Curtas da Construção

Novo teto para compra de imóveis com FGTS injetará R$ 4,9 bi na economia - O aumento do limite de financiamento de imóveis com recursos do FGTS para R$ 1,5 milhão deverá injetar na economia R$ 4,9 bilhões neste ano. O impacto foi calculado pela Seplan (Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos) do Ministério do Planejamento. Segundo a Seplan, a medida poderá levar a um acréscimo anual de R$ 490 milhões de contas vinculadas do FGTS para a compra de cerca de 4.000 imóveis. Se essa previsão se concretizar, serão 0,07 pontos percentuais de aumento no PIB deste ano. O limite do valor de aquisição dos imóveis foi alterado nesta quinta-feira (16) por um a resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional) e está alinhado com uma estratégia do governo de retomada do crescimento. O novo valor passa a vigorar a partir de segunda (20) e vai até 31 de dezembro deste ano. Antes, os trabalhadores só poderiam usar o FGTS para a compra de imóveis de até R$ 950 mil em algumas regiões do país. Agora, o novo teto (R$ 1,5 milhão) passa a valer em todo o território. (FolhaPress, 17/02/17)

Novas contratações da faixa 1 do Minha Casa Minha Vida começam em março, diz ministério - As novas contratações para faixa 1 do programa habitacional Minha Casa Minha Vida terão início no próximo mês, informou o Ministério das Cidades em nota divulgada nesta sexta-feira (17). Conforme o governo, estão previstas 170 mil novas unidades para faixa 1, que atende famílias com renda de até R$ 1.800 por mês. Para modalidade "entidades", em que grupos sociais e associações podem fazer a gestão de todo o desenvolvimento das moradias, foram reservadas 35 mil unidades em 2017, quase o dobro das 18.737 contratadas em 2014. O ministério informou ainda que atenderá a um número maior de famílias nas operações de financiamento com recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). "Como efeitos positivos desta nova medida, o governo federal acredita na geração de mais empregos formais no país e mais renda para toda a população", informou a nota. No início do mês, o governo anunciou mudanças em regras do Minha Casa Minha Vida, elevando o perfil de renda nas faixas 1,5; 2 e 3 do programa habitacional, assim como o valor máximo dos imóveis enquadrados. (Reuters, 17/02/17)

Governo diz buscar regra equilibrada para distrato na área imobiliária - Em passagem por São Paulo nesta sexta-feira, o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse que o governo busca "regra equilibrada" para lidar com a questão dos distratos de contratos de financiamento imobiliário. Em reunião com o Conselho Superior da Construção Civil da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Oliveira contou que essa discussão não está concluída e que o tema é discutido internamente no governo. "Nossa preocupação é que no fim tenhamos uma regra que seja equilibrada entre os consumidores que querem realizar o distrato, que é o cancelamento do contrato de compra do imóvel, e o consumidor que quer ficar com o imóvel. Precisamos entender que o empreendimento tem uma quantidade de pessoas participando e isso deu viabilidade ao projeto. Se você incentiva a saída de pessoas, isso pode inviabilizar o empreendimento e acaba prejudicando pessoas que não querem o distrato", disse Dyogo. O ministro ressaltou que as empresas do setor apresentaram proposta de devolução de 8% a 12% do valor do imóvel para a efetivação do distrato. "Nos mandaram isso e estamos debatendo internamente."  (UOL, 17/02/17)

Retomada de obras - Dyogo também afirmou que o programa de retomada de obras paralisadas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) com valor de até R$ 10 milhões já cataloga 460 obras, sendo que 79 foram concluídas. Um anúncio será feito na semana que vem com avaliação mais detalhada da iniciativa de estímulo à economia, anunciada em julho de 2016 pelo presidente Michel Temer. Ele voltou a repetir o discurso do governo de que "o pior já passou" na economia, prevendo crescimento em 2017, atingindo "2% no último trimestre do ano [na comparação com último trimestre de 2016]". O ministro do Planejamento relatou, que na reunião com representantes da Fiesp na manhã de hoje, foi feita lista de ações de política econômica que sustentarão esse crescimento esperado, como as concessões e privatizações do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e a liberação de recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de de Serviço (FGTS), por exemplo. (UOL, 17/02/17)

