Curtas da Construção

Prévias confirmam retomada do mercado imobiliário - As prévias operacionais das incorporadoras já divulgadas confirmam a percepção do setor e do mercado de que 2017 foi o ano de início da retomada da construção civil, com mais disposição de consumidores a comprar imóveis e das empresas a investir, o que se refletiu em crescimento de lançamentos e vendas. É o que aponta o conjunto dos números apresentados por Cyrela, Direcional Engenharia, Even Construtora e Incorporadora, EZTec, MRV Engenharia e Tenda. O mercado espera que a melhora operacional se consolide neste ano. (Valor, 19/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Para não perder o futuro - A incorporadora Setin investirá R$ 130 milhões em terrenos, legalizações e projetos neste ano, segundo o sócio Antonio Setin. O objetivo da empresa é lançar imóveis que alcancem um valor geral de vendas de R$ 550 milhões. É cerca de dez vezes o que ela colocou no mercado em 2017. "Nosso objetivo no ano passado era não lançar nada. Com demanda baixa e estoques elevados, era mais produtivo tentar vender o que ainda estava na prateleira", afirma Setin. Não há expectativa que o ano de 2018 redima as baixas vendas do passado, mas as incorporadoras fazem negócios a médio prazo, e os lançamentos de agora serão entregues em um futuro mais distante. "Da compra do terreno a passar a chave vão-se cinco anos. Se não reagirmos, poderemos perder um ciclo." (Folha de S.Paulo, 18/01/18)

Estoque encalhado de escritórios deve impedir queda da vacância em SP - O mercado de escritórios de alto padrão de São Paulo deverá seguir em leve recuperação, mas a taxa de vacância pouco deverá se alterar, segundo imobiliárias. A porcentagem de espaço vazios caiu para 24% em dezembro de 2017 após atingir 29% no ano anterior, segundo a Cushman & Wakefield. "Dos 192 mil m² de absorção líquida (diferença entre a área contratada e  devolvida nos imóveis, cerca de 60 mil m² estavam previstos para 2016.Houve um  adiantamento", diz Gustavo Garcia, gerente da empresa. O índice de espaços vagos deverá se manter praticamente estável nos próximos 12 meses devido ao aumento do estoque, diz ele. "A projeção é de aproximadamente 150 mil m² novos em 2018." A JLL estima que a vacância ao final do ano passado estava em 24,9%. A previsão é que 300 mil m² sejam entregues, mas, assim como em 2017, uma parte disso poderá ser adiada, diz Simone Shoji, coordenadora de pesquisa da companhia. "Há prédios prontos há mais de um ano, mas sem interessados. Muitos proprietários não pedem o Habite-se para evitar prejuízos." (Folha de S.Paulo, 18/01/18)

HSI vê ano mais fácil para aluguel do que para compra - A Hemisfério Sul Investimentos (HSI) começa 2018 com a expectativa de que este será um ano positivo para a locação de propriedades comerciais, mas mais difícil para adquirir ativos imobiliários a preços considerados favoráveis aos compradores. Segundo o sócio fundador, Máximo Lima, será um ano de consolidar operações de shopping centers, galpões e hotéis, de buscar liquidez em alguns ativos, dar início aos lançamentos residenciais, voltar a apresentar loteamentos ao mercado e de continuar a avaliar oportunidades de aquisições. (Valor, 18/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Lá e cá - O mercado corporativo de alto padrão de São Paulo registrou queda na taxa de vacância nos últimos doze meses: passou de 29% em dezembro de 2016 para 24% um ano depois, de acordo com um estudo inédito da consultoria Cushman & Wakefield. No Rio de Janeiro, deu-se o oposto. Passou de 38% para 40% o percentual de salas vazias no período. (O Globo, 21/01/18)

