Curtas da Construção

MRV vê espaço para procura por imóveis continuar alta - Depois de registrar, em 2017, lançamentos e vendas recordes, a MRV Engenharia espera que a procura por imóveis direcionados à baixa renda continue elevada neste ano. "O governo está muito empenhado em relação ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida", diz Rafael Menin, copresidente da MRV. Maior incorporadora de capital aberto do país e terceira maior construtora do mundo com atuação no mercado imobiliário, a companhia tem estrutura para lançamentos e vendas brutas totais de 50 mil unidades em 2018, dos quais sua fatia é de 47 mil unidades. Se considerado o preço de R$ 150 mil por unidade, o Valor Geral de Vendas (VGV) chega a R$ 7,5 bilhões, mas não se trata de meta. Neste ano, além de empreendimentos enquadrados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a MRV vai apresentar projetos para a média renda - com preço por unidade de R$ 200 mil a R$ 350 mil. A participação desses produtos no total será de até 5%. Os lançamentos de projetos para clientes com renda de R$ 5 mil a R$ 10 mil devem começar no segundo trimestre por Belo Horizonte, São Paulo e Salvador. (Valor, 17/01/18). Leia mais no Valor Econômico
 
Lançamentos e vendas em SP têm alta em novembro - O desempenho do setor imobiliário no mercado paulistano - o maior do país - foi marcado, em novembro de 2017, por forte aquecimento de lançamentos e vendas, conforme dados do Secovi-SP. Foram vendidas 3.869 unidades residenciais novas, com alta de 124,4%, na comparação anual e de 95,3% em relação a outubro. Dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) divulgados pelo Secovi-SP apontam crescimento de 79,8% do volume lançado ante novembro de 2016, para 6.260 unidades, e expansão de 177,4% em relação a outubro. De janeiro a novembro, as vendas de imóveis residenciais novos cresceram 32,8%, para 18.660 unidades, enquanto os lançamentos tiveram expansão de 19,3%, para 19.984 unidades. "Os números refletem o aquecimento da economia, o aumento da confiança e a expectativa de que o futuro seja melhor do que o presente", afirma o presidente do Secovi-SP, Flávio Amary. Não se espera, segundo Amary, que os lançamentos e as vendas de dezembro tenham apresentado o mesmo volume registrado no mês anterior, mas o desempenho ficará acima do esperado no início de 2017, de alta de 5% a 10%. Em relação a 2018, o Secovi-SP espera aumento de lançamentos e vendas, mas ainda não fez projeção dos patamares. (Valor, 16/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Imóveis usados de três dormitórios dominam vendas na Zona Sul de SP - Imóveis com três dormitórios representaram 46% do total de unidades usadas à venda em nove bairros da zona Sul da cidade de São Paulo no mês de dezembro. As informações são de um levantamento realizado pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). De acordo com o vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP, Flávio Prando, a preferência por esse tipo de imóvel está ligada à economia instável, que dificulta a compra de imóveis com preços mais altos. “Com o freio nos lançamentos de apartamentos com três ou mais dormitórios, pode acontecer de o comprador não encontrar a unidade desejada. E é exatamente aí que entra a importância do imóvel usado, já pronto”, comenta. Entretanto, espera-se que em 2018, com a retomada da confiança, os compradores invistam em imóveis mais caros. Os números foram levantados pelo Secovi-SP com base em imóveis anunciados na base da Rede Imobiliária Secovi (RIS). O levantamento trouxe também o total de unidades ofertadas, sendo 2.045 (88,26%) disponíveis para aquisição e 272 para locação (11,74%). A maior parte disponível para venda, cerca de 57%, têm entre 65 m² e 130 m². Quase um terço das unidades (31%) custam de R$ 500 mil a R$ 750 mil. Entre os imóveis para locação, 75% da oferta é composta por unidades com valores de até R$ 4 mil mensais. (AEC, 17/01/18)

MP amplia prazo para elaboração de plano de desenvolvimento urbano pelos Estados - O Governo Federal estendeu até 31 de dezembro de 2021 o prazo para elaboração e aprovação dos Planos de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUIs) das regiões metropolitanas e aglomerações urbanas. A Medida Provisória, publicada na edição do dia 12/01/18 do Diário Oficial da União (DOU), tem como objetivo estabelecer uma visão conjunta e integrada de municípios inseridos em uma mesma dinâmica urbana e socioeconômica. Posteriormente, os planos serão discutidos em audiências públicas. Também foi prorrogado até abril de 2019 o prazo-limite para os municípios produzirem o Plano de Mobilidade Urbana – documento que traça orientações para ações integradas de desenvolvimento urbano, mobilidade, inclusão social e proteção ao meio ambiente – ou o compatibilizarem com o Plano Diretor. Caso não cumpram a exigência, os municípios ficarão impedidos de contratar recursos do Governo federal. (UOL, 15/01/18)

