Curtas da Construção

Analistas veem aumento de risco com mudanças na direção da Gafisa - As mudanças anunciadas na diretoria da Gafisa na sexta-feira (28) foram vistas por analistas do mercado como um elemento de risco extra às ações da companhia. A leitura é de que o ajuste é necessário, mas a inexperiência da nova administração pode pesar contra. Na sexta, a incorporadora anunciou a saída de seu presidente, Sandro Gamba. Além dele, saíram também o diretor financeiro e de relações com investidores, Carlos Eduardo Moraes Calheiros, e o diretor operacional, Gerson Cohen. A mudança era defendida pela gestora GWI, maior acionista da companhia, e que assumiu o comando do conselho de administração em 25 de setembro. Atualmente, a GWI possui cinco dos sete assentos do colegiado. (Valor, 02/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Queiroz Galvão faz nova tentativa de renegociar dívida - Os bancos aumentaram a pressão sobre o grupo Queiroz Galvão numa renegociação de R$ 10 bilhões em dívidas que já se arrasta há um ano e meio. Enquanto isso, a controlada Queiroz Galvão Oléo e Gás (QGOG) Constellation mantém conversas com detentores de bônus e tenta adiar obrigações de curto prazo. Se não chegar a um acordo com os credores, o grupo - envolvido na Operação Lava-Jato - caminha para recuperação judicial. (Valor, 02/10/18). Leia mais no Valor Econômico

STJ julgará primeiro recurso repetitivo proveniente de IRDR - A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) admitiu o Recurso Especial 1.729.593 para ser julgado sob o rito dos recursos repetitivos. É o primeiro caso de recurso especial repetitivo oriundo de um julgamento de Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), instituto criado pelo Código de Processo Civil (CPC) de 2015 para solução de controvérsias jurídicas que se multiplicam em grande número de processos no âmbito dos tribunais de segunda instância. Algumas teses em discussão se referem ao atraso na entrega de imóveis. (Valor, 03/10/18). Leia mais no Valor Econômico

Decisão do Cade destrava investimentos da Logum - Concebido na época do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o etanolduto poderá enfim receber financiamento e expandir seu traçado, após três anos de paralisia nas obras. Conforme despacho publicado ontem, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval à reorganização societária que tira  do quadro de acionistas da Logum Logística, responsável pelo projeto, a Odebrecht Transport Participações e a Camargo Corrêa, conforme exigência do BNDES. (Valor, 03/10/18). Leia mais no Valor Econômico 

Amazon investe em start-up para a construção de casas pré-fabricadas inteligentes - Como seu primeiro passo em direção à construção pré-fabricada, a Amazon investiu na start-up Plant PreFab. Conhecida pela tecnologia residencial inteligente e pelas abordagens sustentáveis, a empresa está prestes a ingressar no sistema de casas integradas à Alexa da Amazon. Segundo a CNBC, o Alexa Fund da Amazon investiu na Plant PreFab para suas casas pré-fabricadas uni e multifamiliares - dando sequência ao plano de usar a automação para construir residências mais rapidamente e a custos mais baixos. A Amazon é uma das investidoras que estão injetando US$ 6,7 milhões na Plant PreFab para a construção da Série A de casas pré-fabricadas. A estratégia pretende dar suporte a outras iniciativas maiores da Amazon, e já no mês passado lançou mais de uma dúzia de casas inteligentes integradas à tecnologia Alexa. A start-up Plant PreFab tem sede em Rialto, Califórnia, e já estabeleceu parcerias com arquitetos e designers como Ray Kappe, Kieran Timberlake e Yves Behar. A Prefab acredita que as casas pré-fabricadas podem abordar os novos sistemas de construção e acessibilidade através da automação. Eles afirmam ser a primeira fábrica do país com foco em construção, materiais, processos e operações sustentáveis, reduzindo o tempo de construção em 50% e os custos entre 10% e 25% nas principais cidades. "Queremos tornar o processo de construção de uma casa muito mais fácil, rápido e barato nas grandes cidades", diz Steve Glenn, CEO da Plant Prefab. "E parte desse esforço envolve garantir que nossas casas atendam às necessidades de estilo de vida de nossos clientes, e garantir maior integração com sistemas inteligentes faz parte disso. A Amazon é certamente líder nesse campo e esperamos aprender muito com eles." Embora a Amazon já tenha um acordo para incorporar o sistema Alexa nos projetos da Lennar, a maior construtora dos EUA, a nova adição da Plant PreFab poderia moldar dramaticamente o futuro da integração de casas inteligentes da Amazon. (ArchDaily Brasil, 04/10/18)

