Curtas da Construção

Construção perde R$ 55 bi em um ano e fecha quase 4 mil empresas, diz IBGE - Cerca de 430 mil demissões em um ano. Redução em 3.972 no número de empresas. Queda de R$ 55,3 bilhões no valor de incorporações, obras e serviços. A combinação da recessão com a Operação Lava-Jato, que prendeu executivos das maiores empreiteiras do país, empurrou o setor da construção para uma crise sem precedentes em 2016. (Valor, 08/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Emprego - A recessão fez o número de trabalhadores empregados na construção civil retroceder ao nível de 2009, segundo o IBGE. (O Globo, 08/06/18)

Venda de materiais de construção pode ficar abaixo das projeções do setor - O desempenho da indústria de materiais de construção poderá ser inferior, neste ano, do que o inicialmente previsto. O setor ainda não revisou as projeções, mas lançamentos imobiliários abaixo do esperado no primeiro semestre em São Paulo - maior mercado imobiliário do país -, a piora do cenário macroeconômico, as reduções de estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e vendas abaixo dos volumes esperadas em maio tendem a resultar em piora das estimativas das fabricantes. (Valor, 07/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Alerj aprova lei que responsabiliza empresas por erros na construção de imóveis populares - A Assembleia Legislativa do Rio aprovou, nesta quinta-feira, em segunda discussão, o projeto de lei que prevê a responsabilização das empresas responsáveis pela construção e incorporação de moradias dos programas de habitação popular, como o “Minha Casa, Minha Vida”, em caso de defeitos nas execuções das obras. A indenização está prevista no projeto de autoria do deputado Paulo Ramos (PDT). O governador Luiz Fernando Pezão terá, agora, 15 dias para sancionar o vetar a nova legislação. De acordo com o texto, a indenização deverá ser equivalente ao valor médio dos imóveis existentes no bairro em que o empreendimento esteja localizado. Caso seja necessária a transferência de moradores para reparos no imóvel, as construtoras deverão pagar um aluguel temporário. A proposta também obriga que seja analisada a responsabilidade da Caixa Econômica Federal (CAF), que administra os programas de habitação popular. Em caso de descumprimento da norma, as empresas serão proibidas de participar de licitações públicas futuras e poderão ser responsabilizadas na justiça. (O Globo, 08/06/18)

Empreiteiras denunciam irregularidades em editais - Depois de adotarem programas de conformidade como uma das medidas pós-Lava-Jato, as maiores empreiteiras do país enfrentam dificuldades para obter contratos de obras públicas. A crítica é que o "outro lado" do balcão não mudou. Os governos, dizem, ainda lançam editais cheios de problemas, sobretudo com falta de informações ou dados parciais, o que dificulta a elaboração da proposta de preço e reduz a competitividade. (Valor, 07/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Sinicon estimula que companhias apresentem impugnações - O Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada - Infraestrutura (Sinicon) trabalha em quatro pontos para fomentar o lançamento de editais públicos que não deixem lacunas e estimulem a competitividade. O primeiro é estimular os associados a "mudar a ordem das coisas", diz o presidente da associação, Evaristo Pinheiro. Na prática, há um incentivo para que as empresas questionem e, no limite, impugnem os editais. (Valor, 07/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Novo foco - A Brasil Brokers prepara uma investida no ramo de educação corporativa voltada ao mercado imobiliário. A partir do segundo semestre de 2019, a companhia lançará cursos de gestão, legislação e vendas de imóveis, entre outros, com foco nos profissionais deste setor. (O Estado de S. Paulo, 08/06/17)

Cresce procura por galpões construídos sob medida - A demanda por galpões construídos sob medida (build to suit) tem crescido, nos últimos meses, principalmente por parte de operadores logísticos, empresas de comércio eletrônico e varejistas que atuam nos segmentos de vestuário, linha branca, alimentos e bebidas. Potenciais inquilinos buscam expansão de áreas ou galpões mais eficientes que permitam consolidar operações e ter mais eficiência logística. Regiões dentro do raio médio de 30 quilômetros da cidade de São Paulo continuam a ser prioritárias, mas existe interesse também por empreendimentos no Nordeste e no Sul. (Valor, 06/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Petros leiloa imóveis - A Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, recebeu R$ 25,4 milhões em propostas para 19 imóveis colocados em leilão no final de maio. Nem todos os empreendimentos oferecidos, incluindo a sede da fundação no Rio de Janeiro, receberam propostas. No leilão, foram arrematados lojas, conjuntos e salas comerciais em Curitiba, Brasília e no Rio de Janeiro. (Valor, 07/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Preço de imóveis no Rio cai quase 5% em um ano - O preço de imóveis à venda no Rio caiu quase 5% (4,71%) em um ano, até maio de 2018. A cidade tem o maior recuo do país. Entre as 20 cidades pesquisadas pelo índice FipeZap, nove registraram retração de preço nos doze meses encerrados em maio. Apenas em 2018, a queda foi de 1,60% no Rio e de 0,10% na média das 20 cidades. Quando se considera a inflação, no entanto, a queda real é de 1,31%. (O Globo, 06/06/18)

Pesquisa da Unicamp aponta 67% dos imóveis da RMC em situação irregular por falta de escritura - Uma pesquisa da Unicamp apontou que 67,4% dos imóveis da Região Metropolitana de Campinas (RMC) não estão regularizados por falta de escritura. O projeto, elaborado pelo Grupo de Governança de Terras e Desenvolvimento Econômico da instituição, tabulou, pela primeira vez, quantas famílias vivem em situação de informalidade nos 20 municípios da região de Campinas e chegou ao número de 670,2 mil moradias sem comprovação de propriedade. (G1, 06/06/18)

