PAC: Construção aguarda retomada do emprego

 

SÃO PAULO, 22 de janeiro de 2009 - Depois de verificar que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) demorou mais que o esperado para ser implantado, a construção civil paulista aposta agora que o cronograma de iniciativas, lançado em 2007, pelo governo possa contribuir para que o Brasil enfrente a crise financeira mundial. A constatação foi feita pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe, que esteve reunido na terça-feira com vários representantes do setor.

 

Segundo ele, a expectativa é que o PAC aliado à redução dos juros, estímulo ao crédito e pacote habitacional contribuam com a recuperação das vagas de emprego fechadas em 2008, ainda neste primeiro trimestre. "Se mais adiante houver necessidade de lançar mão de instrumentos para evitar demissões, tais como redução de jornada ou suspensão temporária do contrato de trabalho, isso será discutido caso a caso e efetuado dentro do que determina a lei", disse.

 

O coordenador do curso de Administração da Faculdade Rio Branco, Douglas Renato Pinheiro, também concorda que o governo terá que colocar o PAC em andamento a fim de amenizar os efeitos da crise mundial na economia brasileira. "O PAC prevê uma série de investimentos em obras de infra-estrutura, o que impulsionaria a criação de empregos e amenizaria os efeitos da crise", ressalta.

 

Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, mesmo que haja um crescimento zero do Produto Interno Bruto (PIB), o setor vai crescer impulsionado pelo carregamento das obras já contratadas. "As construções em execução devem impactar em um PIB do setor entre 3% a 3,5% no ano que vem. Há um horizonte de trabalho de pelo menos seis meses", disse. (Vanessa Stecanella e Vanessa Correia - InvestNews)