Arquiteto adapta edifícios para evitar acidentes nas áreas comuns

O arquiteto Rodrigo Costa, do Studio Costa Marques, tem feito alguns projetos para diminuir os riscos de acidentes nos condomínios. Segundo ele, muitos edifícios antigos têm feito reformas para deixar espaços comuns, como playgrounds, halls, portaria e piscina mais acessíveis e seguros.

Em seus projetos, o arquiteto orienta os condomínios a iluminar os espaços onde há degraus, colocar luzes de emergência e sinalizar as escadas.

“As entradas dos edifícios são pontos críticos, pois têm escadas, que muitas vezes não são iluminadas, o que pode causar acidente, principalmente com idosos e crianças”, diz.

Para o arquiteto, os pisos antiderrapantes devem ser obrigatórios. “Em todos os espaços sujeitos a ficarem molhadas, o piso deve ser antiderrapante, com atenção especial à área das piscina, que deve ter grade de proteção e portão que somente um adulto possa abrir.”

Outra recomendação do arquiteto diz respeito ao desenho dos pisos. De acordo com Costa, alguns desenhos embaralham a visão. “Muitas vezes a pessoa não vê um degrau por causa do detalhe do piso e isso pode causar uma queda”, diz.

Ele salienta que os condomínios devem pensar na segurança, acessibilidade e conforto e isso inclui o mobiliário utilizado. Um exemplo são os bancos, que podem ser de concreto ou de fibra, que são fáceis de conservar e com menor incidência de acidentes.

Elevador. Segundo o gerente de marketing de serviço da Otis, Luiz Fernando Prata, o elevador não é um local de risco, mas é importante seguir uma conduta adequada de utilização para minimizar possíveis problemas ou acidentes.

“Se observar comportamento indevido nos elevadores, os responsáveis dos prédios devem alertar que o dano ou a má utilização é perigosa e podem apresentar risco ao usuário.”

Prata ressalta que os usuários devem seguir algumas regras básicas para a segurança. “Brincar, pular, balançar, forçar a abertura da porta ou segurá-la com objetos e apertar botões desnecessários são algumas das ações que não devem ser praticadas”, adverte.

Segundo o gerente da Otis, isso pode ocasionar problemas para o funcionamento do equipamento, além de aumentar a possibilidade de uma pane no elevador. E, de acordo com ele, a atenção deve ser redobrada com as crianças.

“Elas não devem andar sozinhas em elevadores, especialmente menores de dez anos. E os adultos devem orientá-las a permanecer afastadas da porta, quando estiverem dentro da cabine”, recomenda.

“A manutenção em elevadores deve ser realizada mensalmente por uma empresa especializada e com a supervisão de um engenheiro responsável.”

Por EDILAINE FELIX

Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-imobiliario/