Duas em cada 10 PPPs fracassam, diz consultoria - Quase 2 em cada 10 projetos de PPP (Parceria Público-Privada) no Brasil fracassam após a assinatura, segundo a consultoria Radar PPP. Dos 107 contratos já firmados por estados ou municípios, 13 caducaram, foram suspensos pela Justiça ou por um tribunal de contas. Outros sete são considerados problemáticos, como a licitação de iluminação pública em São Paulo ou do Maracanã, no Rio de Janeiro. Experiências ruins ocorrem principalmente devido a três motivos, segundo Carlos Ari Sundfeld, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas). "Houve o uso de PPP em casos que não deveriam ser priorizados, como o dos estádios; a dificuldade do poder público em cumprir sua parte; e os problemas de governança das empresas que dominam o mercado de grandes obras". "O modelo é algo recente e há uma curva de aprendizagem para governo, iniciativa privada e órgãos de controle", diz Sandro Cabral, do Insper. "Uma das sugestões é envolver os atores com poder de veto desde o início da modelagem dos contratos. Muitas vezes um tribunal de contas, por exemplo, só é inserido ou se manifesta depois que a parceria está estruturada." O mais comum são iniciativas que fracassam antes mesmo do acordo ser celebrado, segundo Mário Engler, diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias e professor da FGV. "Há um desalinhamento entre as agendas políticas e técnicas. Para estruturar um bom projeto de PPP leva pelo menos dois anos, um prazo muito longo se considerarmos que o primeiro é de transição e o último, é eleitoral." (Folha de S. Paulo, 02/10/18)

Moradia - Levantamento realizado pelo Mercado Livre. As buscas por apartamentos para locação cresceram 41% em agosto, na relação anual. Já as buscas por casas para locação subiram 39% na mesma base de comparação. (O Estado de S. Paulo, 02/10/18)

Preço de imóvel cai, mas Rio continua caro - Os preços de venda de imóveis no Rio continuam caindo, de acordo com pesquisa mensal do FipeZap. Mesmo com redução de 0,35% no mês passado, a cidade voltou a ter o metro quadrado mais caro do país, chegando a R$9.461. Niterói ficou com o quarto lugar, com custo de R$7.106/m². Especialistas acreditam que a alta ainda é reflexo da especulação na época nos grandes eventos. No ranking por bairros, o Leblon permanece como o mais caro para se morar, com R$ 20.462 o metro quadrado; em seguida vem Ipanema, com R$ 18.955. Na Lagoa, em terceiro, o carioca paga R$ 16.216/m². Na tabela dos mais baratos da cidade, o preços mais baixos estão na Pavuna, com R$ 2.346, e em Coelho Neto, com R$ 2.358. Thiago Neves, da Sylvio Capanema Advogados Associados, explica que a redução da média é resultado da crise e baixa procura. Porém, a cidade se mantém cara ainda como consequência dos período dos grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. "Isso levou a um aumento acima da média do valor dos imóveis, e mesmo com a queda decorrente da crise econômica do país, isso ainda não foi suficiente para trazer os preços dos imóveis na cidade à normalidade", afirma o especialista. No Zap Imóveis, um apartamento de 51m² no Leblon, por exemplo, chega custar R$ 1,049 milhão, com apenas um quarto. Quem estiver disposto a pagar mais por espaço, precisa ter pelo menos R$ 2 milhões se quiser morar em Ipanema em imóvel com 80m². Já na Zona Norte, apartamento na Pavuna, de tamanho semelhante ao do Leblon, custa R$ 129 mil, com dois quartos. Em Coelho Neto, unidade de 97m², também com dois quartos, sai a R$ 170 mil. (O Dia, 04/10/18)

