Curtas da Construção

Acionistas aderem em peso à capitalização da Tecnisa - Com forte adesão dos acionistas minoritários ao aumento de capital em curso, a Tecnisa já levantou R$ 197 milhões dos R$ 200 milhões pretendidos na operação anunciada no fim de junho e que resultou na chegada da concorrente Cyrela ao quadro de acionistas da construtora. Juntos, o controlador da Tecnisa e a Cyrela subscreveram um total de R$ 124,7 milhões em novas ações, abaixo do teto de R$ 170 milhões estabelecido inicialmente. Entre os minoritários, a adesão chegou a 96%. (Valor, 27/09/16). Leia mais no Valor Econômico

Inovação ajuda a recuperar valor no setor imobiliário - A expansão urbana com ênfase no setor de serviços e deslocamento de indústrias para novos polos, deixando para trás antigos passivos ambientais constituídos quando não existiam normas rígidas para controle da poluição, é hoje importante fator que direciona investimentos e a busca de tecnologias para a descontaminação de solos no Brasil. (Valor, 27/09/16). Leia mais no Valor Econômico

Venda de imóveis novos na Grande São Paulo cai 49% em julho - O número de imóveis residenciais novos vendidos na Grande São Paulo, fechou julho com 482 unidades, segundo o Secovi-SP (do setor) -queda de 48,6% em relação ao mesmo período de 2015. Foi o pior mês deste ano para a região, excluída a capital. No acumulado até julho, foram comercializados 5.482 imóveis novos. O volume é 22,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, de acordo com o Secovi. As férias de meio de ano influenciaram na queda, diz a entidade, e a expectativa é que o mercado reaja no segundo semestre. "Esperamos a adoção de medidas que estimulem o setor", diz o presidente, Flavio Amary. A maior parte dos lançamentos disponíveis (59%) está na faixa de preço de até R$ 225 mil. Eles também tiveram os melhores resultados de venda, de 44%. (Folha de S. Paulo, 27/06/16)

Custo da construção avança 0,37% em setembro, mostra FGV - O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M) avançou 0,37% em setembro, acima da alta de 0,26% registrada em agosto. O indicador, que compõe o IGP-M, acumula acréscimo de 5,60% no ano e 6,44% em 12 meses. A aceleração do INCC-M foi puxada pela mão de obra, que avançou de 0,26% para 0,55% no mês. A pressão foi contrabalançada pelo índice relativo a materiais, equipamentos e serviços que subiu 0,16% este mês, após alta de 0,26% em agosto. Na abertura do segundo grupo, o índice correspondente a materiais e equipamentos subiu 0,25% em setembro, variação ligeiramente abaixo do mês anterior, de 0,26%. A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,28% em agosto para -0,15% em setembro. Duas capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Brasília e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e Porto Alegre registraram desaceleração. (UOL, 27/09/16)

Investigado na Greenfield, diretor da Funcef sai do conselho da Tenda - O conselho de administração da Construtora Tenda recebeu nesta segunda-feira o termo de renúncia de Maurício Marcellini Pereira ao cargo de membro efetivo do conselho de administração da companhia. Diretor de investimentos da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, Pereira está sendo investigado desde o dia 6 de setembro, no âmbito da Operação Greenfield, da Polícia Federal, que investiga irregularidades em fundos de pensão. Estatuto social Também nesta segunda-feira foi aprovada em assembleia a alteração do estatuto social da Tenda, para incluir a opção, em caso de vacância de membro efetivo do conselho de administração da companhia, de manutenção cargo vago, desde que respeitado o número de membros previsto no estatuto. (UOL, 26/09/16)

Diretor da Funcef é autorizado a retomar cargo no conselho da Gafisa - O diretor de investimentos do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef), Maurício Marcellini Pereira, foi autorizado a retomar o exercício regular de suas funções no conselho de administração da Gafisa, conforme ata de reunião do colegiado. O conselheiro havia sido suspenso temporariamente do cargo em 15 de setembro, após decisão judicial no âmbito da Operação Greenfield, da Polícia Federal. Apesar da autorização para retomar o cargo, ficou acordado que Pereira não retomará suas funções como membro do comitê de auditoria da companhia até a conclusão dos processos em curso. Odair Garcia Senra permanece indicado como novo membro do comitê de auditoria da companhia, com mandato até 4 de maio de 2018. Pereira se comprometeu a manter o conselho de administração da Gafisa informado sobre atualização nos processos. (UOL, 26/09/16)

Niterói mantém valorização - Apesar da instabilidade econômica dos últimos tempos, Niterói continua proporcionando bons resultados para investidores, com índices da valorização dos imóveis acima da média. Os destaques são os bairros de Piratininga, Icaraí e Gragoatá, como aponta o novo estudo semestral do Sindicato da Habitação (Secovi Rio), principal pesquisa do segmento na região. O estudo será lançado no próximo mês e revela desempenhos surpreendentes: em algumas regiões, a valorização para compra e venda chegou a 10%, superando até índices do Rio de Janeiro. (O Fluminense, 25/09/16)

