Curtas da Construção

 

'Não temos interesse em tomar mercado dos privados' - O presidente da Caixa Econômica Federal, Nelson Antonio de Souza, afirma que o banco "não tem interesse em ficar tirando participação de mercado no crédito dos bancos privados". Para ele, a Caixa tem atuado de forma competente no crédito rural e qualquer eventual reexame da adequação dessa estratégia deveria ser feita pelo governo de forma mais ampla, considerando também o desempenho do Banco do Brasil no crédito imobiliário. (Valor, 02/07/18). Leia mais em Valor Econômico

Confiança do setor atinge o menor nível do ano - O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), caiu 3,1 pontos entre maio e junho, alcançando 79,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2017 (78,6 pontos). "O empresário estava otimista, mas foi contaminado pela deterioração do cenário doméstico", avalia Ana Maria Castelo, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV. Segundo ela, a paralisação dos caminhoneiros contribuiu para a mudança de humor do setor. "Mas a principal causa é o ritmo de crescimento, que traz preocupações sobre a fraca melhora dos negócios", afirma. A queda na confiança da construção foi provocada pela piora das expectativas de curto prazo do empresariado. O Índice de Expectativas (IE) caiu 6,5 pontos, o maior recuo desde julho de 2010, atingindo 88,3 pontos. O Índice de Situação Atual (ISA) ficou estável e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) alcançou 0,9 ponto porcentual, o maior patamar desde janeiro. O NUCI de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos cresceram, respectivamente, 0,8 e 0,7 ponto porcentual. (O Estado de S. Paulo, 01/07/18)

Grupo Saint-Gobain mantém projeção de crescer 5% em 2018 - O grupo Saint-Gobain está mantendo sua projeção de expansão do seu faturamento das vendas para o setor de construção civil, no Brasil, de 5% a 6%, em 2018, apesar do crescimento de 8% no acumulado de janeiro a maio. De acordo com o presidente da SaintGobain para Brasil, Argentina e Chile, Thierry Fournier, o aumento das incertezas políticas leva o grupo francês a esperar que, na segunda metade do ano, o crescimento seja menor do que o inicialmente esperado no país. (Valor, 02/07/18). Leia mais em Valor Econômico

Eternit vai protocolar hoje seu plano de recuperação judicial - A Eternit vai protocolar, nesta segunda-feira, seu plano de recuperação judicial. Conhecida pelas telhas de amianto e pela extração do mineral crisotila, a companhia recorreu, no dia 20 de março, ao ajuizamento para fazer frente ao descasamento do caixa com seus passivos. Na ocasião, o presidente da Eternit, Luís Augusto Barbosa, disse ter expectativa de que a empresa saia da recuperação em dois anos. (Valor, 02/07/18). Leia mais em Valor Econômico

CaixaBank vende ativos - O banco espanhol CaixaBank vai vender a maior parte dos seus ativos imobiliários, avaliados em € 7 bilhões a uma empresa detida pelo Lone Star. A transação inclui os ativos imobiliários e a Servihabitat, disse o banco espanhol. A operação deverá trazer ao CaixaBank uma economia antes de impostos de € 550 milhões nos próximos três anos. (Valor, 02/07/18). Leia mais em Valor Econômico

GreenPlac começa a produzir painéis de madeira - A empresa GreenPlac, do Grupo Asperbras inaugura, nesta semana (dia 4), fábrica de chapas de madeira reconstituída de média densidade (MDF), em Água Clara (MS). Com capacidade de produção anual de 250 mil metros cúbicos, a unidade entra em operação em um cenário em que demanda por painéis de madeira voltou a crescer, mas ainda há capacidade ociosa no mercado. "Não é o melhor momento, mas a indústria de painéis de madeira está saindo do fundo do poço vivido nos anos de 2016 e 2017", diz José Maurício Caldeira, conselheiro da Asperbras e sócio da GreenPlac. (Valor, 02/07/18). Leia mais em Valor Econômico

Empresa busca startups na área de construção - A Duratex, que produz louças, cerâmicas e metais sanitários, abriu inscrições até 17 de agosto para a primeira edição do programa Garagem, que vai selecionar sete startups do setor de construção para um programa de aceleração de sete meses na empresa. Podem se candidatar scale-ups (organizações com potencial para crescer muito rápido) que já ofereçam produtos e serviços nas áreas digital, de eficiência operacional, de inovação e de sustentabilidade para reforma e construção. As escolhidas passarão por mentoria com a Endeavor, instituição de apoio ao ecossistema das startups, e serão acompanhadas pelos executivos e especialistas da casa. Haverá encontros semanais com os mentores, que vão acompanhar de perto o trabalho. A meta é criar e aprimorar um plano de crescimento para essas pequenas organizações. "Buscamos novidades que simplifiquem o processo industrial, unifiquem plataformas de contato com os clientes ou facilitem todas as etapas de uma obra, do planejamento à decoração", afirma Bruno Antonaccio, responsável pelo setor de inovação da Duratex. Depois de uma primeira avaliação, 15 startups serão chamadas para uma banca de avaliação com especialistas, incumbidos de escolher as sete vencedoras. Não há um compromisso formal com as startups, mas quem se destacar pode conseguir um contrato para vender seus serviços para a Duratex, afirma Antonaccio. O programa vai acontecer entre outubro deste ano e abril de 2019. Para participar, os empreendedores devem fazer a inscrição pelo site https://endeavor.org.br/scaleup/garagem-duratex . (Folha de S.Paulo, 02/07/18)