Embracon mira região Nordeste para crescer em consórcio imobiliário - A Embracon, especializada no setor de consórcios, está de olho em oportunidades na Região Nordeste para crescer no segmento imobiliário. No primeiro trimestre, enquanto 37% dos imóveis foram adquiridos por esta modalidade no Sul do País, no Nordeste essa proporção foi de cerca de 20%. (O Estado de S. Paulo, 06/06/18)

Gamaro prevê lançar até R$ 1,2 bi neste ano - A Gamaro Desenvolvimento Imobiliário - da família fundadora da Universidade Anhembi Morumbi - projeta lançar até R$ 1,2 bilhão neste ano, Valor Geral de Vendas (VGV) semelhante ao que já foi apresentado desde a criação da empresa, em 2014. Esse valor máximo estimado para 2018 se concentra em um projeto, localizado na zona Sul da cidade de São Paulo, com três torres residenciais e uma corporativa. (Valor, 06/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Preços de imóveis - Os preços de imóveis residenciais anunciados ficaram praticamente estáveis em maio em relação a abril, fechando a R$ 7.543 por metro quadrado, segundo o indicador calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) em parceria com o portal Zap. O valor ficou 0,01% abaixo do registrado em abril, conforme o FipeZap. O levantamento abrange imóveis anunciados em 20 cidades. Em onze delas, houve alta de preços e, nas demais, queda dos valores. (Valor, 06/06/18). Leia mais no Valor Econômico  

Preço da obra - O Custo Unitário Básico da construção civil do Estado de São Paulo cresceu 0,55% em maio, na comparação com o mês anterior, segundo o Sinduscon-SP (sindicato da construção) e a FGV. Em 12 meses o crescimento atingiu 3,02%. Apenas em março não houve aumento. A tendência é de novas altas nos próximos meses, devido a reflexos do dissídio, aprovado em maio. (Folha de S. Paulo, 06/06/18)

Falta de verba em fundo da Caixa obriga prefeitura a assumir o Porto - Um novo impasse, envolvendo recursos financeiros, está ameaçando os planos de revitalização do Porto Maravilha. O Fundo de Investimentos Imobiliário da região, administrado pela Caixa Econômica Federal, está sem dinheiro para manter a área, que tem mais de cinco milhões de metros quadrados. Devido a isso, órgãos municipais como Comlurb, CET-Rio e Rioluz terão que assumir a manutenção do espaço por tempo indeterminado, já a partir do próximo dia 15. Atualmente, a conservação é feita pela empresa Porto Novo e tem custo anual de R$ 420 milhões - sem contar novos investimentos em infraestrutura -, pagos pelo fundo. (O Globo, 06/06/18)

Poupança capta R$ 2,4 bilhões em maio - A caderneta de poupança marcou o terceiro mês consecutivo com captação de recursos. De acordo com dados apresentados pelo Banco Central (BC), em maio a entrada líquida foi de R$ 2,405 bilhões, vindo de um ingresso de R$ 1,237 bilhão em abril. Em maio do ano passado, as entradas tinham somado R$ 292,596 milhões. No ano, há entrada de R$ 1,710 bilhão, e em 12 meses o saldo da caderneta é positivo em R$ 37,217 bilhões. (Valor, 08/06/18). Leia mais no Valor Econômico

Caixa Econômica venderá para investidores carteira de R$1 bi de imóveis retomados - A Caixa Econômica Federal vai começar a vender a investidores carteiras de imóveis recuperados de clientes inadimplentes, como parte de um esforço para fortalecer a estrutura de capital e ampliar as fontes de financiamento imobiliário, disse um executivo do banco estatal à Reuters. A primeira etapa desse processo começa na semana que vem, com a publicação do edital para venda de mais de 6 mil imóveis, com valor conjunto de 1,1 bilhão de reais. O leilão acontecerá no início de agosto, em São Paulo. (Extra online, 06/06/18)

Meirelles vê Caixa em preparação para privatização - O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) afirmou nesta quarta-feira (6) que a Caixa Econômica Federal está sendo preparada para iniciar um processo de abertura de capital e venda de parte da empresa para a participação privada, modelo que também defende para a Petrobras. "A Caixa está sendo preparada para isso, com o novo estatuto etc. Com o tempo, podemos até pensar, sim, em abrir o capital da Caixa, começar a vender participação privada", disse Meirelles em sabatina com pré-candidatos ao Planalto do Correio Braziliense. O ex-ministro evitou falar em "privatização clássica" para a Petrobras e os bancos públicos. (Folha de S. Paulo, 0706/18)

IPC-S sobe 0,70% na 1ª quadrissemana de junho, após 0,41% na anterior, diz FGV - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,70% na primeira quadrissemana de junho, acelerando de forma importante (0,29 ponto porcentual) após a taxa de 0,41% apurada na última leitura de maio, conforme a Fundação Getulio Vargas (FGV). No período, seis das oito classes de despesas avançaram: Alimentação (0,24% para 0,83%), Transportes (0,48% para 0,88%), Habitação (0,73% para 0,98%), Educação, Leitura e Recreação (-0,37% para -0,22%), Vestuário (0,41% para 0,56%) e Comunicação (0,20% para 0,21%). (DCI, 08/06/18)