Preço dos imóveis tem queda real de 4,54% nos últimos 12 meses - O preço médio dos imóveis residenciais teve queda real de 4,54% nos últimos 12 meses encerrados em setembro, segundo o Índice FipeZap. O indicador monitora o preço de imóveis anunciados para venda em 20 cidades brasileiras. Isso porque, no período, a desvalorização acumulada dos imóveis foi de 0,28%, enquanto a inflação acumulada foi de 4,45%. Vale destacar que a queda real não é obtida com uma simples subtração. Para realizar o cálculo, é preciso dividir a oscilação dos preços pela variação da inflação. Em setembro, os preços ficaram praticamente estáveis em relação a agosto, registrando variação de 0,03%. No ano, o preço médio dos imóveis acumulou queda de 0,32%. O comportamento dos preços dos imóveis em setembro não foi homogêneo entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZap. Das 20 cidades monitoradas, 8 registraram aumento de preço acima de 0,1%. As altas mais expressivas foram observadas em Florianópolis (0,55%), Salvador (0,49%) e Santos (0,36%). Por outro lado, as maiores quedas foram registradas em Porto Alegre (-0,36%), Rio de Janeiro (-0,35%) e Curitiba (-0,26%). Em setembro, o valor médio de venda dos imóveis residenciais foi de 7.525 reais por metro quadrado. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade com o metro quadrado mais elevado do país (R$ 9.461), seguida por São Paulo (R$ 8.806) e pelo Distrito Federal (R$ 7.787). (Exame, 03/10/18)

Enquanto uns choram, eles constroem -A queda do setor de óleo e gás, no Rio de Janeiro, nos últimos quatro anos teve um efeito direto no mercado imobiliário da cidade. E quem aproveitou essa onda foi a Regus, uma das maiores empresas de locação de escritórios compartilhados. Em março do ano passado, a companhia contava com nove unidades e 25 mil metros quadrados locáveis na capital fluminense. Hoje, ela tem 21 unidades e 65 mil metros quadrados locáveis. "Aproveitamos a crise para entrar em espaços onde não conseguíamos", diz Tiago Alves, CEO da Regus. "E agora o setor de óleo e gás está voltando a alugar." (IstoÉ Dinheiro, 03/10/18)

Taxa de cadastro para financiamento de imóveis pode ser proibida - O projeto de lei (PLS 464/2012) em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) proíbe os bancos de cobrarem a taxa de cadastro em contratos de financiamento de compra e venda de imóveis. A tarifa foi considerada legítima pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2013. Segundo a proposta, o pagamento exigido para cobrir os custos com pesquisas sobre a situação financeira dos clientes é abusivo e questionado em várias ações na Justiça. (Senado Federal, 02/10/18)

Medida Provisória transfere 3,8 mil imóveis do INSS para a União - O Governo Federal publicou a Medida Provisória 852/18, que transfere para a União cerca de 3,8 mil imóveis do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida também extingue o Fundo Contingente da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), liberando cerca de R$ 1,4 bilhão em imóveis que poderão ser comercializados. As unidades serão administradas pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a transferência desses imóveis não operacionais do INSS, com valor estimado em R$ 6 bilhões, "auxiliará na redução do déficit previdenciário, com a amortização das dívidas do fundo com o Tesouro Nacional". Já os imóveis da extinta RFFSA poderão ser vendidos, doados ou cedidos pela SPU para uso em obras de infraestrutura, saúde e educação em municípios e para programas sociais, como o Minha Casa, Minha Vida. A medida também facilita a regularização da ocupação de áreas da União por entidades desportivas. De acordo com o texto, as entidades com ocupações anteriores a data da promulgação da Constituição Federal (5 de outubro de 1988), terão até 50% de desconto para saldar seus débitos. A previsão é alcançar 385 imóveis em todo o País, cujas dívidas com a União chegam a R$ 13,7 milhões. O Ministério do Planejamento aponta ainda que "para auxiliar na gestão do patrimônio da União, será possível à SPU contratar instituições financeiras oficiais e empresas privadas que ficarão responsáveis pela constituição, administração e gestão de fundo de investimento imobiliário". A Medida Provisória 852/18 está em tramitação e passará por análise de uma comissão mista. O texto aprovado na comissão será votado posteriormente nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado. (AECweb, 03/10/18)

Casa de leilão inglesa Sotheby's vai fechar seu escritório em São Paulo - A casa de leilão inglesa Sotheby's vai fechar seu escritório em São Paulo. O local foi inaugurado em 2011 e era um dos mais produtivos da América Latina. Agora as operações serão concentradas no Rio de Janeiro, onde mora Kátia Mindlin Leite-Barbosa, presidente-administradora da Sotheby's no Brasil. Segundo Kátia, a decisão foi estratégica e a mudança não afetará o funcionamento da empresa no Brasil. "Estamos bem posicionados para atender às necessidades de nossos clientes ao redor do país", diz ela. A escolha de fechar o escritório paulista pode ser revista pela empresa em cerca de dois anos. (Folha de S. Paulo, 02/10/18)

