Curtas da Construção

Gafisa: Vendas contratadas líquidas sobem 76% no 1º trimestre - As vendas contratadas líquidas da construtora Gafisa somaram R$ 117,4 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma alta de 76% em relação ao mesmo período de 2016, segundo dados operacionais divulgados pela companhia. A empresa não realizou nenhum novo empreendimento no primeiro trimestre, uma vez que tinha o objetivo de vender unidades em estoque. “Apesar dos projetos estarem aprovados e disponíveis para lançamento, a companhia optou por seguir uma postura mais conservadora diante do atual cenário macroeconômico e também devido ao efeito sazonal do período”, diz o aviso ao mercado. Os distratos mais que duplicaram entre janeiro e março, somando R$ 118,2 milhões, e se concentraram nos projetos lançados até 2013. No trimestre, foram entregues três projetos com 610 unidades, representando R$ 265,1 milhões em valor geral de vendas (VGV). (UOL, 19/04/17)

Tenda: Lançamentos sobem 32,2% no 1º tri, para R$ 302,1 milhões - Os lançamentos da Tenda — incorporadora focada nas faixas 1,5 e 2 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida — subiram 32,2% no primeiro trimestre na comparação anual, para R$ 302,1 milhões. Os lançamentos da Tenda — incorporadora focada nas faixas 1,5 e 2 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida — subiram 32,2% no primeiro trimestre na comparação anual, para R$ 302,1 milhões. Os distratos cresceram 85,5%, para R$ 85,8 milhões. A incorporadora reiterou que “o aumento temporário do volume de cancelamentos é efeito da revisão do processo de distratos unilaterais executados pela Tenda, para vendas não repassadas por um período superior a três meses”. A expectativa é retomar o “patamar estável de operação” no segundo semestre. No fim de março, o banco de terrenos da Tenda correspondia ao Valor Geral de Vendas (VGV) potencial de R$ 4,517 bilhões. (UOL, 18/04/17)

S&P rebaixa rating da Odebrecht Engenharia e Construção - A S&P Global Ratings rebaixou nesta terça-feira o rating em escala global da Odebrecht Engenharia e Construção, de “B-” para “CCC+”. Na escala nacional, a nota foi reduzida de “brB-/brC” para “brCCC+/brC”. A perspectiva das avaliações é negativa. O rebaixamento reflete a visão da agência de classificação de risco de que a atual estrutura de capital da companhia pode se tornar insustentável no longo prazo, diante de sua liquidez restrita. O rebaixamento reflete a visão da agência de classificação de risco de que a atual estrutura de capital da companhia pode se tornar insustentável no longo prazo, diante de sua liquidez restrita. A perspectiva negativa reflete a expectativa de que, na ausência de eventos positivos — como a coleta de recebíveis atrasados, a monetização de empréstimos intercompanhia e uma reviravolta corporativa que permita à companhia restabelecer sua carteira de pedidos —, a revisão estratégica da Odebrecht Engenharia e Construção poderá resultar em um esforço proativo para a reestruturação das dívidas da empresa. (UOL, 18/04/17)

Atlas Schindler se prepara para novo ciclo - A fabricante de elevadores, escadas e esteiras rolantes Atlas Schindler tem em curso investimentos de R$ 100 milhões para aumentar a produtividade da sua fábrica, em Londrina (PR), e ampliar a sede, em São Paulo, além de treinamento e melhoria de processos. A intenção, segundo o responsável pelas operações da Schindler nas Américas e presidente da Atlas Schindler Brasil, André Inserra, é deixar a empresa preparada para o próximo ciclo de crescimento. "Nosso foco é o longo prazo", afirma o executivo. (Valor, 19/04/17).  Leia mais no Valor Econômico
 
Planetário da Gávea é tombado pela Prefeitura - Decreto do prefeito Marcelo Crivella tomba o Planetário da Gávea. O leilão do terreno, para pagamento de dívidas trabalhistas da Companhia Estadual de Habitação, foi suspenso ontem, por liminar judicial. Alerj e Câmara também tentam preservar imóvel. A liminar que garantiu ontem de manhã a suspensão do leilão do terreno onde funciona o Planetário da Gávea não foi a única medida para proteger o futuro do imóvel. À noite, o prefeito Marcelo Crivella decretou o tombamento provisório do prédio, acatando um pedido do secretário de Urbanismo, Habitação e Infraestrutura, Indio da Costa. Em vídeo publicado numa rede social do secretário, o prefeito comentou sua decisão: “Foi uma proposta do nosso secretário que eu acatei. Tombando esse imóvel, com certeza ele vai continuar patrimônio da nossa cidade.” O texto do decreto, que entrará em vigor após sua publicação, garante que "quaisquer intervenções físicas a serem realizadas no bem tombado deverão ser previamente aprovadas pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio". (O Globo, 19/04/17)

