguro de que as reformas serão levadas adiante por qualquer um dos candidatos. "O Brasil ficará ingovernável sem o reequilíbrio das contas públicas. Não é questão de candidato A ou B. O País depende disso", frisou. França disse também que espera andamento nas discussões para aprovação do projeto de lei que regulamente os distratos. O projeto já foi aprovado na Câmara e aguarda votação no Senado. "Ambos os candidatos entendem que o problema do distrato é associado ao da insegurança jurídica. Acredito que isso estará na agenda de qualquer um deles. Sem isso, o setor não conseguirá ajudar na retomada da geração de emprego", apontou França. (IstoÉ, 10/10/18)

Imóveis próximos a áreas de conflito perdem valor no Rio de Janeiro - O enfraquecimento na política de pacificação de comunidades no Rio de Janeiro tem afetado o mercado imobiliário. Imóveis vizinhos a áreas com conflitos estão perdendo valor. De acordo com um levantamento do Sindicato da Habitação, nos últimos anos, os valores dos aluguéis no rio reduziram em média 30%, retornando ao patamar de 2011. Veja a reportagem completa no portal EBC. (TV Brasil, 10/10/18)

Ranking - O BR Partners, do banqueiro Ricardo Lacerda, assumiu a liderança na originação e distribuição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) nos últimos 12 meses, com R$ 1,3 bilhão, conforme o ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O feito ocorre após investimento em uma área focada na estruturação e oferta de produtos relacionados ao crédito imobiliário. Ao contrário dos grandes bancos e corretoras, que encarteiram a maior parte das operações, o BR Partners foca na intermediação com investidores, incluindo fundos soberanos, institucionais e de alta renda. (O Estado de S. Paulo, 10/10/18)

CVM inicia processo para reduzir custo regulatório - A primeira fase do projeto de redução dos chamados custos de observância da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) prevê alterações em 14 normas, além da revogação integral de outras quatro. A autarquia pretende eliminar redundâncias em suas regras e desburocratizar algumas obrigações de seus regulados. A audiência pública, cujas propostas o Valor teve acesso, tem início nesta quarta e vai até 1 de novembro. O tema é a principal bandeira do mandato do presidente Marcelo Barbosa, desde que assumiu a autarquia no ano passado. "Quando regulamos o mercado, precisamos buscar um equilíbrio. Existe, de um lado, um dever do regulador de garantir transparência e, ao mesmo tempo, a proteção para o investidor. Também temos um dever de não tornar o custo de observância da regra excessivo", disse ao Valor. Boa parte das sugestões apresentadas na minuta da CVM é de natureza procedimental. Em algumas regras, o objetivo é atualizar e alinhar dispositivos às normas dos fundos de investimento, a exemplo dos fundos FMP-FGTS, regidos pela instrução 279. Já para os fundos imobiliários (instrução 472), a proposta é alinhar a dinâmica de alterações do regulamento com o previsto nas regras dos fundos de investimento. (Valor, 10/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Fundos imobiliários - A XP Investimentos zerou as taxas de corretagem para fundos imobiliários nas plataformas de autoatendimento e home broker. A iniciativa diminui os custos de quem negocia cotas do gênero. Antes de zerar as taxas, o custo variava, conforme o site da XP, de R$ 8, para ordens até R$ 10 mil, a R$ 18,90 para ordens de "swing trade" via plataforma. (Valor, 09/10/18). Leia mais no Valor Econômico