IPO da Saphyr é melhor opção para liquidez - A Hemisfério Sul Investimentos (HSI) poderá abrir o capital da Saphyr - sua empresa de shopping centers - neste ano, mas não há pressa para que a operação ocorra, segundo o sócio fundador da gestora de fundos de private equity imobiliário e crédito estruturado, Máximo Lima. "Não temos pressa nem necessidade de realizar o IPO [lançamento inicial de ações]. Trata-se de maneira de buscar liquidez", diz o fundador da gestora. (Valor, 18/01/18). Leia mais no Valor Econômico

CCR estuda entrar em geração de energia - De olho em negócios rentáveis de infraestrutura, a CCR estuda entrar em mais uma área: geração de energia. O grupo é hoje um grande consumidor de eletricidade, sobretudo seus ativos de mobilidade urbana. Trinta por cento do custo da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, da qual a empresa é sócia, é gasto com esse fim. Patamar semelhante tem o Metrô Bahia e, um pouco menor, o aeroporto de Confins.  (Valor, 22/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Escritórios compartilhados serão responsáveis por ISS de clientes - Escritórios compartilhados, também conhecidos como virtuais, inteligentes ou coworking, serão obrigados a arcar com o pagamento do Imposto sobre Serviços (ISS) e das taxas municipais das pessoas físicas ou jurídicas que alugam seus espaços e que não tenham inscrição no Cadastro de Contribuintes Mobiliários (CCM). (Valor, 22/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Para smartphone - Com uma grande modernização de leiaute de conteúdo, a Alphaville Urbanismo acaba de estrear o seu novo site oficial. Entre as principais novidades apresentadas pelo novo espaço online da empresa, destaque para o sistema de busca mais eficaz das informações dos 103 empreendimentos da empresa pelo Brasil. Os lotes comerciais e as Cidades Alpha também merecem atenção na nova plataforma oferecida pela empresa. Toda a nova estrutura disponibilizada pela Alphaville Urbanismo foi planejada com base no conceito mobile first, em que o foco inicial se direciona para quem usa dispositivos móveis, como smartphones e tablets. E, em seguida, para desktops. (O Dia, 21/01/18)

Cimento - O nível de emprego na construção caiu 1,02% em novembro de 2017, na comparação com outubro. Em 12 meses, o saldo negativo é de 159 mil postos de trabalho. (Folha de S.Paulo, 18/01/18)

Cálculo correto da obra - A CUG Consultoria, startup residente da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, desenvolveu uma calculadora de precificação de serviços para reformas. Os cálculos incluem da mão de obra ao material que será usado, permitindo que o cliente faça todas as escolhas com segurança e não tenha surpresas desagradáveis no final. A startup desenvolveu a solução para a Disensa Faz, uma iniciativa da rede de lojas de materiais de construção Disensa. (O Globo, 21/01/18)

Serviço para arquitetos - Os 19 mil arquitetos e urbanistas do estado poderão contar, gratuitamente, com salas equipadas para trabalho compartilhado na sede do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), na área central da cidade. Os postos de trabalho têm internet, telefonia e serviços de impressão. Os profissionais poderão também reservar salas de reunião para uso privativo. O coworking fica Avenida República do Chile 230, 23º andar, Centro do Rio. Horário de funcionamento: das 9h às 17h. (O Globo, 21/01/18)

Novas regras para mutuário em atraso - A Caixa Econômica Federal anunciou mudanças no financiamento imobiliário logo no começo do ano, com a reativação do sistema Pró-Cotista que utiliza recursos do FGTS para compra da casa própria. Também houve alongamento do prazo para que o mutuário do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) que estiver com as prestações da casa própria em atraso acerte a sua vida. Clientes com pagamentos em atraso podem usar o saldo da conta do FGTS para o pagamento de até 80% das prestações do financiamento. Essa opção vale para quem estiver com, no máximo, 12 prestações em atraso. O objetivo é ajudar os clientes a colocar as contas em dia, além de estimular o mercado imobiliário, segundo a Caixa. O mutuário terá até 31 de dezembro deste ano para quitar a dívida. O prazo anterior venceu em dezembro do ano passado. A partir de agora quem quiser comprar um imóvel usado vai poder financiar até 70% do valor da unidade, com juros que variam de 7,85% (clientes com débito em conta ou conta-salário na Caixa) a 8,85% ao ano. O orçamento do banco para este ano é de R$ 4 bilhões para essa modalidade de crédito. Em 2017, a linha emprestou R$ 6,1 bilhões. Para se enquadrar na modalidade, os interessados devem comprovar um período mínimo de 36 meses de trabalho sob o regime do FGTS (não necessariamente consecutivos) ou saldo em conta vinculada de pelo menos 10% do valor de avaliação do imóvel. O valor máximo financiado é de R$ 950 mil para imóveis localizados em Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal. Para demais localidades, o valor é de R$ 800 mil. (O Dia, 22/01/18)

