Curtas da Construção

Sandra Papaiz espera queda do PIB de 2% neste ano - Na contramão do que o governo e a maioria das companhias estimam para o Produto Interno Bruto (PIB) para 2017, a empresária Sandra Papaiz espera retração de 2% no indicador da atividade econômica. "Eu me darei por satisfeita se o PIB cair 2% neste ano, zerar em 2018 e voltar a crescer em 2019. Com as medidas de contenção de despesas e cortes de gastos, não há como o país crescer em 2017", diz a empresária, filha mais velha do fundador da Papaiz (indústria referência em cadeados e fechaduras), Luigi Papaiz. (Valor, 16/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Multiplan capta R$ 592 milhões em aumento de capital e rateia sobras - A Multiplan, uma das maiores empresas de shoppings do país, informou nesta terça-feira que, durante o período de exercício do direito de preferência de aumento de capital aprovado em 9 de janeiro, foram subscritas ações totalizando montante de R$ 592,3 milhões. As 10.125.290 novas ações ordinárias, subscritas ao preço de emissão de R$ 58,50 por ação, correspondem a 98,72% da quantidade máxima do aumento de capital. Assim, 131.121 ações não subscritas serão destinadas a rateio de sobras, entre 16 e 22 de fevereiro. (UOL, 16/02/17)

Ações da Bahema sobem mais de 23% após anúncio de compra de escolas - As ações ordinárias da holding de participações Bahema fecharam o pregão desta quarta-feira com alta de 23,33% a R$ 37,10, após ter entrado em leilão minutos antes. O movimento financeiro atingiu R$ 573,95 mil. O papel encerrou a sessão com a terceira maior alta de toda a BM&FBovespa e a maior cotação desde junho de 2015. A forte valorização aconteceu após a empresa anunciar ontem que adquiriu fatias da Escola da Vila, de São Paulo, e Escola do Parque, do Rio. (UOL, 16/02/17)

Caminho livre - As empresas alemães iniciam um ciclo de investimentos no Brasil e nada mais deve atrapalhar a retomada, afirma o presidente da Comissão da Indústria Alemã para América Latina, Andreas Renschler. (Valor, 16/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Ferrovial e operadora mexicana desistem do leilão de aeroportos - Uma das maiores operadoras internacionais de infraestrutura, a gigante espanhola Ferrovial desistiu de participar do leilão de quatro aeroportos no Brasil, marcado para o dia 16 de março. (Valor, 16/02/17). Leia mais no Valor Econômico

Barra terá barcas este ano - O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, anunciou que vai criar, ainda este ano, uma linha de barcas pelas lagoas da Barra integrada ao metrô. Uma das prioridades do prefeito para 2017 será viabilizar, ainda este ano, a implantação do serviço de transporte aquaviário que interligará condomínios da Barra da Tijuca à Linha 4 do metrô, no Jardim Oceânico, usando as lagoas da região para ajudar na locomoção das pessoas e ajudar o trânsito a fluir melhor na Barra. Segundo o município, a embarcação empregada deverá ser do tipo hovercraft, com capacidade para transportar cerca de cem passageiros sentados. Por hora, poderia levar até nove mil usuários. Ela teria de seis a sete paradas, entre o condomínio Península (onde o prefeito tem uma residência) até as imediações da estação do metrô, com viagens durando aproximadamente 15 minutos. Como o hovercraft usa tecnologia em que a embarcação plana sobre a lâmina da água, a embarcação poderia atravessar as lagoas independente de sua profundidade. A prefeitura, no entanto, ainda não estabeleceu uma data para a divulgação do edital de concessão para o serviço. (O Globo, 16/02/17)