Mitre Realty e RedStone Residential investem em moradia estudantil - A Mitre Realty e a RedStone Residential vão investir R$ 340 milhões em até quatro anos no desenvolvimento de moradias estudantis, na Grande São Paulo, para estudantes de alta renda. O Valor Geral de Vendas (VGV) previsto para lançamentos, no período, é de R$ 700 milhões, com o total de 2.500 camas. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico

HTB cresce 21% e planeja estar entre as dez maiores - Ex-Hochtief, a construtora HTB do Brasil, controlada do grupo alemão Zech, é uma das empreiteiras que mais cresceram em faturamento no Brasil. Encerrou 2016 com receita bruta de R$ 1,1 bilhão, alta de 21,5% sobre os R$ 905 milhões do ano anterior, quando já registrara crescimento de 34% em relação a 2014. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Na Cyrela, Elie Horn dividirá presidência do conselho com ex-Estácio -  A Cyrela vai propor em assembleia a criação do cargo de co-presidente do conselho de administração, e a intenção é que Rogério Melzi, ex-presidente da Estácio de Sá, compartilhe a liderança do colegiado com o fundador da companhia, Elie Horn. A reunião de acionistas quer irá tratar do assunto está prevista para 28 de abril. Melzi já integrava o conselho de administração da Cyrela desde 2014 e preside a Abaporu, family office de Horn para investimentos em vários setores. O primeiro negócio do Abaporu é a aquisição do controle do Hospital Vera Cruz, em Campinas (SP). Com 72 anos, Horn está no setor imobiliário há 19 anos. Em maio de 2014, o empresário passou a presidência executiva da Cyrela aos filhos Raphael Horn e Efraim Horn e continuou à frente do conselho. A mudança ocorreu em cumprimento à regra da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que os dois cargos não poderiam mais ser acumulados por uma só pessoa. (UOL, 17/02/17)

Raia Drogasil vai abrir “big store” em locais com alto tráfego - Maior rede de farmácias do país, a Raia Drogasil começará a abrir lojas com metragem maior — o que a empresa chama de “big store” — em pontos “únicos”, com alto tráfego e nas quais poderá ser exposto volume maior de produtos. A empresa deu como exemplo uma loja inaugurada na Avenida Paulista, em São Paulo, em 2016. No total a empresa abriu três “big stores” desde o fim do ano passado. A companhia inaugurou 212 lojas e fechou 27 no ano passado. Entre as unidades encerradas, dez foram em caráter “pontual”, o que não deve se repetir em 2017, segundo o comando da varejista. A média de fechamentos que a empresa entende como normal varia de 15 a 20 por ano. A empresa anunciou ontem seus resultados do quarto trimestre e do acumulado do ano passado. As vendas líquidas atingiram R$ 11,2 bilhões em 2016, alta de quase 25%. Segundo o comando informou na manhã de hoje, em teleconferência com analistas, a empresa adicionou R$ 10 bilhões às vendas desde a fusão das duas redes, em 2011. A empresa disse ainda que cerca de metade das 212 aberturas de 2016 foram no Estado de São Paulo. E as inaugurações da rede Farmasil, focada em classe C, devem começar a crescer a partir de 2017, e devem se concentrar na capital paulista. A empresa não deu previsões de abertura para a Farmasil. Para o grupo como um todo, a estimativa é inaugurar 200 unidades neste ano. (UOL, 17/02/17)