Manutenção de ar condicionado em edifícios passa a ser obrigatória - Promulgada no início de janeiro, a Lei 13.589/2018 passa a exigir que edifícios públicos e privados disponham de um  Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) de seus sistemas de ar condicionado. A exigência já vale para as novas instalações; edifícios com instalações existentes terão 180 dias para se adaptar. Os serviços detalhados no PMOC deverão seguir os parâmetros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O objetivo é garantir qualidade do ar interior, de acordo com os padrões de temperatura, umidade, grau de pureza e velocidade, afim de prevenir ou minimizar os riscos à saúde. Ambientes climatizados de uso restrito, como hospitais e laboratórios, deverão obedecer aos regulamentos específicos. (AEC, 18/01/18)
 
Estudo britânico questiona o modelo de PPPs - Relatório divulgado ontem por um órgão de fiscalização britânico questionou o modelo de parcerias público-privada (as chamadas PPPs), reforçando um debate já aquecido nesta semana no país por conta da falência de uma das maiores empresas do setor. Valor, 19/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Madeira para as casas americanas - Quase 70% dos industriais de pequenas empresas preveem que este ano será de crescimento. É o maior nível de otimismo desde 2014, aponta o Simpi (sindicado do setor). A venda externa de produtos de madeira em 2017 cresceu em 8 dos 9 segmentos da indústria brasileira, segundo a Abimci (do setor). O compensado de pinus, por exemplo, teve uma alta de 19% em volume, na comparação com 2016. Utilizado na construção civil, o item é considerado o principal da pauta de exportação brasileira. "O que mais impulsionou o setor foi o aumento da demanda americana e, em menor escala, do México", afirma Paulo Pupo, superintendente da entidade. A melhora não se traduziu em receitas maiores devido à queda dos preços no mercado internacional, diz ele. "A projeção de crescimento é de até 5% nos volumes em 2018. O salto de 2017 não deverá se repetir porque havia demanda reprimida." (Folha de S.Paulo, 18/01/18)

Construção nos EUA  - O número de novas construções residenciais nos EUA caiu 8,2% em dezembro em relação a novembro, para 1,192 milhão, segundo dados do Departamento do Comércio. As licenças para novas construções, que são uma indicação do desempenho futuro do mercado de construção, caíram 0,1%, para 1,30 milhão. (Valor, 19/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Construção civil volta a crescer, mas não impede queda de investimento, diz Ipea - A construção civil foi o grande destaque positivo do mês de novembro no índice Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), divulgado nesta sexta-feira, 19, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A recuperação, no entanto, não conseguiu evitar a queda de 0,7% do indicador, a primeira variação negativa após cinco meses. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o FBCF registrou alta de 1,4%. No ano, o FBCF acumula queda de 2,4% até novembro, informou o Ipea. A construção civil subiu 0,7% em novembro, na série dessazonalizada, contra queda de 0,1% no mês anterior. No ano, a construção civil acumula queda de 5,6% até novembro. Já o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) caiu 2,1% na comparação com outubro. As importações de bens de capital também tiveram desempenho negativo, diminuindo 6,1% ante outubro, mês que também havia apresentado queda (16%). O indicador FBCF é considerado uma prévia, com periodicidade mensal, da atualização do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É composto pelos investimentos em máquinas e equipamentos, em construção civil e outros ativos fixos. "O volume importado recuou nos últimos dois meses, ainda afetado pelo forte crescimento ocorrido em setembro, de 30,3%", explicou em um comunicado Leonardo Mello de Carvalho, do Grupo de Conjuntura do Ipea. O comportamento dos componentes da FBCF também foi heterogêneo quando comparado a novembro de 2016. Enquanto o Came apresentou alta de 6,5%, a construção civil e o componente "outros" recuaram 0,7% e 1,7%, respectivamente. (DCI, 19/01/18)