Nicho - A imobiliária Lopes lançará, no segundo semestre, um portal especializado em imóveis de luxo. O segmento terá mais de 5 mil ofertas de casas e apartamentos em áreas nobres de São Paulo, com valores acima de R$ 3,5 milhões e/ou arquitetura e tipologias especiais. Juntos, esses imóveis somam cerca de R$ 20 bilhões em volume geral de vendas. A iniciativa da Lopes busca reforçar sua posição em um dos segmentos imobiliários que mais crescem, apesar das turbulências da economia brasileira. O mercado de luxo representou 10% das vendas nas lojas próprias da companhia no primeiro trimestre de 2018, mais que o dobro dos 4% registrados um ano antes. Ao todo, a Lopes intermediou vendas (em lojas próprias e franquias) de R$ 1,39 bilhão no primeiro trimestre, 18% a mais que no mesmo período do ano passado. (O Estado de S. Paulo, 29/06/18)

Lançamentos da Trisul - A Trisul informou ontem, em prévia operacional, que lançou quatro empreendimentos no segundo trimestre de deste ano, com Valor Geral de Venda (VGV) de R$ 262,5 milhões em relação ao mesmo período de 2017. No primeiro semestre, o VGV lançado pela incorporadora somou R$ 304 milhões, uma queda de 19,5% em relação a janeiro e junho do ano anterior. O valor acumulado no primeiro semestre representa 51% das projeções propostas pela empresa para todo o ano de 2018.  (Valor, 29/j06/18). Leia mais em Valor Econômico

"Casamento" com hotéis traz fluxo e rentabilidade - A instalação de hotéis ao lado de destinos de varejo é considerada pelos grupos hoteleiros uma estratégia importante para atrair a clientela. Ao mesmo tempo, os shoppings querem fidelizar os hóspedes com a facilidade de rápido acesso aos corredores de compras, restaurantes e opções de entretenimento. (Valor, 29/j06/18). Leia mais em Valor Econômico

Alta no financiamento - Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança (SBPE) totalizaram R$ 19,79 bilhões de janeiro a maio, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No acumulado no período de 12 meses encerrado em maio, o valor chegou a R$ 46,18 bilhões, 2,5% superior ao período precedente. Considerando apenas o mês de maio, os financiamentos imobiliários com recursos da poupança foram a R$ 4,50 bilhões, o que significa um aumento de 26,1% em um ano. Foram financiadas 18,5 mil unidades nas modalidades de aquisição e construção em maio, 12,2% a mais que abril. Em um ano, o aumento foi de 26,9%. (O Estado de S. Paulo, 01/07/18)

Cresce crédito imobiliário - O volume de financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiu R$ 4,5 bilhões em maio, o que representa aumento de 9,4% em relação a abril e de 26,1% na comparação anual. O valor alcançado em maio é o maior desde dezembro de 2016, segundo dados da Abecip, associação que representa as instituições que atuam no setor. O desempenho sinaliza a tendência de recuperação que os bancos vêm apontando após a crise que atingiu o mercado imobiliário nos últimos anos. (Valor, 29/j06/18). Leia mais em Valor Econômico

Troca de guarda - A Aliansce, segunda maior administradora de shopping centers do Brasil, vai mudar seu comandante. Renato Rique, controlador, fundador e presidente da empresa desde sua fundação, está passando o bastão para o vice-presidente Rafael Sales. Rique passará a exercer a presidência executiva do conselho de administração. (O Globo,  01/07/18)

Um tesouro imobiliário - O Walmart tem uma espécie de joia escondida no Brasil que o Advent, que acaba de comprar a rede de supermercados por aqui, pretende explorar. A maior parte dos imóveis onde estão instaladas as 471 lojas (de várias bandeiras) é própria. Isso significa que esses terrenos podem ser vendidos ou usada parte deles para erguer empreendimentos imobiliários, além de uma série de outros negócios. (O Globo,  01/07/18)

Momento bom para os inquilinos - A taxa média de vacância de imóveis industriais no estado de São Paulo subiu um ponto percentual no mês de maio, para 21,5%, segundo a Cushman & Wakefield. O dado de São Paulo foi influenciado pela saída de empresas da região de Embu e interrompeu um ciclo de no- ve quedas seguidas na ocupação. A absorção líquida no mercado logístico ficou negativa em 6.700 m² no período. O preço médio pedido pela locação oscilou 0,5% para baixo, para R$ 19,05 por metro quadrado. "Jundiaí, Barueri e Sorocaba também tiveram resultado negativo, mas o panorama foi atenuado por Atibaia e entorno", afirma Jadson Andrade, um dos responsáveis pelo levantamento. "A estimativa é que a vacância continue em alta em junho por conta de entregas de imóveis que estão programadas. Não voltaremos ao patamar de vacância de abril (20,5%) no curto prazo. Isso poderá pressionar preços para baixo." Taxas na casa dos 10% são as ideais para os locadores, de acordo com a consultoria. Folha de S.Paulo, 02/07/18)