Banho sustentável - Banheiras são muito relaxantes e confortáveis. Mas gastam muita água. Para resolver isso, a empresa alemã Duravit criou uma peça que pode manter a mesma água, limpa e filtrada, por até três meses. A Blue Moon é uma banheira de hidromassagem com meio metro de profundidade e que suporta até quatro pessoas. Ela possui um gerador de ozônio integrado, responsável pela filtragem e desinfecção da água e das paredes. Quando não utilizada, a Blue Moon ainda possui uma tampa acolchoada, que a transforma numa espécie de puff gigante. Preço: R$ 22 mil. (IstoÉ Dinheiro, 15/02/17)

Sede da Apple será o prédio mais caro do mundo - Como todo projeto idealizado por Steve Jobs, a nova sede da Apple, em Cupertino, na Califórnia, Estados Unidos, não se restringirá a cumprir apenas a função de um mero edifício corporativo. Fazendo justiça ao apelido que ganhou dos funcionários da empresa e moradores do Vale do Silício, de “Spaceship” (espaçonave), ele promete incorporar itens de tecnologia compatíveis com a reputação da companhia líder nesse quesito. Mais do que isto, ou talvez em função disso, ele também já figura como o prédio corporativo mais caro do mundo, tendo um custo previsto de 5,4 bilhões de dólares para sua construção. O valor é relevante ao se considerar que o edifício terá 260 mil metros quadrados de área construída, para abrigar os 13 mil funcionários da Apple em Cupertino. Projetado pelo arquiteto britânico Norman Foster, o Campus II, nome oficial do empreendimento, foi concebido em formato circular, com quatro pavimentos, de forma a interagir com a flora local e criar até mesmo um bosque interno. Qualquer semelhança visual com uma espaçonave estacionada no meio oeste americano, cena típica do filme “Contatos de Terceiro Grau”, não é mera coincidência. Principalmente em se tratando de Steve Jobs. A ideia do fundador da Apple, falecido em 2011, era transformar a nova sede da companhia em uma cidade verde conectada a Cupertino. As inovações construtivas adotadas envolvem até mesmo o uso de lajes ocas de concreto, de forma a dispensar a instalação de tubulações para distribuição do ar condicionado nos ambientes internos. Ao todo, a obra emprega 4.300 placas de concreto pré-fabricado e sua fachada, produzida sob medida, será revestida por 3 mil painéis de vidro. Cada peça mede 10 metros de altura e 14 metros de comprimento, pesando cerca de 3 mil quilos. Já o volume de concreto industrializado utilizado no empreendimento ultrapassa o total de 50 mil metros cúbicos. Com inauguração prevista para este ano, a obra passou por tantas adequações durante sua execução que custou até mesmo o rompimento entre contratante e os contratados para sua execução.  (InfraRoi, 14/02/17)
 
'Prévia' indica 2º ano de recessão, com tombo de 4,55% do PIB em 2016 - O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto), caiu 4,55% em 2016, informou o Banco Central nesta quinta-feira (16). Se a prévia se confirmar, 2016 terá sido o segundo ano seguido de encolhimento do PIB. Em 2015, a economia caiu 3,8%, segundo dados oficiais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2014, houve leve alta de 0,1%. O IBGE divulgará os dados do PIB de 2016 em 7 de março. A prévia do BC é ainda pior que o resultado previsto pelo mercado. Na pesquisa Focus mais recente, economistas projetaram queda de 3,5% do PIB no ano passado. Tanto os dados do BC quanto a previsão dos analistas reforçam a leitura de que o país atravessa a pior recessão da sua história, desde que os registros oficiais começaram, em 1901. Para 2017, a projeção do mercado é de crescimento de 0,48% do PIB, bem abaixo da estimativa do governo, de 1%. O resultado do IBC-Br reflete os tombos dos três setores da economia. Em 2016, o comércio encolheu 6,2%, pior desempenho em 15 anos, com o consumo fraco impactando de forma generalizada as vendas, com destaque para supermercados. O setor de serviços foi na mesma linha, com queda de 5%, a pior em cinco anos, em meio às fortes perdas na atividade de transportes.  Por sua vez, indústria brasileira teve uma redução de 6,6% na produção, terceiro ano seguido de perdas. (UOL, 16/02/17)