Viver renegocia dívida de SPE com Santander - A Viver Incorporadora finalizou negociação de dívida de R$ 15,4 milhões com o Santander referente à controlada Inpar Projeto 94 Ltda. O acordo fechado possibilitou que a dívida dessa Sociedade de Propósito Específico (SPE) fosse reduzida para R$ 3,4 milhões. O pagamento ocorreu por meio de dação de ativos - unidades imobiliárias do empreendimento Residencial Felice. O projeto tinha patrimônio de afetação, o que fez com que sua dívida tenha ficado fora da versão final do plano de recuperação judicial da incorporadora, aprovada pelos credores no fim do mês de novembro. (Valor, 17/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Contrato de aluguel em SP quase não variou em 2017 - Os novos contratos de aluguel na cidade de São Paulo terminaram o ano com um valor parecido com o do começo de 2017: na média, ficaram 0,39% mais altos, segundo dados do Secovi-SP (sindicado da habitação). "A tendência é que os valores subam pouco ou até mesmo caiam durante 2018. O inquilino ainda pode barganhar com o proprietário, diz Mark Turnbull, diretor de locação da entidade." A oferta de imóveis para locação ainda está além da demanda. Nessa circunstância, a média de preços tem variação alta para casas do mesmo tipo, mas de diferentes donos, segundo ele. O IGP-M, o índice mais comum para reajustes, no entanto, teve uma retração de 0,5% -na teoria, os valores firmados no fim de 2016 foram revistos para baixo. O cálculo não tem relação com o aluguel, mas é a taxa de inflação que costuma ser a mais alta e, por isso, foi adotada pelo mercado, afirma André Braz, da FGV. "Por sorte, os índices convergem em prazos mais longos, de cerca de seis anos. Neste ano, por exemplo, o IGP-M ficou negativo, e o IPCA, positivo em 2,95%. (Folha de S. Paulo, 16/01/18)

Rio perde o posto de cidade com o aluguel mais caro do Brasil - O Rio não é mais a cidade com o aluguel mais caro do país. A Cidade Maravilhosa agora é a segunda mais cara. Perdeu o posto para São Paulo por causa da crise econômica. De acordo com o Secovi-Rio, o Rio registrou a maior queda do país no preço do aluguel residencial: 8,49%. Segundo o levantamento, a queda média foi de 3,54%, já incluindo as perdas com a inflação. Foi o terceiro ano seguido de baixa. No período de véspera da Copa do Mundo e das Olimpíadas a cidade registrava o maior valor de imóveis do país. Muita gente também chegou a comprar imóvel no rio esperando uma grande valorização. Como a valorização não ocorreu e, passado os eventos mundiais, os proprietários decidiram colocar as casas e apartamentos para alugar, aguardando uma recuperação do mercado imobiliário. A maior oferta de imóveis fez os preços despencarem. Diante deste cenário, especialistas no mercado imobiliário afirmam que cabe aos inquilinos o poder de negociação ao procurar um imóvel para alugar. (G1, 17/01/18)

Metrô da Gávea: MP diz que estado não pode usar empréstimos em obra - O impasse que ronda a estação Gávea da Linha 4 do metrô - que, sem recursos para ser concluída, foi inundada para evitar deslocamentos do solo, como revelou ontem O GLOBO - está longe de acabar. O Ministério Público estadual considera que uma eventual tentativa de engenharia financeira por parte do estado, como remanejar saldos de outros empréstimos para obter os R$ 700 milhões necessários para a conclusão do projeto, seria uma manobra ilegal. (O Globo, 16/01/18)
 
