Curtas da Construção

'Minha Casa' tem menor verba desde 2009 - Com a forte restrição fiscal, os recursos públicos destinados ao atendimento de famílias de baixa renda do programa Minha Casa, Minha Vida estão minguando. Encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, a proposta de Orçamento para 2019 prevê a destinação de R$ 4,6 bilhões para o principal programa habitacional do país, o menor patamar já proposto desde 2009, quando o MCMV foi lançado. O ministro das Cidades, Alexandre Baldy, disse ao Valor que vai atuar com os parlamentares para elevar os recursos para o programa no ano que vem, assim como fez em 2017. (Valor, 10/09/18). Leia mais no Valor Econômico

Mercado imobiliário rural resiste à crise - A fazenda de Gilberto Reis tem água à vontade para os animais, pasto verdinho na maior parte do ano e curral para tocar a criação de gado. Tudo isso ajuda a valorizar a propriedade, que fica no município de Pompeia (SP). Depois de anos lidando com a pecuária, ele resolveu diminuir o ritmo. Gilberto lembra que uma fazenda exige muita dedicação e que, pra ele, está na hora do descanso. Interessados não devem faltar. O corretor de imóveis Luís Antônio Borghette diz que, nos últimos dois anos, o aumento na venda de propriedades rurais foi de 40%. Mas quem quiser ficar com a propriedade pode ter certeza que não vai ter vida fácil para convencer o Gilberto e que irá precisar mais do que dinheiro para levar o pedaço de terra. Ele quer vender para alguém que seja do ramo, que cuide bem do imóvel e que não tenha interesse em revender. O zootecnista Cledson Augusto Garcia diz que a vocação de Marília (SP) para a criação de rebanhos beneficia os negócios. Além disso, o fato do relevo não favorecer muitas atividades agrícolas também tem uma influência grande a favor da pecuária. E para quem gosta do campo, seja para passar os fins de semana ou morar, há ainda a opção de investir em chácaras. Em Marília, quase todas as 100 unidades de um loteamento foram vendidas em menos de um ano. O corretor Edson Moreira diz que a terra é um ótimo investimento, que se destaca pela segurança e valorização. A comerciante Silene Aparecida Amadeu comprou uma chácara há um ano e meio. A construção da casa está avançada e tudo é feito com bastante carinho, com a vontade de quem quer viver num ambiente de muito verde e sossego. (G1, 10/09/18)

Antes das eleições - O número de lançamentos de PPPs (parcerias público-privadas) neste ano subiu 8% em relação a 2017, puxado principalmente por contratos de iluminação pública de municípios. Os dados são da Radar PPP e são comparações do período de janeiro a agosto. Os editais variam muito de acordo com o calendário político, e faz sentido comparar a quantidade de parcerias publicadas há quatro anos, segundo Guilherme Naves, um dos sócios da Radar PPP. "No último ano de eleições para presidente e governador, 2014, foram lançadas 72 PPPs antes do começo da campanha. Neste ano foram 203." A alta evidencia que as parcerias têm sido uma ferramenta de financiamento à infraestrutura em um momento de restrição fiscal, de acordo com Naves. O segmento de iluminação não é o que tem mais contratos, mas nesse setor o número aumentou de 2010 para cá, depois de uma resolução da Aneel que passou a obrigação às prefeituras. (Folha de S.Paulo, 09/09/18)

Preços ficam estáveis - O preço médio dos imóveis residenciais teve variação negativa de 0,06%, chegando a R$ 7.529/m² na passagem de julho para agosto, segundo pesquisa da Fipe feita com base nos anúncios de 20 cidades no site Zap. No acumulado do ano, os preços caíram 0,29% e recuaram 0,32% nos últimos 12 meses. Em agosto, apenas 9 das 20 cidades tiveram alta nos preços: Goiânia (0,30%), Salvador (0,26%), Recife (0,15%) e Belo Horizonte (0,10%). Em 11, foi registrada baixa: São Paulo (0,01%), Rio (0,19%), Curitiba (0,20%), Porto Alegre (0,40%) e Florianópolis (0,49%). O Rio se manteve como a cidade com o preço mais alto do País (R$ 9.494/m²), seguida por São Paulo (R$ 8.796/m²). (O Estado de S.Paulo, 09/09/18)