Gafisa investe em branded content no alto padrão - Em um contexto econômico onde o consumidor está mais cauteloso na hora de comprar um imóvel, a incorporadora Gafisa vem ampliando sua atuação em segmentos menos atingidos pela crise. É o caso do alto padrão, setor em que a empresa passa a apostar por meio de uma nova marca, a Gafisa Signature. Lançada no primeiro semestre de 2016, a marca Gafisa Signature apresenta uma identidade visual totalmente diferente. Está mais sóbria, mais direta e com textos mais elaborados, uma forma de comunicação que esse cliente de alto padrão requer. “A gente tentou identificar ele diferente dos outros. Quem compra a Gafisa Signature, de fato, é um Gafisa diferente do resto, é um Gafisa que quer um capricho, uma mão de obra diferente, um design diferente”, afirma André Chagas, gerente de marketing institucional da Gafisa. Além dessa novidade, a Gafisa traz investimento em branded content. Há um tempo, a empresa já vem apostando na união da marca com o entretenimento em outros formatos. Assim, criou a série Design Hoje!, a qual foi evoluída em conteúdo de cinema, chegando a sua segunda temporada, chamada Cidade-se, que vai até janeiro do ano que vem. Ela aborda a arte pública, balada urbana e a cidade como um espaço de lazer. Composta de cinco episódios, a Gafisa articula o consumidor para mais próximo da empresa. André Chagas ressalta que o objetivo é “fazer conteúdo, gerar conteúdo e informações que são relevantes para o mercado e para o cliente”. Neste mês, a Gafisa lança um filme que conta a história do Follow the Eureka Building, o primeiro edifício colaborativo do mundo, que nasceu de uma campanha institucional da marca no Facebook. Uma escultura exclusiva de Brajovic, presente nas instalações do Follow, é símbolo do conceito da Gafisa: atender às necessidades dos clientes e oferecer design. (Meio&Mensagem, 27/09/16)

Em setembro, a confiança na construção civil é a maior desde julho de 2015 - O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 2,1 pontos, entre agosto e setembro, alcançando 74,6 pontos. Esse é o maior nível desde julho de 2015. Mesmo após a terceira alta consecutiva, o nível do indicador continua muito baixo em termos históricos, apontou a FGV. Os pesquisadores da instituição observam, no entanto, que se torna "mais evidente a gradual melhora das perspectivas de curto prazo para empresários do setor". A FGV sinalizou o anúncio do Programa de Parcerias de Investimento (PPI) e a retomada de obras paradas do programa Minha Casa Minha Vida como motivos para a melhora das expectativas no setor. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,6 ponto em setembro, alcançando 64,8 pontos. Mesmo após a quarta alta, o índice ainda se encontra muito abaixo da média histórica. A principal contribuição à alta veio do indicador que capta a percepção da empresa em relação à situação atual dos negócios, que subiu 0,9 ponto em relação ao mês anterior, atingindo 66,1 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) marcou 84,8 pontos, ficando 3,4 pontos acima de agosto, maior nível desde dezembro de 2014. Dentre os quesitos que integram o índice-síntese, a situação dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais contribuiu para alta no mês, com variação de 5,1 pontos. "A sinalização dada pelos empresários do setor é bastante expressiva, mas é preciso cautela. Mesmo que as expectativas estejam indicando uma aceleração ainda não há elementos suficientes para se confirmar a retomada do crescimento nos próximos meses", afirmou, em nota, a coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE, Ana Maria Castelo. O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor ficou em 64,8% em setembro, 0,3 ponto porcentual acima do resultado de agosto, sinalizando certa estabilização do nível de atividade. (DCI, 27/09/16)

BC prevê queda de 3,3% no PIB e inflação de 7,3% em 2016, acima da meta - O Banco Central calcula que a economia brasileira irá encolher 3,3% e a inflação chegará a 7,3% neste ano, de acordo com o relatório trimestral de inflação, divulgado nesta terça-feira (27). A projeção anterior, divulgada no relatório de junho, trazia a mesma estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto), mas previa inflação menor, de 6,9%. O banco diz que a inflação deve continuar caindo, mas numa "velocidade incerta". Se a previsão se confirmar, a alta dos preços em 2016 vai estourar o teto da meta, pelo segundo ano seguido. O objetivo do governo é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (na prática, variando entre 2,5% e 6,5%). Em 2015, a inflação foi de 10,67%. Quando a alta de preços supera o limite máximo, o presidente do Banco Central precisa escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando os motivos. Para o ano que vem, a projeção do BC é de que a inflação chegue a 4,4%. A expectativa anterior era de 4,7%. Em 2017, a tolerância é de 1,5 ponto, com o teto da meta a 6%. Ou seja, a previsão coloca a alta de preços praticamente no centro da meta. Ainda segundo estimativa do BC, o dólar deve fechar este ano em R$ 3,30 projeção menor que a de junho, de R$ 3,45. A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, foi mantida em 14,25%. (UOL, 27/09/16)

Venda de moradias nos Estados Unidos tem a maior queda desde 2015 - As vendas de moradias novas para uma única família nos EUA caíram 7,6% em agosto ante julho, para a taxa sazonalmente ajustada de 609 mil unidades, segundo dados do Departamento do Comércio. A queda foi a maior registrada desde setembro de 2015. O dado de julho foi levemente revisado para cima, de 654 mil para 659 mil. (O Estado de S. Paulo, 27/09/16)