2018: o ano das PPPs nos municípios - Minimizadas as incertezas de uma conjuntura econômica adversa, é hora de as administrações municipais retomarem o discurso e os planos de governo então apresentados no pleito eleitoral de 2016, a fim de conferir concretude, sobretudo, aos seus projetos de infraestrutura. Nesse cenário, os contratos de Parceria PúblicoPrivada (PPP) apresentam-se como importante alternativa para uma alocação mais eficiente do gasto público. E 2018 revela-se o momento adequado para que os municípios deem seguimento à estruturação e viabilização dos seus projetos de PPPs, tirandoos das estantes e das pranchetas para colocá-los em marcha. É que, estando os atuais prefeitos em vias de iniciar a segunda metade do mandato, possível é avançar desde logo para, como mínimo, deixar o caminho pavimentado para o estabelecimento de parcerias numa eventual reeleição. Não há tempo a ser desperdiçado e os contratos de PPP, por natureza altamente sofisticados, exigem um não negligenciável período de planejamento e maturação. (Valor, 16/01/18). Leia mais no Valor Econômico

São Paulo, zoneamento e eficiência econômica - Hoje de manhã talvez você cidadão paulistano tenha se aborrecido ao se deparar com algum morador de rua precisando de ajuda. Talvez tenha se irritado logo depois porque no caminho do trabalho o seu carro ou ônibus tenha precisado fazer uma manobra radical para desviar de um buraco na avenida. Talvez ainda algum funcionário ou colega seu, no escritório ou no comércio, tenha faltado por não ter tido com quem deixar o filho pequeno ou porque a espera no posto de saúde tenha sido maior do que o imaginado. Esses problemas que todos os paulistanos conhecem bem - derivados da falta de recursos para creches, equipamentos de assistência social ou obras públicas - geram não apenas questões de ordem social e humanitária mas também atraso e ineficiência econômica. Indicadores globais recentes mostram que mais de 80% do produto total é gerado hoje em ambiente urbano. A cidade, a qualidade do tecido urbano, deve ser entendida como a grande infraestrutura produtiva da economia mundial. É na cidade que a maior porção de valor econômico é agregada nas cadeias de produção de bens e serviços. E é a boa cidade que atrai (ou não) o talento e a inovação. (Valor, 16/01/18). Leia mais no Valor Econômico

Imóveis de grife - Cada vez mais, o mercado imobiliário aposta em marcas consagradas do universo de luxo para seus empreendimentos. Pelo menos é o que tem acontecido em Miami, segundo Matias Alem, arquiteto fundador da BRG International, corretora de imóveis de alto padrão. "Para conquistar um público exigente, não basta oferecer piscinas incríveis ou salas de cinema no condomínio. Agora, o diferencial está em propor valor agregado de marcas consagradas de luxo", conta. Isso significa colocar nos detalhes da arquitetura o design característico dessas marcas. A Porsche, ícone alemã do mercado automotivo de luxo, por exemplo, projetou em um empreendimento na região de Sunny Isles um elevador para automóveis que leva o veículo para a sala de casa. A grife italiana Fendi também entrou nessa, assinando toda a decoração interna, incluindo detalhes como maçanetas, do Fendi Chateau Residences, condomínio entregue em 2016, em Miami Beach. Lá, o metro quadrado chega a custar US$ 30 mil, segundo Alem. "Acabei de vender uma unidade avaliada em US$ 8 milhões e que pertencia a um cliente brasileiro, para um empresário americano de Atlanta", conta o executivo, que trabalha na região há mais de quinze anos. (IstoÉ Dinheiro, 17/01/18)

Recuo do IGP-10 - O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu de 0,90% para 0,79% entre dezembro e janeiro, beneficiado por combustíveis e soja mais baratos no atacado, informou ontem a Fundação Getulio Vargas (FGV). A perspectiva para os Índices Gerais de Preços (IGPs) ainda é de desaceleração nos próximos meses, mas essa projeção não vale para a inflação varejista, apurada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e que representa 30% do indicador. Sinais de elevação de preços em alimentos in natura e em bovinos no atacado podem ser repassados no varejo nos próximos meses, o que pode levar a taxas maiores no IPC no primeiro trimestre. O mesmo motivo pode levar o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, a terminar em alta no período, com taxas acima das observadas em em igual período no ano passado, Entre dezembro e janeiro, a inflação dos combustíveis para produção diminuiu de 4,59% para 0,24%, o que contribuiu para a desaceleração da inflação do atacado como um todo, que representa 60% do IGP-10 e desacelerou de 1,22% para 1,06% no mesmo período. Os combustíveis para produção têm peso de 5% no cálculo da evolução de preços do atacado apurada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). (UOL, 17/01/18)