Sobra emoção e falta conhecimento no mercado imobiliário, diz especialista -Acesso a imóveis de alto padrão, dezenas de inquilinos, gestão profissional, diversificação, transparência e segurança jurídica. Essas são algumas das vantagens dos fundos imobiliários, na comparação com imóveis físicos. O tema foi abordado no programa quinzenal Mercado Imobiliário, na InfoMoney TV, exibido nesta segunda-feira (1º). O titular do programa, o incorporador Ricardo Reis, recebeu Arthur Moraes, professor de finanças do InfoMoney e autor do curso Viva de Renda com Fundos Imobiliários. A conversa girou em torno da necessidade de conhecimento para investir em imóveis, sejam eles físicos ou por meio de fundos imobiliários (FIIs). "É uma forma coletiva de investir, com gestão profissional", destacou Moraes. No caso dos fundos, outra diferença - e que acaba sendo uma vantagem - é que são disponibilizadas cotas para um grupo de investidores, enquanto imóveis físicos demandam juntar dinheiro e situações de endividamento por parte de um único indivíduo. "O que a gente vê no mercado imobiliário é muita emoção, muito empirismo e pouca ciência", afirmou Arthur Moraes, acrescentando que "errar nesse mercado custa caríssimo". Veja aqui o programa completo. (Infomoney, 02/10/18)

Menos é mais - A Empresta Capital, instituição de microfinanças de Ricardo Assaf, também presidente da Associação Brasileira das Sociedades de Microcrédito (ABSCM), prevê alta de 40% nos créditos concedidos neste ano, para R$ 56 milhões ante 2017, quando liberou R$ 40 milhões. Para atingir a meta, tem ampliado a oferta de recursos em regiões menos desenvolvidas do País e em setores como o hoteleiro e de flats, além de empreendedores sociais. Com este foco, a Empresta calcula avanço de 25% em seu faturamento, para R$ 29 milhões este ano. O tíquete médio dos empréstimos tomados via a plataforma é de aproximadamente R$ 4 mil. (O Estado de S. Paulo, 03/10/18)

Minoria aplica com horizonte de longo prazo - O investidor brasileiro, além de aplicar seu dinheiro de maneira conservadora, tem como foco principalmente o curto prazo, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), realizada em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo o estudo, apenas 27% das pessoas têm investimentos há mais de cinco anos. Os tipos de investimentos mais conhecidos são poupança, previdência privada e os títulos de capitalização. O que a pesquisa também notou é que são tratados como investimento itens que não oferecem nenhuma rentabilidade. É o caso de carro para uso próprio, imóveis para moradia, e produtos como títulos de capitalização. (Valor, 02/10/18). Leia mais no Valor Econômico

BNDES, IFC e BID Invest criam fundo de crédito de R$ 1,2 bi - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) fechou, em parceria com outros bancos de fomento, fundos de pensão e investidores privados, aporte de R$ 1,2 bilhão em um fundo de investimento em direitos creditórios (FDIC) na área de crédito corporativo. O objetivo do fundo, cujo gestor é o Pátria, é conceder crédito de longo prazo, de até sete anos, para empresas de médio porte (faturamento anual de até R$ 1,5 bilhão) que ainda não têm acesso ao mercado de capitais. As empresas poderão usar esses recursos para investimento ou capital de giro. (Valor, 04/10/18). Leia mais no Valor Econômico

EUA aprovam US$ 60 bi para infraestrutura no exterior - O Senado dos EUA aprovou um projeto de lei que cria uma agência com US$ 60 bilhões para investir em países em desenvolvimento como uma forma de se contrapor à crescente influência global da China. Numa rara demonstração de espírito bipartidário, o Senado aprovou ontem, por 93 votos a 6, a Lei de Melhor Uso de Investimentos para o Desenvolvimento (Build, na sigla em inglês). A proposta, que foi incluída em um projeto de lei que mantém em vigor a Administração Federal de Aviação, pode chegar à mesa do presidente Donald Trump amanhã, segundo fontes bem informadas sobre seu progresso. A Casa Branca já indicou que Trump vai sancioná-lo. A Lei Build foi apresentada como sendo vital para se contrapor ao que tem sido descrito como a "diplomacia da armadilha da dívida" da China - enganar países em desenvolvimento ao enchê-los de empréstimos impagáveis. (Valor, 04/10/18). Leia mais no Valor Econômico