Venda de material de construção - Dados da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção mostram que o varejo de material de construção cresceu 5% em agosto, na comparação com julho. Em relação a 2017, o setor teve alta de 4%. (O Globo, 09/09/18)

Cidades mais inteligentes - O primeiro lugar no Ranking Connected Smart Cities 2018, principal estudo sobre o tema do país realizado pela Urban Systems, em parceria com a Sator, ficou com Curitiba (PR), seguida por São Paulo (SP), Vitória (ES), Campinas (SP), Florianópolis (SC), Rio (RJ), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Santos (SP) e Niterói (RJ), na décima colocação. O levantamento conta com a participação de cerca de 700 cidades, que são analisadas a partir de 70 indicadores divididos em 11 eixos - Mobilidade e Acessibilidade, Urbanismo, Meio Ambiente, Energia, Tecnologia e Inovação, Economia, Educação, Saúde, Segurança, Empreendedorismo e Governança. (O Globo, 09/09/18)

Acessibilidade na lei - Com a regulamentação da Lei Brasileira de Inclusão (LBI), os novos condomínios terão que incorporar recursos de acessibilidade nas áreas comuns. O prazo, que começou a valer a partir de julho, deve ser cumprido até janeiro de 2020. Para os moradores de novos prédios, as mudanças podem ocorrer de acordo com a condição do comprador. "Para isso, basta um requerimento por escrito do adquirente antes do início das obras", explica o advogado Leandro Sender. O decreto proíbe que as construtoras e incorporadoras cobrem taxas adicionais pelo serviço de adaptação das moradias. Caso não ocorra o cumprimento no prazo legal, o infrator estará sujeito a sofrer penalidades legais. "A pessoa com deficiência poderá ingressar na Justiça, requerendo o cumprimento do estabelecido no decreto, sob pena de multa diária", complementa o advogado. A lei diz que os condomínios deverão reservar 2% das vagas de garagem para veículos que transportem pessoas com deficiência. Essas vagas devem ser localizadas próximo a rotas acessíveis. Em nota, a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias informou que ficou satisfeita com a regulamentação, pois normatiza a ação das incorporadoras e construtoras, proporcionando segurança jurídica. Para o arquiteto Fernando Santos, a lei também abre a possibilidade para que os condomínios passem a adotar outras medidas, como piso tátil e comunicação em braile."O tempo das obras será proporcional à complexidade da adequação. É importante contar com o apoio de profissionais para que as adequações sejam feitas conforme as especificações da norma NBR 9050", explica. (Meia Hora, 08/09/18)

Inovação é cartão de visita para empreendimentos - Inovação em matéria de hotelaria é adubo para muitos campos. Ela pode casar com a tecnologia e gerar quartos inteligentes; pode fazer par com a sustentabilidade e poupar os recursos naturais; pode buscar o encantamento arquitetônico e flertar com o belo e pode cortejar a história, sobrepujando-a para congelar ares do passado. No Brasil, alguns empreendimentos hoteleiros estão em sintonia com as tendências atuais mais arrojadas e buscam implementar atividades de menor impacto sobre o ambiente, uma das principais tônicas mundiais.(Valor, 06/09/18). Leia mais no Valor Econômico

IPTU Verde beneficiou 82 donos de imóveis desde 2013 - A isenção de 15% até 100% no valor do IPTU para imóveis em áreas de preservação ambiental atingiu somente 82 propriedades em Campinas, São paulo, desde 2013, início do atual governo municipal. A isenção é prevista pelo BAV (Banco de Áreas Verdes), criado em 2010. O abatimento do imposto foi uma ferramenta criada pela Prefeitura de Campinas para que os donos de imóveis em áreas ambientais se comprometam com a preservação, recuperação e conservação desses locais. (A CidadeOn, 06/09/18)

