SP: São Carlos espera aluguel em linha com inflação

Num cenário de muita oferta de escritórios comerciais na cidade de São Paulo, reajustes de aluguéis acima da inflação serão exceção em 2014, segundo o diretor-presidente da são Carlos Empreendimentos Imobiliários, Felipe Góes. "Os reajustes dos contratos ficarão em linha com a inflação. A dinâmica atual é muito favorável aos inquilinos", diz o executivo, citando que os preços pedidos pelos imóveis que estão entrando no mercado caíram.
 
Segundo Góes, o ambiente menos favorável aos proprietários de imóveis de escritórios para locação não preocupa a São Carlos. A empresa tem conseguido manter os preços de locação dos empreendimentos desenvolvidos, principalmente por não ter empreendimentos triple A na avenida Faria Lima, na zona sul da capital paulista, "a mais afetada neste momento", de acordo com o executivo.
 
No quarto trimestre de 2013, aumentos reais nos preços de locação em revisionais ou renovações de contratos e reajuste periódico dos valores pela inflação fizeram com que a receita bruta com locações da companhia crescesse 4,8%, ante o mesmo período de 2012, para R$ 74 milhões. No acumulado de 2013, o indicador teve alta de 7,4%, para R$ 295,8 milhões.
 
A São Carlos considera a possibilidade de comprar ativos de escritórios. Há conversas com potenciais vendedores, "mas nada próximo de ser anunciado", de acordo com o diretor-presidente. "Estamos aguardando que os preços cheguem aos patamares buscados", afirmou Góes. Em dezembro, o saldo de caixa da empresa era de R$ 491 milhões, o que representa poder de compra de R$ 1,6 bilhão, considerando-se alavancagem de 70% com financiamento para aquisições.
 
No ano passado, a São Carlos realizou sua maior aquisição, a Torre A do EZTowers, em desenvolvimento pela EZTec. O valor da compra foi de R$ 564 milhões. Em dezembro, o valor do portfólio de imóveis da São Carlos era de R$ 4,4 bilhões, o que representa expansão de 20% em 12 meses. A vacância física e a financeira ficaram em 1,8% no fim do ano.
 
Em 2013, a companhia vendeu vários ativos, o que possibilitou a obtenção de lucros líquidos recordes no acumulado do ano e no quarto trimestre, de R$ 249 milhões e R$ 154,4 milhões, respectivamente. "Neste ano, o volume de vendas será, provavelmente, menor do que o de 2013", diz o diretor-presidente.
 
Outro destaque do ano, de acordo com o executivo, foi a redução de custos operacionais, principalmente pela centralização do processo de compras.

Fonte: Valor Econômico, Empresas, 14/03/14