Raia Drogasil eleva lucro e vai expandir rede para classe C - Maior rede de farmácias do país, a Raia Drogasil prepara um plano de crescimento orgânico que envolverá a entrada em três novos mercados no país em 2017 - segundo apurou o Valor, essa expansão envolve a região Nordeste - e a abertura mais acelerada de lojas da rede Farmasil, voltada para a classe C. As informações constam de relatório de resultados divulgado ontem. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Vale terá executivo de mercado, diz Temer - O presidente Michel Temer não vai interferir na troca de comando da Vale, prevista para maio, quanto termina o atual contrato, de dois anos, de Murilo Ferreira. Em reunião na terça-feira na capital federal com os presidentes do Bradesco e do Banco do Brasil, Temer garantiu que a escolha do novo executivo para o comando da mineradora não terá ingerência política e a decisão vai considerar critérios de mercado. O teor da conversa, que sacramentou o aval do governo aos principais acionistas Vale para definirem a escolha do novo comandante, foi relatada pelo presidente da República ao vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, em entrevista ao Valor PRO, serviço de informações em em tempo real do Valor. Andrade - ex-ministro da Agricultura no governo de Dilma Rousseff (PT) - é também o atual presidente do PMDB mineiro. O partido desde o ano passado fazia gestões para a substituição do presidente da Vale, principalmente depois do desastre ambiental em barragem da Samarco, empresa controlada da Vale em Mariana (MG). Recentemente, o senador Aécio Neves (PSDB de Minas) também entrou na disputa para influenciar na troca de Ferreira, conforme relatou reportagem do Valor. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Eólica da Rio Energy recebe R$ 850 milhões do BNDES - O Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 847,9 milhões para a construção do Complexo Eólico Serra da Babilônia, na Bahia, operado pela Rio Energy. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Cemig investe R$ 115 milhões em P&D nos últimos 3 anos  - A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) tem se destacado entre as concessionárias do setor: nos últimos três anos, ela respondeu por aproximadamente 20% dos recursos aplicados pelo setor elétrico em projetos de pesquisa e desenvolvimento no âmbito do programa Aneel. Em números aproximados foram R$ 115 milhões. Nessa semana, a companhia deu mais um passo, ao iniciar a chamada para projetos no período 2016-17. O Chamamento Público para a captação de projetos para o Programa de P&D Cemig/Aneel 2016-2017 está disponível no site da Cemig. São 29 novas demandas tecnológicas além da possibilidade de encaminhamento de projetos em continuidade. (InfraRoi, 17/02/17)

Maior obra da Paraíba tem R$ 200 mi para 2017 - A garantia do avanço da maior obra da Paraíba foi oficializada pelo Ministério da Integração Nacional, confirmando o aporte de R$ 200 milhões em 2017. Quando encerrado o Canal receberá águas da transposição do Rio São Francisco, o que pode beneficiar 590 mil habitantes de 38 municípios, segundo o governo paraibano. O empreendimento é uma parceria com o governo federal. No final do mês, o Ministério também liberou R$ 8,4 milhões para obras hídricas. O governo paraibano está realizando obras complementares da transposição que incluem a construção de canais, adutoras e sistemas de esgotamento sanitário, incluindo o Canal Acauã-Araçagi, cuja primeira etapa está praticamente pronta. Além disso, já foi concluída a limpeza do leito do Rio Paraíba, no trecho entre a Barragem de São José e Poções, e até a chegada das águas no estado, o trecho entre Poções e o açude de Boqueirão deverá estar concluído. O Ministério também já abriu o primeiro lote para o eixo Norte da transposição, que beneficia a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Está projetada para o mês de dezembro a chegada da água no Rio Piranhas, beneficiando os dois estados. (InfraRoi, 17/02/17)

Paraná garante R$ 4 bi em portos até 2020 -Investimentos envolvem aporte público e privado a ser feito em Paranaguá e Antonina. Depois de receber pouco mais de R$ 2,6 bilhões entre 2011 e 2016, os portos de Paranaguá e Antonina devem ter investimentos de mais R$ 4 bilhões até 2020. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), os valores devem priorizar ações para garantir disponibilidade de atendimento, competitividade e baixo custo operacional nos próximos anos. A informação é do diretor-presidente (Appa), Luiz Henrique Dividino e foram divulgadas na primeira semana de fevereiro. O executivo apresentou projetos para melhoria da infraestrutura portuária, aquisição de equipamentos, campanhas de dragagem e ações de desenvolvimento sustentável. Dividino falou ainda sobre os gargalos logísticos e detalhou os projetos de expansão da Appa. Ainda de acordo com ele, R$ 2 bilhões – dos R$ 2,6 bilhões – investidos entre 2011 e 2016 vieram da iniciativa privada. (InfraRoi, 17/02/17)