Assinada ordem de serviço para a construção de casas populares em Fernando de Noronha - O administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, assinou no final da tarde desta quarta-feira (5), a ordem de serviço para a construção de 26 casas populares na ilha. Cada habitação vai custar 194 mil reais, totalizando cerca de cinco milhões na obra. “Nós vamos fazer essas casas com recursos próprios, fizemos um planejamento financeiro e constatamos que era possível fazer a obra e não tivemos dúvida em autorizar o serviço. A nossa expectativa é começar a construção dentro de 15 dias e concluir o trabalho em seis meses”, afirmou o administrador Guilherme Rocha. Duas áreas serão utilizadas para a construção, um total de 16 residências serão erguidas no bairro da Floresta Velha, atrás da Escola Arquipélago, e dez unidades habitacionais vão ser construídas na Floresta Nova, nas proximidades do Hospital São Lucas. “As casas terão 60 metros quadrados, o imóvel vai ter sala, dois quatros, banheiro, terraço e área de serviço. Elas estarão prontas, caso o contemplado tenha necessidades especiais, como cadeirantes. As habitações serão feitas em material pré-moldado, o que deve tornar a obra mais rápida”, falou o diretor de infraestrutura insular, João Rocha. As casas populares serão destinadas aos moradores de Noronha com baixa renda. A Administração da Ilha vai analisar a relação de inscritos na política habitacional para definir quem serão os contemplados. (G1, 06/09/18)

Foco para Invepar agora é refinanciar dívida, diz presidente da Previ -Os fundos de pensão que controlam a Invepar desistiram de vender suas participações na empresa no curto prazo e querem que a concessionária de infraestrutura refinancie sua dívida, disse o presidente-executivo da Previ, caixa de previdência dos empregados do Banco do Brasil, José Mauricio Coelho, nesta segunda-feira.Falando nos bastidores de um evento de fundos de pensão em Florianópolis, Coelho disse que a Invepar pode emitir novas dívidas ou prorrogar os vencimentos de sua dívida atual. Em agosto, a Previ rejeitou uma oferta vinculante do fundo soberano Mubadala para comprar a Invepar. (Reuters, 10/09/18)

Curso de Formação de Auditores Internos da Qualidade - O curso desenvolvido pelo CTE tem o objetivo de capacitar os profissionais do setor da construção para exercerem todas as atividades envolvidas em uma auditoria interna da qualidade, contemplando o planejamento, condução, registros e acompanhamento de ações, segundo requisitos das normas ABNT NBR ISO 19011 (2012), ABNT NBR ISO 9001:2015 e Regimento do SiAC do PBQP-H (2018). O curso  terá duração de 16 horas, dividido em 2 dias (04 e 05 de outubro) das 9:00h as 18:00h (com intervalo para almoço), onde serão abordados os requisitos das normas e as orientações para auditá-los. Informações com Thamires Aires, pelo email taires@cte.com.br. (CTE, 10/09/18)

Governo notificará devedor de foro e laudêmio - O governo federal começou ontem a enviar notificações a mais de 57 mil pessoas de todo o país que são usuários de imóveis da União e que estão inadimplentes no pagamento de taxa de foro, ocupação ou laudêmio. As dívidas somam R$ 560,2 milhões e se referem a exercícios anteriores a 2017. Grande parte dos débitos, R$ 260 milhões, são de pessoas que ocupam espaços no Rio de Janeiro, que detém a maior parte desses imóveis, sobretudo da Marinha. (O Globo, 07/09/18)

IPC-S registra alta de 0,13% na primeira leitura de setembro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,13% na primeira medição de setembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. No fim de agosto, o indicador subiu 0,07%. Entre as classes de despesas avaliadas na pesquisa, a maior contribuição partiu de Alimentação, que saiu de elevação de 0,06% no fechamento de agosto para 0,18% na leitura inicial de setembro. (Valor, 10/09/18). Leia mais no Valor Econômico