Em ritmo lento - A vacância de imóveis industriais no Rio foi a 26,1% em maio, queda de 0,4 ponto em relação a abril, diz a consultoria Cushman & Wakefield. O preço dos aluguel, contudo, caiu 1%, para R$ 21,94. A tendência é que a baixa continue nos próximos meses por conta de novas entregas de imóveis. (Folha de S.Paulo, 02/07/18)

Thyssen e Tata criarão segunda maior siderúrgica da Europa - O conglomerado industrial alemão Thyssenkrupp e a gigante indiana de aço Tata Steel finalmente chegaram a um acordo para unir seus ativos de siderurgia na Europa, após dois anos de negociações. A nova empresa terá metade de seu capital social nas mãos de cada e cria a segunda maior empresa do setor no continente, atrás da ArcelorMittal -- são 15 bilhões de euros por ano em receitas. As duas companhias calculam que o negócio, que levará o nome Thyssenkrupp Tata Steel, com sede na Holanda, tem sinergias para economizar de 400 milhões de euros a 500 milhões de euros em custos anuais. Também há potencial para otimizar investimentos e capital de giro, acrescentaram em comunicado conjunto. (Valor, 30/06/18). Leia mais em Valor Econômico​

Rio cai de 5º para 11º em bem-estar - Estudo da Firjan que mede o desenvolvimento socioeconômico dos municípios brasileiros pela ótica do emprego e da renda, da saúde e da educação mostrou que a recessão castigou com mais intensidade o mercado de trabalho. O desemprego derrubou o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) do Rio e impediu, no período de 2014 a 2016, a evolução do conjunto das cidades brasileiras. Segundo a Firjan, o indicador de emprego e renda só deve voltar ao patamar de 2013, ano anterior à crise, em 2027. No Rio, o desemprego subiu mais, e a capital fluminense caiu da 5ª posição para a 11ª entre 2013 e 2016. As primeiras colocadas no ranking foram Florianópolis, Curitiba e São Paulo. Ainda estão à frente do Rio capitais como Teresina e Palmas. (O Globo, 29/06/18)

Empresa cria portal para interessados em 'república' - Quando você pensa que já inventaram de tudo na internet, surge uma nova ideia. Se a iniciativa veio para ficar ou não, é difícil saber, mas empreendedores criaram no Rio um site onde é possível procurar por um teto... em repúblicas. Os preços variam, mas o custo médio do 'aluguel' é R$ 500. Oferecendo um tipo de serviço normalmente contratado por jovens e universitários, a startup (empresa emergente) Go Republic promete acabar com a velha prática de colar anúncios em murais de instituições, bares e até postes. (O Dia, 01/07/18)

A folha agora é online - A partir deste mês, todos os condomínios terão que informatizar na internet as suas folhas de pagamento e todas as movimentações a respeito dos funcionários. A mudança faz parte do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, o eSocial, um programa criado pelo governo federal para unificar o recolhimento de informações fiscais, trabalhistas e previdenciárias. Hoje, os documentos são enviados separadamente para diversos órgãos, como Ministério do Trabalho, INSS e Receita Federal.(O Globo, 01/07/18)

Dados do emprego são menos ruins do que parecem - Em maio, foram abertas no País 33,7 mil vagas com carteira assinada, número que chega a 381,2 mil nos primeiros cinco meses de 2018. Foi o quinto mês consecutivo de recuperação, mas a quantidade de novos postos registrada no mês passado foi a menor do ano. É possível olhar os dados pela ótica negativa, mas os números podem ser menos ruins do que parecem. O maior empregador é o setor de serviços, que registrou nos últimos 12 meses aumento de 1,39% no nível de emprego formal, o que corresponde à abertura de 233 mil vagas. Após longo período de declínio do segmento de serviços, qualquer reativação econômica tenderá a estimular as contratações. A construção civil também é grande empregadora e está em recuperação, o que deverá permitir mais contratações no segundo semestre. E é promissora a perspectiva de contratações pelas empresas do agronegócio, pois a produção cresce. (O Estado de S. Paulo, 29/06/18)

Juros recuam com expectativa de Selic estável reforçada - A expectativa de que a taxa básica Selic pode não subir tão cedo - ou, pelo menos, não de uma forma intensa - foi reforçada ontem pelo Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o que abriu caminho para firme queda dos juros na B3. O mercado futuro ainda aponta uma elevação de 1,3 ponto percentual da taxa básica até o fim de 2018. No entanto, o nível é bem menor que o aperto de 1,65 ponto que era projetado na véspera. (Valor, 29/j06/18). Leia mais em Valor Econômico