Especialista afirma que, mesmo na crise, é melhor comprar que alugar um imóvel - Enquanto os lançamentos de imóveis apresentaram aumento de 9% no ano passado, em comparação com 2015, a venda de novas unidades recuou 8% no mesmo período. Segundo o especialista em negócios imobiliários Neilvaldo Gonçalves, a queda das vendas foi a consequência no mercado imobiliário da crise no país. “O mercado imobiliário vem sofrendo com a crise dos últimos anos, o que fez os preços, seja dos imóveis postos para comercialização ou daqueles destinados a locação, despencarem. Assim, hoje, os consumidores com bons recursos financeiros à disposição ótimas opções de negócio.” Ainda de acordo com Neivaldo, os consumidores com menor poder aquisitivo devem seguir investindo no sonho da casa própria. Atualmente, o aluguel de um imóvel nas faixas mais baixas de preço tem o valor correspondente (ou até maior ) ao da prestação do financiamento. Um exemplo são os imóveis do “Minha Casa, Minha Vida” (MCMV), com preços e parâmetros mais acessíveis que os praticados pelo mercado imobiliário. “O programa permite a aquisição de um imóvel próprio em valores inferiores àqueles usualmente praticados pelo mercado, e sem comprometimento de grande parcela do orçamento familiar. Essa seria uma boa opção para o tão desejado sonho da casa própria - afirma o especialista.” Leonardo Mesquita, diretor de negócios da Cury Construtora, que atua com o MCMV, destaca que o programa oferece condições de pagamento e taxas de juros compatíveis com a renda familiar dos clientes: “Acreditamos ainda que, com a nova fase do MCMV e mais pessoas sendo contempladas, o projeto irá ajudar a reaquecer o setor da construção civil e melhorar, ainda mais, as condições de compra de um imóvel novo.” (Extra Globo, 19/04/17)

Construção se recupera só a partir de 2018 - A indústria voltada para a construção civil sofre há mais de dois anos com a queda dos investimentos no mercado imobiliário e de infraestrutura. Apesar da melhora de expectativa, o mercado espera uma retomada lenta e só a partir de 2018. O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, estima que neste ano as vendas para construtoras recuarão 4% sobre um 2016 de queda aproximada de 13%. "A construção só se recupera em 2018". A ociosidade em diversos segmentos da indústria voltados para construtoras é dramática e chega a superar 70%. É o caso das empresas de extrudados de alumínio, usados na fabricação de produtos como esquadrias, portas, sacadas, entre outros. "Os números mostram capacidade instalada de extrudados de 860 mil toneladas, para um consumo total de 225 mil toneladas em 2016. Estes indicadores pressionam as margens e levam a uma concorrência quase insustentável para a maioria das empresas", diz o coordenador do comitê de extrudados da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Erivam Boff. Segundo ele, em 2016 a demanda por alumínio transformado na construção civil encolheu 21,8%, sendo 21% em chapas, 18% em folhas e 22% em perfis extrudados. Já no disputado segmento de máquinas para construção, especificamente o de movimentação de terra (conhecido como linha amarela), a ociosidade ultrapassa 75%, de acordo com o CEO da BMC Hyundai, Felipe Cavalieri. Fim das obras de infraestrutura para a Copa do Mundo, aprofundamento da recessão, restrição ao crédito, desemprego e expansão dos distratos imobiliários contribuíram para a situação atual. (DCI, 19/04/17)

Mercado vê maior chance de aceleração de corte da Selic - O Comitê de Política Monetária (Copom) chegou a discutir uma redução da taxa Selic para baixo dos 11,25% na última reunião, por considerar que as condições para um corte mais intenso estavam dadas. Mas, por cautela, acabou optando pelo corte de um ponto, como a maioria do mercado previa. (Valor, 19/04/17).  Leia mais no Valor Econômico