Captação da poupança bate recorde no mês passado: R$ 5,9 bi - Apesar do desemprego ainda alto, o brasileiro passou a guardar mais dinheiro na caderneta de poupança. Mesmo com rendimento baixo, a aplicação bateu recorde. Em agosto, teve R$ 5,9 bilhões em depósitos, já descontados os saques. É a mais alta captação líquida para o mês desde que o Banco Central (BC) começou a registrar os dados, há 23 anos. Segundo o BC, os brasileiros acumulam R$ 764 bilhões na aplicação financeira mais popular do país. Esse é outro recorde. Com a queda dos juros, fundos de investimento têm perdido atratividade para o pequeno poupador, que não consegue fugir do pagamento da taxa de administração. A poupança se torna um pouco mais atraente porque não é tributada com Imposto de Renda, mesmo com rendimento de apenas 0,3715% ao mês. A regra do rendimento da poupança foi alterada em 2012 num momento em que os juros começaram a cair. Para evitar que houvesse uma migração de grandes investidores dos fundos de investimento para a caderneta, o governo decidiu criar uma norma variável para o cálculo do rendimento. Quando a Selic fica abaixo de 8,5% ao ano, a poupança deixa de render 6% mais TR ao ano e passa ser corrigida por 70% da taxa básica de juros, que agora está em 6,5% ao ano. Mesmo assim, as captações aumentaram. Nos oito primeiros meses do ano, os bancos depositaram somente R$ 22,8 bilhões de rendimentos para os poupadores. A aplicação teve um depósito de 17 bilhões nesse período, já descontados os saques: são os mais altos para o período desde 2013. (O Globo, 07/09/18)

Previsão na Focus para a Selic no fim de 2018 permanece em 6,50% ao ano - Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) para o fim de 2018 e de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 10, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, igual ao verificado há quatro semanas.  No caso de 2020, a projeção para a Selic seguiu em 8,00% e, para 2021, também permaneceu em 8,00%. Há um mês, os porcentuais projetados eram de 8,00% para ambos os anos. No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a manutenção, pela terceira vez consecutiva, da Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano. Na última quinta-feira, 6, foi vez de o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) anunciar deflação de 0,09% em agosto. Com isso, a inflação no ano até agosto atingiu 2,83%. Em 12 meses, o IPCA subiu 3,64%.Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2018 seguiu em 6,50% ao ano, igual ao verificado um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic foi de 7,75% para 7,63%, ante 7,63% de quatro semanas atrás. No caso de 2020, passou de 8,50% para 8,00% e, para 2021, também foi de 8,50% para 8,00%. Há um mês, estavam em 8,50% para 2020 e 2021. (UOL, 10/09/18)

Economistas pioram projeção do PIB e veem menos inflação em 2018, diz BC - Economistas de instituições financeiras consultados pelo Banco Central mantiveram as projeções para dólarr e juros no final de 2018, mas pioraram a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A projeções para a inflação também caiu. Veja as previsões do Boletim Focus para 2018 divulgadas nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central: Inflação caiu de 4,16% para 4,05%; PIB caiu de 1,44% para 1,40%; Dólar foi mantida em R$ 3,80; Taxa de juros foi mantida em 6,5% ao ano.No mês passado, o Banco Central manteve a taxa básica de juros em 6,5% ao ano como esperado.Para a inflação, a meta em 2018 é manter a taxa em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 1,5 ponto para cima e para baixo, ou seja, pode variar entre 3% e 6%. (UOL, 10/09/18)

Egito planeja construir 20 novas cidades para 30 milhões de pessoas - O primeiro-ministro do Egito, Mustafa Madbuly, anunciou nesta segunda-feira um plano para construir 20 novas cidades onde viverão 30 milhões de habitantess, entre as quais estará a nova capital administrativa do país. As novas cidades se estenderão por uma área total de 2.436 quilômetros quadrados e serão construídas em todas as regiões do país árabe, que está buscando soluções para enfrentar o crescimento acelerado de sua população. (UOL, 10/09/18)

Arrependimentos do criador dos títulos hipotecários nos EUA - Quando Lewis Ranieri inventou os títulos hipotecários, ele nunca pensou que o instrumento geraria uma das piores crises da história americana. Quatro décadas atrás ele estava no comando de uma revolução sobre como os americanos financiam suas casas. Até então, as hipotecas ficavam nos balanços dos bancos de poupança locais. Ranieri criou um mercado secundário que empacotou hipotecas em títulos vendidos para os investidores. (Valor, 10/09/18). Leia mais no Valor Econômico