Colômbia suspende contrato de concessão bilionário com a Odebrecht - O governo da Colômbia determinou a suspensão do contrato de concessão da Rota do Sol, que tinha sido vencido pela Odebrecht em 2009, em meio ao escândalo de corrupção enfrentado pela companhia brasileira. A Rota do Sol é uma via que vai unir Bogotá à costa do Caribe. Segundo comunicado da Superintendência de Indústria e Comércio da Colômbia, será realizada uma nova licitação para o projeto. A medida abrange a concessão do Trecho 2 da via, que havia sido vencido em um processo licitatório pela Odebrecht, consistindo em 500 quilômetros de extensão. O desembolso sob responsabilidade da concessionária liderada pela Odebrecht — composto ainda pelas colombianas Corficolombiana e Solarte — era de aproximadamente US$ 1 bilhão. Segundo o governo colombiano, há “múltiplas evidências” de que o ex-vice-ministro de Transportes e Gerente Geral Encarregado do Instituto Nacional de Concessões do país, Gabriel Ignacio García Morales, direcionou o processo licitatório para favorecer a Odebrecht e burlar a livre concorrência. Ele teria recebido US$ 6,5 milhões da Odebrecht para isso. Segundo o comunicado do governo, Garcia Morales e a Odebrecht já admitiram que ele recebeu tal pagamento. A Agência Nacional de Infraestrutura da Colômbia informou ainda que está buscando anular o contrato da Rota do Sol o mais rapidamente possível, para que as obras restantes possam ser recontratadas. “Somos conscientes do impacto [da suspensão] nas comunidades, motivo pelo qual não pouparemos esforços para encontrar soluções rápidas e efetivas para essas dificuldades”, disse a agência, em nota, se referindo à necessidade de preservar a construção e permitir a geração de empregos na região. Em 2009, quando a Odebrecht venceu a disputa pela concessão, a empresa informou que a Rota do Sol era uma das obras de infraestrutura mais importantes dos últimos anos na Colômbia e receberia investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões. (UOL, 17/02/17)

MPF fecha acordo com 10 países para investigar a Odebrecht - O Ministério Público Federal (MPF) firmou ontem (16), com nove países da América Latina e com Portugal, o mais amplo acordo de colaboração internacional ligado à Operação Lava-Jato, com o objetivo de investigar desvios cometidos pela empresa Odebrecht. O documento ressalta que o acordo de leniência firmado pela Odebrecht com o MPF e as colaborações premiadas de 78 ex-executivos e funcionários da empresa possuem uma cláusula de confidencialidade vigente até 1° de junho de 2017. Em razão desse sigilo e diante do grande interesse das procuradorias gerais e fiscais dos países envolvidos em ter acesso às informações antes do fim do prazo, o acordo de colaboração foi firmado. A assinatura foi ontem (16), em Brasília, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR). O documento determina que sejam criadas equipes de investigação bilaterais e multilaterais para investigar a Odebrecht. Além do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, firmaram o acordo os procuradores-gerais e fiscais da Argentina, do Chile, da Colômbia, do Peru, México, Equador, Panamá, da Venezuela, República Dominicana e de Portugal. Em ao menos quatro países latino-americanos – Colômbia, Equador, Venezuela e Peru – as investigações contra a Odebrecht já geraram consequências como a prisão de suspeitos. Entre as prisões decretadas, está a do ex-presidente do Peru, Alejandro Toledo, acusado de receber cerca de US$ 20 milhões em proprinas ligadas à construção de uma rodovia. No início de janeiro, a Odebrecht fechou um acordo de colaboração com os promotores peruanos, no qual concordou em devolver R$ 30 milhões aos cofres públicos do país, relativos a ganhos ilícitos. Em dezembro, em um acordo de leniência firmado em conjunto entre a empresa, Brasil, EUA e Suíça, a Odebrecht admitiu ter pago mais de US$ 1 bilhão em proprinas a autoridades e funcionários dos governos de ao menos 12 países. (Agência Brasil, 17/02/17)

Investimentos de fundos em hotel de Trump são investigados - O Ministério Público Federal do Rio investiga se o LSH Barra Hotel, que era administrado pela Trump Organization, do presidente americano, Donald Trump, foi supervalorizado para desviar recursos de dois dois fundos de pensão, o Instituto Serpro de Seguridade Social (Serpros) e o Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev). Durante a Olimpíada, a unidade tinha a bandeira Trump Hotel e a partir de dezembro o empreendimento passou a se chamar LSH Barra Hotel, com o fim do acordo com a companhia do presidente americano. (Valor, 17/02/17). Leia mais no Valor Econômico