Governo já estuda alternativas para capitalizar banco sem FGTS - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem que o governo vai viabilizar a recapitalização da Caixa Econômica Federal (CEF) para que o banco siga emprestando nos segmentos "onde deve". Meirelles afirmou que estão sendo discutidas propostas no Conselho de Administração da Caixa sem a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). (O Globo, 19/01/18)

Pela 1ª vez em 10 anos, FGTS supera inflação - A rentabilidade nominal do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FTGS) ficou em 3,74% no ano passado, superando, assim, a inflação oficial medida pelo IPCA, de 2,95%, informou a Caixa Econômica Federal. Embora o rendimento tenha ficado abaixo dos 5,11% de 2016, foi a primeira vez, desde 2007, que superou a inflação. (O Globo, 19/01/18)

FMI melhora previsão de crescimento do Brasil para 1,9% em 2018 - O Fundo Monetário Internacional (FMI) mantém suas previsões de crescimento para a América Latina em 2018 em 1,9% e elevou em dois décimos as de 2019, até 2,6%, devido à consolidação da recuperação no Brasil e às melhores perspectivas no México. Na sua atualização do relatório "Perspectivas Econômicas Globais", apresentado nesta segunda-feira no marco do Fórum Econômico Mundiao de Davos, o FMI cifra o crescimento estimado do Brasil em 1,9% para 2018, quatro décimos a mais que na sua previsão anterior, e o do México em 2,3%, também quatro décimos acima do calculado em outubro. Já em 2019, a economia brasileira avançará 2,1%, um décimo a mais; e a mexicana 3%, sete décimos acima do previsto em outubro. "Estas mudanças se devem principalmente a melhores perspectivas no México, que se beneficia de uma maior demanda dos Estados Unidos; uma recuperação mais firme no Brasil e os efeitos favoráveis de preços mais altos das matérias-primas e condições de financiamento mais fáceis em países exportadores de matérias-primas", detalhou o organismo dirigido por Christine Lagarde. Embora reconheça a "renovada incerteza" sobre a renegociação do Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta) entre Canadá, México e EUA, o Fundo destaca que o México receberá um impulso pelo aumento na demanda americana associada à recente reforma tributária adotada pelos EUA. (UOL, 22/01/18)

Economistas "top 5" preveem Selic maior em 2018 e 2019, aponta Focus - Os economistas consultados pelo Banco Central para elaboração da sua pesquisa semanal Focus aumentaram suas estimativas para o crescimento da economia em 2019, de 2,80% na semana passada para 2,99% no levantamento realizado até a última sexta-feira (19). Para 2018, a mediana das projeções se manteve em 2,70%. A meta para a taxa básica de juros, Selic, também sofreu ajustes para cima nos dois principais anos agora tabulados pelo BC entre os economistas que mais acertam as projeções, os chamados Top 5, de 6,50% para 6,63% no fim de 2018 e de 8,00% para 8,50% no encerramento de 2019, considerando as estimativas de médio prazo. Entre os economistas em geral, as medianas das projeções foram mantidas, em 6,75% e 8,00%, respectivamente. Já com relação à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nos próximos 12 meses, os economistas do mercado em geral fizeram um leve ajuste para cima, de 3,98% para 4,00%. Para os anos de 2018 e 2019 fechados, as medianas das projeções para a inflação oficial foram mantidas em 3,95% e 4,25%, na mesma ordem. Entre os Top 5, as apostas de médio prazo para a inflação oficial também foram mantidas, em 3,80% para este ano e 4,00% para o próximo. (UOL, 22/01/18))