Internauta precisa refinar busca para fechar bom negócio na compra de imóvel

Comprar um imóvel sem sair de casa ainda não é realidade. Mas, se bem usada, a internet ajuda a poupar tempo e fechar um bom negócio.

Foi com a ajuda da rede que a administradora de empresas Karina Dornella, 32, conseguiu adquirir seu apartamento na Pompeia, na zona oeste de São Paulo, onde vai morar com o marido.

Ela diz que pesquisou em vários sites de classificados de imóveis e comparou os preços. Até que encontrou a oferta em uma imobiliária especializada em descontos --pagou 21% menos.

Visitou o escritório da empresa apenas duas vezes. Na primeira, foi para conhecer o produto (ainda em obras). Na segunda, para fechar o negócio. O resto do processo foi feito a distância.
"Só vi vantagens. Tinha todas as referências do imóvel. Com a documentação adiantada, foi só assinar o contrato", conta a administradora.

Ela diz, porém, que visitou a rua do futuro empreendimento, para observar as obras, mesmo conhecendo o bairro. "Não dá para acreditar em tudo que a gente vê na internet", completa.

MODALIDADES
Com grande oferta de produtos disponíveis na internet, quem busca um imóvel pode tirar melhor proveito se souber de antemão o que cada site oferece e se ele é ou não responsável pela operação.

No caso dos portais, eles reúnem anúncios de proprietários, corretores e imobiliárias com as características da residência. Quem responde pelas informações, contudo, é o anunciante, e por isso é fundamental o comprador checar todos os itens com ele.

Também é preciso levar em conta que, apesar de a oferta de imóveis ser grande, nem sempre isso significará economia de tempo.

Como muitas vezes um mesmo imóvel é ofertado por diversas imobiliárias, acontece de ele ter sido vendido e continuar anunciado.

"Não podemos impedir que o mesmo imóvel seja ofertado por várias imobiliárias, mas você pode comparar preços e comissões diferentes [por causa disso]", diz Paulo Samia, diretor financeiro do Imovelweb, a respeito dos anúncios em sites de classificados.

Fábio Martins Silva, 61, analista aposentado e investidor, pesquisou em vários sites de classificados, mas diz que escolheu um imóvel comercial em uma imobiliária que oferecia serviços on-line.

Ele, porém, enfrentou um contratempo. Só após negociar durante cerca de quatro meses foi informado por ela de que havia problemas com a documentação, o que o levou a desistir do negócio.

"Se não tivessem me contado, eu só ia perceber a questão com um advogado e a confiança seria quebrada."

DESCONTO
Depois disso, comprou outro imóvel para investimento, nesse caso residencial e na região do Bom Retiro, com a mesma empresa.

No caso de imobiliárias especializadas em unidades em estoque com desconto, a operação é intermediada pela organização, que responde pela negociação e recebe um percentual da venda.

Os primeiros contatos são virtuais, mas o cliente negocia e conclui a compra sempre presencialmente.

Segundo Alexandre Manfrin, diretor de vendas da RealtON, que opera essa modalidade, a incorporadora lança um produto e vende uma parte dele. Do restante, separa algumas unidades que possam ser vendidas com desconto, sem que isso interfira na margem de lucro dela.

Nos sites de incorporadoras, após um contato on-line, o comprador é encaminhado para negociar com uma imobiliária ou um corretor.

Também nesse caso a empresa é responsável pelas informações, e o cliente deve pagar a taxa de corretagem, pela intermediação dos serviços, que costuma ser de 6% do valor da transação.

É essencial checar se ela está incluída no preço do imóvel ou se será paga à parte.

Fonte: http://classificados.folha.uol.com.br/imoveis/2013/12/1378740-internauta-precisa-refinar-busca-para-fechar-bom-negocio-na-compra-de-imovel.shtml#